THE DELAGOA BAY COMPANY

Fevereiro 11, 2011

MANUEL ALEXANDRE BAPTISTA PRATA DIAS (WANGONI): IN MEMORIAM

O texto é da autoria do Prof. Rui Baptista.

O Prof. Prata Dias em 1962, no estádio coberto do Malhangalene, a entregar um prémio a uma das equipas que participaram num festival da Mocidade Portuguesa. Esta foto aparece mais à frente na totalidade, e foi enviada muito generosamente por Eduardo e Cristina Horta. Muito grato.

O recente post aqui publicado, “António Trindade a jogar ping pong, anos 60” (29/01)2011), sugere-me a oportunidade e a justