THE DELAGOA BAY COMPANY

Março 23, 2012

SERTÓRIO SILVEIRA: UMA NOTA SOBRE O PROFESSOR RUI BAPTISTA

Sertório Silveira reflecte sobre o Prof. Rui Baptista, em baixo.

A propósito de uma longa entrevista que fiz ao Dr. Rui Baptista (RB), que o Tomané transcreveu aqui no blogue “The Delagoa Bay”, cumpre-me tecer alguns considerandos a respeito da si por poderem não ser do conhecimento da generalidade dos leitores.

Tive o privilégio de o conhecer e tornar-me seu amigo ao longo dos anos.

Em minha opinião, RB foi uma das figuras mais carismáticas do Desporto moçambicano, quer como professor, quer como dirigente desportivo, quer, ainda, como comunicador dos ideais que sempre defendeu com marcante empenho e superior conhecimento de causa, seja através de escritos jornalísticos, de conferências, seja, ainda, como praticante de pesos e halteres (Culturismo) em que se sagrou campeão de Moçambique, na categoria de médios.

Por esse facto, ter eu ficado chocado e até revoltado com a sua não nomeação para presidente do Conselho Provincial de Educação Física (CPEF) depois de ter a sua nomeação sido assinada pelo ministro do Ultramar Silva Cunha (faltando apenas ter o visto do Tribunal de Contas, aliás uma questão de escassos dias).

Acresce que a sua nomeação chegou a ser noticiada pelo jornal publicado na cidade da Beira: “Vai ser nomeado presidente do Conselho Provincial de Educação Física de Moçambique Rui ‘Vares’ Baptista”. Assim, tal e qual com a troca de Vasco, seu segundo nome próprio, por “Vares”. Em seu lugar foi nomeado Noronha Feio, vindo da então Metrópole, a quem o Desporto de Moçambique nada de nada devia. Sendo RB à data Inspector de Educação Física Escolar da Mocidade Portuguesa pediu a sua exoneração, tendo recebido um louvor no Boletim Oficial de Moçambique.

Chegou RB a Lourenço Marques em 1957 – depois de formado pelo INEF e ter cumprido o serviço militar como aspirante, alferes e tenente miliciano em Tomar – contratado como professor de Educação Física da “Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque”, tendo desenvolvido, para além dessa docência, um notável acção no desporto local e uma intensa actividade no campo da Ginástica Correctiva com pacientes de Lourenço Marques, alguns deles deslocando-se à África do Sul, a fim de serem consultados pelo mais famoso cirurgião ortopedista, o Dr. David Roux, que indicava o seu nome para os serviços de reabilitação necessários.

No ano a seguir à sua chegada à cidade do Índico (1958) foi convidado para preparador físico dos nadadores laurentinos que se deslocariam à Metrópole para disputarem os Campeonatos Nacionais da modalidade. Em representação do CPEF, foi nomeado chefe da respectiva Embaixada, embora não pertencesse aos quadros do CPEF, mas sim o seu colega Igeménio Tadeu.

Desde sempre, apaixonado pela sua dama, a Educação Física, foi dirigente desportivo e preparador físico de várias modalidades desportivas (basquete, futebol, hóquei em patins, etc.) tendo desenvolvido paralelamente uma acção constante na preparação de várias classes de ginástica do Clube Ferroviário.

Entretanto, teve, também, uma acção importante no campo literário, através da publicação de vários livros no âmbito, por exemplo, dos Pesos e Halteres e da Educação Física como ciência ao serviço da saúde pública. Desempenhou a função de presidente da Secção de Ciências da Sociedade de Estudos de Moçambique, onde proferiu duas conferências no âmbito da Educação Física, tendo entrado, assim, o Desporto e a Educação Física pela porta grande dessa notável instituição cultural e científica.

Em 1975 fez parte do grande contingente de Portugueses que se viram coagidos a deixar Moçambique, onde tinha fixado residência. Foi colocado em Coimbra, como professor efectivo de Educação Física do Liceu D. João III (anos depois, Escola Secundária José Falcão). Foi também docente do ISEF da Universidade do Porto e docente da Faculdade de Educação Física e Ciências do Desporto da Universidade de Coimbra. Na cidade das margens do Mondego continuou a desenvolver uma intensa actividade com artigos de revistas da especialidade, a efectuar conferências e palestras, por exemplo, nos Rotários e na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, a escrever livros e a publicar artigos de opinião nos jornais “Diário de Coimbra”, “Correio da Manhã”, “O Primeiro de Janeiro” e o “Público”. É co-autor do blogue De Rerum Natura, de há tempos para cá. Também em Coimbra desenvolveu uma intensa actividade no campo da Reabilitação Física (de que fora professor no ISEF do Porto) tendo assinado convenções com diversos organismos públicos.

Quase a terminar, e volvendo a um saudoso passado das margens do Índico, como escrevi no início, conheci este Professor, em Lourenço Marques, tendo tido o grato prazer de entrevistá-lo para o jornal “Diário de Lourenço Marques”, a propósito de uma série de entrevistas, “O desporto nas Escolas”, com a participação de uma dúzia de personalidades ligada ao desporto, na sua maioria professores de Educação Física. Desde essa altura, ficámos amigos para todo o sempre, merecendo-me o maior respeito e consideração pela sua humildade, cultura e simpatia, para além do seu incontestado valor profissional, muito lamentando, como tal, a gritante injustiça de não ter sido nomeado, à última hora, presidente do CPEF (quando tudo estava encaminhado nesse sentido) por ele ter sido a personalidade mais bem posicionada para o desempenho desse elevado cargo, sobejamente demonstrado através da sua extrema dedicação ao Desporto Moçambicano.

Sertório da Silveira

Março 12, 2012

A EQUIPA DE NATAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE WITSWATERSRAND NA INAUGURAÇÃO DA PISCINA DO DESPORTIVO EM LOURENÇO MARQUES, 1949

Fotografia muito gentilmente enviada da África do Sul pelo meu colega da natação Pierre Jeanrenaud, que lhe foi enviada pela sua mãe, Maria de Lourdes Correa de Sousa Neves, filha do Dr. António de Sousa Correa Neves, que foi Presidente do Grupo Desportivo Lourenço Marques.

A equipa de nadadores sul-africanos, estudantes da Universidade de Witswatersrand em Joanesburgo, que se deslocaram a Lourenço Marques para a inauguração da piscina do Desportivo (então com dimensões olímpicas - 33.3 metros), no dia 24 de Julho de 1949.

A EQUIPA DE NATAÇÃO DO DESPORTIVO DESFILA EM LOURENÇO MARQUES, 1948

Fotografia muito gentilmente enviada da África do Sul pelo meu colega da natação Pierre Jeanrenaud, que lhe foi enviada pela sua mãe, Maria de Lourdes Correa de Sousa Neves, filha do Dr. António de Sousa Correa Neves, que foi Presidente do Grupo Desportivo Lourenço Marques.

A equipa de natação do Grupo Desportivo Lourenço Marques (hoje Grupo Desportivo de Maputo) à direita, durante um festivel no Estádio Paulino dos Santos Gil em Lourenço Marques, 1948. De notar o atleta cheio de medalhas à esquerda, a falar no microfone. Parece que é o José Bento mas não tenho a certeza, se alguém souber por favor envie uma nota para aqui. A mãe do Pierre, cujo pai, o Dr. Sousa Neves, na altura era o Presidente do Desportivo, é a bonita jovem de branco, segunda a contar da direita na fila da frente.

Fevereiro 19, 2012

OS NADADORES DE MOÇAMBIQUE NUM ALMOÇO, ANOS 1960

Fotografia da Lucília Vieira, restaurada.

 

As tropas aquáticas nos anos 1960. Da esquerda: Júlio Ribeiro, Anabela Gouveia, Ana Paula Pinto, Cló Botelho de Melo, Carlos Oliveira, Dulce Gouveia, Victor Cerqueira, Lucília Vieira, João Rocha, Susana Abreu, António Sacadura, Lídia Gouveia, José Cabanelas e Alice Aleixo.

Janeiro 31, 2012

PEDRO FONSECA, ADVOGADO E EX-NADADOR DO DESPORTIVO NOS ANOS 1960, FALECEU

Filed under: 1960 anos, NATAÇÃO DE MOÇAMBIQUE, Pedro Fonseca + — ABM @ 1:38 pm

Num recente convívio. Da esquerda: Pedro Fonseca, Maria de Lurdes Costa Dias, São Mestre Passos Mealha, Luis Viegas Nunes, Luis Bulha e Maria João Couceiro.

Foto de Carlos Sousa (na foto, à direita) tirada no Café Galito em Lourenço Marques já nos anos 70, com um grupo de amigos em que algures está o Pedro Fonseca (não consegui identificar).

Recebemos notícia do falecimento hoje de Pedro Fonseca, que foi nadador no Grupo Desportivo Lourenço Marques no início dos anos 1960.

Pedro Fonseca era advogado e residia na área de Lisboa.

À sua família, apresentamos as nossas condolências.

O FUNERAL REALIZA-SE  EM LISBOA NA QUINTA-FEIRA, DIA 2 DE FEVEREIRO DE 2012,  COM MISSA A REALIZAR NA IGREJA DE SÃO JOÃO DE BRITO ÀS 16 HORAS E IDA ÀS 16:30 HORAS PARA O CEMITÉRIO DO ALTO DE SÃO JOÃO EM LISBOA.

Janeiro 7, 2012

ANTÓNIO SALDANHA DE SOUSA NEVES, ATLETA DO DESPORTIVO, 1949

Fotografia gentilmente cedida por António Saldanha de Sousa Neves via o seu sobrinho e meu amigo Pierre Jeanrenaud.

O seu pai foi Presidente do Desportivo LM em 1948-49, quando foi construída a piscina do Clube.

Praticou atletismo por isso esta inserção estrá indexada no atletismo.

A piscina do Desportivo foi inaugurada no dia 34 de Julho de 1949. Foi paga com contribuições dos sócios do Clube e pela sua Rifa.

 

António de Sousa Neves.

 

O Cartão de Sócio-Atleta do Desportivo de António Saldanha de Sousa Neves, 1949.

Janeiro 3, 2012

JÚLIO NUNES, PAI DE ARMANDO NUNES, TIRA O BREVET NA BEIRA, ANOS 1940

Foto de Armando Nunes, que nadou e fez vela na Beira.

 

Júlio Nunes junto to teco-teco.

VASCO ABREU (PAI) ATLETA, SÓCIO E DECANO DA FAMÍLIA ABREU DO DESPORTIVO

…. e piloto da DETA e da LAM até 1980.

Com D. Rute Abreu, pais de José, Rui, Vasco e Suzana Abreu, todos atletas do Desportivo.

E amigos para uma vida.

Foto e recorte restaurados por mim. Para ver as mesmas em tamanho máximo, prima na imagem que quiser ver duas vezes com o rato do seu computador.

Para mais dados sobre ele e a aviação em Moçambique, visite o excelente blogue Voando em Moçambique, gerido por Luisa Hinga e o Sr. Comdte José Vilhena.

Vasco Abreu, piloto da DETA/LAM e patriarca da Família Abreu no Desportivo. Aqui nos anos 1960.

Recorte do jornal Diário de Lourenço Marques, 10 de Novembro de 1973, dando notícia da chegada à cidade de mais um Boeing 737 para as então já denominadas Linhas Aéreas de Moçambique.

A EQUIPA DE NATAÇÃO DO DESPORTIVO DE MAPUTO, 2011

Foto do grupo do Desportivo de Maputo no Facebook.

A quem souber os nomes dos nossos campeões, peço uma ajuda enviando uma nota para aqui.

 

A equipa de natação do Desportivod e Maputo, Janeiro de 2011. Na fila de cima: C1, C2, C3, C4, C5, C6 e C7. Na segunda fila a contar de cima: D1, Janet Bique, D2, D3, D4, D5 e D6. Na fila da frente: F1, F2, F3 (treinador?), F4 e F5. Ha ainda a menina em encardado em cima à esquerda.

Dezembro 25, 2011

DIA DE PROVAS NA PISCINA DOS VELHOS COLONOS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Fotografia da Colecção de Célia Quartin.

Audiência em provas nos Velhos Colonos, primeira metade dos anos 1960. Para ver esta fotografia em tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

ENCONTRO DE NATAL COM O GRANDE TENISTA SR. ANTÓNIO TRINDADE

Esta nem inventada.

Na véspera de Natal fui comer um sorvete com os meus amigos de infância Sotero e Paulo Morgado (filho e sobrinho dos Engenheiros Morgado que muita obra fizeram em Moçambique e meu colega na então Escola Rebelo da Silva) e depois fomos ao Café e Cozinha do Campo, do Luis Feio, que fica em Carcavelos, para dizer olá ao Luís e à família. O Luis também é de Moçambique e a comida é boa e a hospitalidade…bem, sabem como é – do melhor.

Estávamos lá sentados quando pela porta entra nada menos que António Trindade, campeão e figura incontornável do ténis em Moçambique antes da Independência. O Luis conhecia-o bem de vista mas não conhecia as suas credenciais desportivas, que incluem o Sr. Trindade ser actualmente (78 anos) campeão do ténis de Masters de Portugal.

Desavergonhadamente, corri a cumprimentá-lo e tirei as fotos em baixo.

Foi a primeira vez que conheci pessoalmente o grande Campeão – uma verdadeira surpresa e uma grande prenda de Natal.

Pedi ao Sr. Trindade umas fotografias suas para colocar aqui, ao que ele gentilmente acedeu.

Sotero Freitas, Paulo Morgado e ABM.

 

O Sr. António Trindade entre ABM e Paulo Morgado.

 

Mais uma foto com o grande campeão de ténis.

 

EURICO PERDIGÃO E AMÉLIA SAMPAIO CELEBRARAM ANIVERSÁRIOS A 24.12.2011

Leonel Gomes, Eurico Perdigão, sua mulher Filomena, Dulce Gouveia, Marcela Forjaz e Amélia Sampaio.

Eurico Perdigão, que foi um dos treinadores mais memoráveis do Grupo Desportivo Lourenço Marques, e mais tarde no Sport Algés e Dafundo, completou hoje 80 anos de idade.

Amélia Sampaio (Cerqueira), que nadou nos Velhos Colonos, completou 31 anos de idade (em cada pé).

Assim, para se assinalar a ocasião, uma pequena delegação deslocou-se a Linda-a-Velha esta manhã para assinalar as efemérides.

A reportagem fotográfica, com agradecimentos ao Carlos Oliveira:

O cartão com as dedicatórias, incluindo as por procuração.

Eurico Perdigão na sua casinha no Desportivo LM, foto completamente restaurada. Anos 1960.

A famosa "Carta Aberta a um Jovem Nadador". Na ocasião, li um curto texto intitulado "Carta Aberta a Um Velho Treinador".

Eu a fotografar o cartão de parabéns enquanto a Dulce Gouveia escreve e a Amélia Sampaio preside e bebe um café.

O Sr. Leonel Gomes, que também foi meu treinador, inscreve a sua mensagem.

O bolo de aniversário.

Os Drs. Marcela e Victor Cerqueira.

O Sr. Perdigão entra na sala, sem sonhar que estávamos lá.

Perdigão e Filomena obervam meio incrédulos enquanto todos cantamos "parabéns a você."

Perdigão e Filomena escutam enquanto nós desafinamos a cantar.

Leonel e Dulce entregam prendinha de anos.

Perdigão observa enquanto pensa "aqui está um tipo a fazer 80 anos e estes gajos oferecem-me um livrinho".

Perdigão e Dulce analisam o livro oferecido, que é uma compilações de recordes mundiais.

Perdigão abre o cartão de parabéns enquanto rodeado por Leonel, ABM, Dulce, Victor e Amélia.

Perdigão lê o cartão.

Perdigão comenta o cartão.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Foto de grupo.

Perdigão e Amélia, os aniversariantes.

Perdigão e Amélia.

Perdigão e Dulce Maria.

ABM e Perdigão.

ABM e Perdigão.

Perdigão e Dulce Maria.

Com os óculos da Marcela, ABM lê "Carta Aberta a Um Velho Treinador.".

Mais um momento da leitura do texto.

Fim do discurso.

O fio dos óculos prendeu-se na cadeira...

Perdigão manda-me fazer mais 1500 metros mariposa de castigo.

Cantando mais uma vez "parabéns a você", desta vez para soprar as velas no bolo.

Uma neta do Perdigão corta o bolo.

Brinde com champanhe.

Brindando.

Ainda trocando brindes, Leonel à direita.

Fim do brinde.

 

E como nunca é demais, aqui mais fotos da solene ocasião:

Dezembro 23, 2011

EDUARDO HORTA E CARLOS ÓTÃO, NADADORES DOS VELHOS COLONOS E DESPORTIVO, 1963

Da magnífica colecção de Célia Quartin, restauradas por mim.

Carlos Ótão. Estrela o Desportivo.

Eduardo Horta. Estrela dos Velhos Colonos.

Recorte do Notícias, 1963.

Os dois campeões, Fevereiro de 1963.

Dezembro 22, 2011

LUCÍLIA VIEIRA (DOMINGOS) NADADORA DO DESPORTIVO, 1965-69

Muito Grato à Lucília Vieira (Domingos).

 

Lucília Vieira.

 

Cópia do Certificado de Aptidão da Mocidade Portuguesa.

 

Imagem 2 do Certificado de Aptidão.

 

Imagem 3 do Certificado de Aptidão.

 

Imagem 3 do Certificado de Aptidão.

Dezembro 20, 2011

A EQUIPA DE NATAÇÃO DO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: 1960 anos, Equipa do GDLM, NATAÇÃO DE MOÇAMBIQUE — ABM @ 4:01 am

Foto de Jorge Correia de Almeida.

A equipa de natação do Grupo Desportivo Lourenço Marques no início dos anos 1960. Na primeira fila de cima: P1,P2, P3, P4, P5, P6, P7, P8 e P9. Na segunda fila a contar de cima: Q1, Q2, Q3, Q4, Q5 e Q6. Na terceira fila a contar de cima: R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7 e R8. Na quarta fila a contar de cima: S1, S2, S3, S4, S5, S6, S7 , S8 e S9. Peço a quem souber qualquer dos nomes que por favor envie uma nota para aqui.

SUBIR AO OLIMPO, AGOSTO DE 1996: UMA CRÓNICA DE ABM

Este artigo, que escrevi numa noite de verão em 1996 quando, logo após os jogos olímpicos em Atlanta, alguma imprensa portuguesa se abateu sobre os alegados insucessos dos atletas portugueses naqueles jogos, foi publicado no Diário de Notícias de Lisboa em 5 de Agosto de 1996. Há maningue tempo mesmo.

Deve ser lido com uma pinta de ironia. Como não podia deixar de ser.

 

 

Dezembro 4, 2011

DIA DA INAUGURAÇÃO DA PISCINA DO DESPORTIVO EM LOURENÇO MARQUES, 24 DE JULHO DE 1949

Muito grato ao Pierre Jeanrenaud pelo envio da fotografia em baixo, onde (à direita) se pode ver a sua mãe. Creio que o seu avô materno teve que ver com a sua construção mas vou esperar pela informação.

Para ver esta foto em tamanho maior, prima na imagem em baixo duas vezes com o rato do seu computador.

Atletas do Grupo Desporitvo Lourenço Marques no dia 24 de Julho de 1949, um domingo. A mãe do Pierre é a jovem à direita na foto. Faltam os nomes dos restantes atletas, se alguém souber por favor envie uma nota para aqui.

UMA NOTA DE ABM SOBRE O RACISMO NO DESPORTO MOÇAMBICANO NO TEMPO COLONIAL

Copio para aqui, com alterações menores, um comentário que fiz em resposta ao comentário do nosso amigo da caneta René Boezaard (holandês, não conheceu Moçambique antes da Independência mas que conhece muito bem a realidade desportiva moçambicana recente) de que cada um parecia ter a sua verdade na questão de haver racismo em relação ao Eusébio no Sporting Clube de Lourenço Marques por ele (Eusébio) ser preto num clube de brancos (pois essa é a questão em análise, não o racismo em geral):

Não sei René. As coisas eram como eram no tempo colonial e o facto é que tipicamente as poucas cidades moçambicanas eram esmagadoramente habitadas por brancos. Logo, a maioria dos clubes situavam-se nas cidades, enquanto que as perifierias eram esmagadoramente habitadas pela população de raça negra.

Em termos de sócios, os clubes reflectiam essa realidade (falo dos anos 60 e 70 – nasci em 1960) mas NÃO (e aí concordo com o Sr. Braga Borges) em termos de atletas e muito menos de atletas de raça negra de talento no futebol, que na minha opinião, podiam ir para onde bem quisessem. Sim, os atletas negros (as suas famílias) tipicamente eram muito mais pobres pelas razões sócio-económicas conhecidas. Mas para teres ideia, eu, que sou branquinho da Silva e que sempre vivi na Polana, nadava no Desportivo, e sempre só tive um fato de banho. A minha roupa tinha duas mudas, um par de sapatilhas e um de sapatos.

A ideia de que os brancos viviam em Moçambique num mar de luxúria e os negros num mar de miséria é extremamente relativa e deve ser contextualizada, o que, por razões ideológicas e de perspectiva, tende a ser descurado. A maior parte dos brancos que iam viver para Moçambique iam com uma mão à frente e outra atrás e a riqueza que acumulavam era acumulada através do trabalho. Até quase aos anos 1970 não havia uma universidade em Moçambique – nem para brancos nem para pretos.

Adicionalmente, tirando o futebol, a maior parte dos desportos praticados eram praticados por brancos, por razões mais culturais dos brancos de Moçambique que outra qualquer. Em Moçambique praticava-se muito mais desporto e fazia muito mais parte da cultura local e da rotina das pessoas que em Portugal, mesmo ainda hoje. A população negra de Moçambique nem por isso praticava desporto, apesar de nos anos 60 a situação estar a mudar muito rapidamente. Por exemplo, no Distrito de Lourenço Marques em finais dos anos 60 o desporto já era uma parte importante do currículo escolar e estava dotada com infra-estruturas desportivas, o que em Portugal não acontecia.

Tendo dito isto, creio que, claro que, na estrutura social e de poder os negros moçambicanos não tinham quase nenhum voto na matéria. Eram cidadãos de 2ª e 3ª classe e frequentemente desrespeitados e abusados. O racismo era endémico e inerente em relação a tudo o que se fazia. Eu creio que isso se estava a alterar e alteraria mais até ao final dos anos 70, tivesse o arranjinho colonial perdurado mais uns tempos até a uma independência que não havia dúvida havia de acontecer e teria de acontecer. Mas tudo acabou com um enorme “bang” em 1974, sob a égide dos senhores Comité Central da Frelimo, que tinham ideias peregrinas sobre o que fazer.

Voltando aos clubes, lembro-me de, por exemplo, no princípio dos anos 70, o Desportivo, o clube onde eu cresci, ter feito esforços para recrutar mais sócios, não descurando os sócios de todas as proveniências raciais e sócio-económicas, que era algo que especificamente me lembro. Se não me engano as quotas nessa altura eram uns 100 escudos por ano, o que era praticamente de borla.

Não sei como era no Sporting em termos de sócios. Mas imagino que havia clubes (Clube de Pesca, Clube Marítimo, Clube Militar, Clube de Golfe da Polana, Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra, Grémio) não houvesse muitos sócios negros. Mesmo para os padrões económicos mais elevados dos brancos, esses eram clubes caros e de elite. Mas esses clubes especializavam-se em poucos desportos caros e tinham um cariz social muito mais acentuado que os restantes.

Mas mesmo aí duvido que o critério de acesso fosse o da cor de pele. Acho que era mais a côr do dinheiro e as afinidades dos sócios. Num contexto de uma sociedade racialmente empolada, em que como, uma vez referiu o meu caro Dr. Mário Machungo, no princípio dos anos 70, um negro que quisesse alugar um apartamento na Polana…simplesmente não acontecia.

Ou, como uma vez me relatou serenamente o Sr. Eurico Perdigão, que me treinou no Desportivo, quando uma vez levou o seu mainato (negro) ao Hospital Central Miguel Bombarda às urgências uma noite já não me lembro bem porquê, ele quase que teve que dar um murro em quem o atendeu pois queriam chutar o jovem nem sei bem para onde porque ele era preto (para que conste, ele foi atendido e tratado ali, mas o Sr. Perdigão referiu ter a certeza de que se ele – um branco – não tivesse ido com ele ao hospital, e insistido, isso nunca teria acontecido.

E esta é a “minha” modesta verdade.”

Quanto à natação, que ambos conhecemos, e que pratiquei no Desportivo até 1975, quando fui estudar para Coimbra, sim, quase não havia nenhum nadador negro em LM nos anos 60 e 70 – mas isso era necessariamente “racismo”? explica lá isso. Afinal, o que é “racismo”? ainda hoje se alguém for a Maputo, a natação é um desporto urbano e de elite. E no tempo colonial a elite era esmagadoramente branca.

Para além de que, por razões que nunca estudei, em geral e em todo o mundo as pessoas de raça negra, que limpam o sebo a tudo e todos em atletismo, basquet e muitos outros desportos, são notoriamente omissos dos livros de recordes em natação. Mas eu acho que é uma questão de tempo e de oportunidade e eles e elas vão aparecer.

Como acima refiro, os padrões de prática desportiva em Moçambique reflectiam os padrões sócio-económicos que sim, reflectiam uma estrutura inerentemente racista. Mas não por si só e em absoluto. No resto de Moçambique hoje em dia ainda não se pratica tanto a natação, em boa parte simplesmente porque as piscinas que há são as que se fizeram há 50-60 anos, estão num estado duvidável e por maioria de razão continuam situadas no meio das cidades.

Creio que isso acontece em parte também porque é imensamente mais barato jogar à bola ou correr do que jogar ténis, correr carros, nadar ou jogar golfe.

No caso acima abordado, estamos ainda por cima a falar de descriminação contra o Eusébio (entrevista à Ùnica, Novembro de 2011), um expoente de talento que marcou o mundo e cujo valor já em 1958 quem estava nos meandros do futebol em Lourenço Marques reconhecia. A ideia de que ele terá sido maltratado ou menosprezado por ser preto (saliento que ele é mulato, o pai dele era branco de Angola e morreu em Moçambique quando ele era miúdo), ainda por cima no futebol, cujas putativas barreiras raciais já haviam sido brilhantemente escancaradas por muitos outros antes dele, parece-me ser um pouco peregrina. Que havia (e há, não te enganes) racismo nem é tanto a questão. Afinal, quase que aposto que em 1959 o Sporting de Lourenço Marques não devia ter um sócio preto. Mas o Eusébio ter sido prejudicado por isso?

Eu duvido.

Mas ele lá sabe.

CARLOS DINIS, EX-NADADOR DO DESPORTIVO LM: 1973 e 2011

Muito grato ao meu colega da natação do Desportivo Carlos Dinis, irmão do Luis, pelo envio da sua foto recente desde Tete, onde é geólogo.

 

Carlos Dinis nos nossos tempos da natação no Desportivo, em 1973. Foto restaurada.

 

O Sr. Geólogo Carlos Dinis em Novembro de 2011, em Tete, onde está a ajudar a trazer as riquezas de Moçambique à luz do dia.

Dezembro 3, 2011

A MÃE DO PIERRE JEANRENAUD NA PISCINA DO DESPORTIVO EM LOURENÇO MARQUES, 1949

Muito grato ao Pierre Yves Jeanrenaud, meu colega da natação no Desportivo e no Clube Académico de Coimbra, que enviou esta fotografia da sua casa na África do Sul e prometeu mais.

Infelizmente não sei ainda o nome da mãe dele, sempre a conheci como “a mãe do Pierre”. Mas isso resolve-se com um email.

A piscina do Desportivo foi inaugurada no dia 24 de Julho de 1949 pelo então Governador-Geral. O Avô materno do Pierre creio que fazia parte da direcção do Desportivo nessa altura.

A mãe do Pierre sempre foi linda, mas aqui está uma beleza. Não sei quem é o Clark Gable à direita. Reparem ao fundo que o eucaliptal que cobria a zona ribeirinha da cidade naquela altura vinha até praticamente às portas do clube. Mesmo no cantinho à esquerda, pode-se ver a sede original do Desportivo, que ainda existe e devia ser património arquitectónico e histórico da cidade de Maputo.

Novembro 28, 2011

1º ALMOÇO DOS NADADORES DA ASSOCIAÇÃO DOS VELHOS COLONOS DE MOÇAMBIQUE, NOV. 2011

Muito grato à Célia Quartin, que encaminhou as fotografias do repasto e convívio em baixo, que retratam momentos do 1º Almoço dos Nadadores da Associação dos Velhos Colonos de Moçambique, grande equipa que produziu muitos campeões de Moçambique e de Portugal.

O encontro ocorreu no Restaurante Salamandra em Cascais, num dia lindo, com um sol esplendoroso e uma vista fantástica para a praia e para o mar.

Em baixo, a Célia usou os nomes de solteira das meninas para melhor identificação.  Os “penetras” do Desportivo e Sporting estavam presentes porque tiveram o bom gosto de escolher caras-metade dos Velhos Colonos…..

Ana Gomes (mulher do Quim Gomes), Betty Campo Vieira (mulher do Carlos José Murinello), Vitor Cerqueira (marido da Melita Sampaio) e Isabel Neto.

Marcelo Sá, Sertório Silveira, Viriato Silveira, Tó Delgado, Nelson Serra, Américo Azevedo, Eduardo Horta, Carlos José Murinello.

Manuela Alvarez (mulher do Zeca), Guida Abelha, Zeca Alvarez, Passos de Sousa, em pé Sr. Alvarez e Américo Azevedo.

Zeca Almeida (tá no papo), Viriato Silveira, Belinha Lopes, Melita Sampaio. Eduardo Horta, Sr. Alvarez, Zeca Alvarez, Manuel Jordão.

Anita Abelha, Guida Abelha e Lucília Capelo.

Dalila Azevedo, Lucilia e Amélia Sampaio (Melita).

Melita Sampaio, Lucilia Capelo e Isabel Neto.

Vista Geral do repasto (que para variar foi uma carilada).

Os grandes Manuel Mateus, Marcelo Sá, Nelson Serra.

Manuela Alvarez, Guida Abelha, Sr. Alvarez, Passos Sousa e Zeca Alvarez.

Betty Campos Vieira, Marcelo Sá, Guida Abelha e José Simões (esgrimista).

Vista do almoço, que aconteceu em Cascais.

Tó Delgado, Manuel Mateus, Marcelo Sá e Nelson Serra.

Anita Abelha, Sr. Alvarez e Odete Lopes.

O fato de treino da Belinha Lopes (tal como a Célia a conheceu), uma autêntica relíquia!

Guida Abelha e Melita Sampaio.

Encontro de ex-Sportiguistas do Basquete laurentino - Nelson Serra, Manuel Mateus, Marcelo Sá e Eduardo Horta. A Célia explicou que foram benvindos e que tecnicamente não eram penetras.

Guida Abelha, Nelson Serra e Melita Sampaio.

Os basquetistas do Sporting de LM - Nelson Serra, Manuel Mateus, Marcelo Sá e Eduardo Horta (o Marcelo também dedicou-se ao futebol).

Aspecto do almoço com vista para o mar.

As meninas - Ana Maria Mallen , Guida Abelha, Luisa Ochoa, Anita Abelha, Melita Sampaio, Dalila Azevedo, Isabel Neto e Belinha Lopes (a Célia não ficou na foto porque serviu de fotógrafa e nenhum dos rapazes se voluntarizou...).

Roberto Matos, Tó Delgado e Carlos Zé Murinello.

Anita Abelha, Cristina Horta (mulher do Eduardo) e Luisa Ochoa.

Guida Abelha, Anita Abelha e Zeca Alvarez.

Novembro 24, 2011

ODETE DA MATA: IN MEMORIAM

Agradecido ao Rui Pinto por ter obtido a fotografia em baixo, que restaurei.

 

Assinala-se aqui, com mágoa, o falecimento, há duas semanas, de Odete da Mata, mulher do Sr. Manuel da Mata, que treinou no Desportivo, no Ferroviário e no Sport Algés e Dafundo. Odete da Mata é mãe de Victor e Guida Mata, que também praticaram natação em Moçambique. A toda a família, apresentam-se as sentidas condolências e a nossa solidariedade.

O treinador Manuel da Mata com a sua mulher, Odete da Mata, quando mais jovens, em Lourenço Marques.

A NATAÇÃO DE MOÇAMBIQUE NO CONTEXTO DA NATAÇÃO PORTUGUESA EM 1959

Muito agradecido à Dulce Gouveia, que recebeu interessante documento da mão de Eurico Perdigão, contendo informações muito interessantes sobre a natação em Moçambique desde os seus primórdios. O documento data do Natal de 1959 e foi publicado pelo jornal Notícias de Lourenço Marques.

O documento digitalizado em baixo está dividido em três partes e pode ser ampliado premindo na secção que o exmo. Leitor quiser ver ou ler com o rato do seu computador, duas vezes.

Novembro 23, 2011

MAIS FOTOS DO ALMOÇO ANUAL DOS NADADORES DE MOÇAMBIQUE, NOVEMBRO DE 2011

A reportagem do memorável almoço anual dos nadadores e treinadores de Moçambique, realizado no passado sábado e em que se homenageou a Dulce Gouveia. Desta vez feita tiradas pelo Jaime Santos e a Helena Chaves.

Muito obrigado.

Dada a quantidade, utilizo um novo esquema de apresentação das fotos que esta geringonça disponibilizou agora. E que está em fase de testes.

As fotos enviadas pelo Jaime Santos (as do Jaime contêm a referência “Olympus”) e pela Helena:

….e que também podem ser vistas assim:

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Novembro 22, 2011

ANTIGOS NADADORES E TREINADORES DE MOÇAMBIQUE E FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE NATAÇÃO HOMENAGEIAM DULCE GOUVEIA, 19 DE OUTUBRO DE 2011

Muito grato ao Carlos Oliveira, que disponibilizou as fotografias que se encontram em baixo.

A Dulce Gouveia ficou de me ajudar com as legendas mas decidiu ir ao banco e deixou-me pendurado. Completarei as legendas mas tarde.

Para ver as fotos em baixo com o tamanho máximo, prima na imagem que quiser ver duas vezes com o rato do seu computador.

P1, Olímpia Ótão (Pereira), Olga Camacho. Mãe Camacho, Carlos Oliveira e Jaime Santos.

P1, Olímpia Ótão (pereira), Olga Camacho, Mãe Camacho e Luis Camacho.

Anabela Gouveia, Regina Veloso, Manuela Botelho de Melo, Clotilde Botelho de Melo, José Luis Ribeiro, Victor Cerqueira, Júlio Ribeiro, Carlos Oliveira (atrás), Guiomar (mulher de J. Ribeiro), Fernanda Campos e Mélita Sampaio.

Regina Veloso, Manuela Botelho de Melo, Clotilde Botelho de Melo, José Luis Ribeiro, Victor Cerqueira, Júlio Ribeiro, Carlos Oliveira, Guiomar (mulher de J. Ribeiro), Fernanda Campos e Mélita Sampaio.

Regina Veloso, Manuela Botelho de Melo, Clotilde Botelho de Melo, José Luis Ribeiro, Victor Cerqueira, Júlio Ribeiro, Carlos Oliveira (atrás), Guiomar (mulher de J. Ribeiro), Fernanda Campos e Mélita Sampaio.

Ágata Gouveia, filha de Anabela Gouveia. Atrás, Ezequiel Gameiro das Neves.

Olímpia Ótão (Pereira), Dulce Gouveia, Clotilde Botelho de Melo e Graça Maia.

Dulce Gouveia discursa enquanto Eduardo Horta e Leonel Gomes observam.

Leonel Gomes, Eurico Perdigão e Dulce Gouveia. Do outro lado da Dulce, Manuel da Mata e José Sacadura.

Mais uma imagem de Dulce Gouveia a falar.

Eurico Perdigão, Dulce Gouveia, José Sacadura (que deixou cair a caneta no chão).

Dulce Gouveia.

José Sacadura descreve o dia em que teve que se impor aos gabirús que perseguiam a Dulce que estava a usar um biquini cor de rosa em que se discutia se havia pano a menos ou carne a mais.

José Sacadura, explicando agora quantos Garibaldis a Dulce conseguia comer após um treino no Tamar em Algés.

Uma placa, oferecida especialmente para a ocasião pela Federação Portuguesa de Natação, muito aptamente dirigida pelo Prof. Paulo Frishknecht, um dos grandes nadadores de Portugal, que conhece bem Dulce Gouveia e o seu passado.

Em representação do Presidente da Federação Portuguesa de Natação, Eurico Perdigão entrega uma placa homenageando Dulce Gouveia.

Na mesa de honra, Eurico Perdigão explica quantos croquetes a Dulce comia a seguir ao jantar, antes das provas.

Eurico Perdigão, que fez uma carreira no Desportivo e em seguida no Sport Algés e Dafundo (onde aliás se formou) faz uso da palavra.

Dona Rute Abreu, mãe de Suzana, Vasco, Rui e José Manuel Abreu, com Eurico Perdigão.

Célia Quartin, Cristina Horta (mulher de Eduardo Horta) e Isabel Menezes.

Melita Sampaio, Eduardo Horta e Fernanda Campos.

Paula Botelho de Melo, que se deslocou de Los Angeles para estar neste almoço de homenagem a Dulce Gouveia, e Carlos Oliveira.

Na mesa de honra, da esquerda: Fernanda Campos, Eduardo Horta, Leonel Gomes, Eurico Perdigão, Dulce Gouveia e José Sacadura.

Mais uma imagem da mesa de honra. Da esquerda: Leonel Gomes, Eurico Perdigão, Dulce Gouveia, José Sacadura, Ezequiel Gameiro das Neves e Manuel Mata.

Leonel Gomes e Fernanda Campos.

A gang do Ferroviário posa para uma foto com o Prof. José Sacadura. De pé: Manuel da Mata, Dona Tina (mãe do Fernando Pinto), Gabriela Tavares, Luis Camacho, José Sacadura, Olga Camacho. Por baixo Ana Maria Guerra, Júlia Sobral, Fernando Pinto e D. Mariazinha.

José Sacadura e Ezequiel Gameiro das Neves.

Fernanda Campos e Eduardo Horta.

Melita Sampaio, Victor Cerqueira, Pedro Fonseca e Guiomar.

Clotilde Botelho de Melo e Paula Botelho de Melo.

A grandes nadadoras Regina Veloso e Fernanda Campos, de entre as grandes pioneiras da natação de Moçambique no panorama português.

Regina Veloso e Fernanda Campos.

Manuel da Mata, um dos grandes treinadores de Moçambique, de depois fez carreira no Sport Algés e Dafundo e Ezequiel Gameiro das Neves, nadador e dirigente durante anos na Federação Portuguesa de Natação.

Nelson Silva, que fez "natacinha" no Desportivo mas que faz parte da mobília da casa, e Pedro Fonseca.

O Dr. Júlio Ribeiro, nadador do Desportivo e campeão, Ezequiel Gameiro das Neves, Anabela Gouveia e a sua filha Ágata. Atrás, Rui Braga de Almeida.

Ezequiel Gameiro das Neves, Anabela Gouveia, Ágata Gouveia e Júlio Ribeiro.

Júlio Ribeiro, Américo Azevedo (irmão da Janete, Pilar, Cãndido e Dalila Azevedo) e Graça Maia.

D. Celeste Gouveia, matriarca da família Gouveia, Dulce Gouveia, com a Maria João Gouveia e mais abaixo a sobrinha Ágata.

Manuel da Mata e Ana Maria Guerra, ex-brucista do Ferroviário.

Vítor Mata (filho do Sr. Manuel da Mata) Carlos Oliveira, Américo Azevedo e Victor Cerqueira.

Victor Mata (filho do Sr. Manuel da Mata) Carlos Oliveira, Américo Azevedo e Victor Cerqueira.

Américo Azevedo, Dulce Gouveia e seu pai, o Eng. Tomás Gouveia, um dos pilares do velho Desportivo.

Américo Azevedo e Eng. Tomás Gouveia. Ao fundo podem-se ver Eduardo Horta, Cristina Horta e Paula Botelho de Melo.

Mané Barreto Lopes com a sua filha e as suas netas e ...(não sei quem é).

Helena Carvalho (Chaves), Isabel Menezes (Bandeira) e Célia Quartin.

Fernando Botelho de Melo, Lucília Vieira, José Manuel Abreu.

Eurico Perdigão, José Manuel Abreu, Rute Abreu e Leonel Gomes.

Regina Veloso, José Sacadura, Ezequiel Gameiro das Neves (Veca).

Regina Veloso, Anabela Gouveia, Clotilde Botelho de Melo, Paula Botelho de Melo, José Luis Ribeiro, Victor Cerqueira, Manuel Botelho de Melo, Júlio Ribeiro e sua mulher Guiomar, Melita Sampaio, Leonel Gomes e à frente Graça Maia.

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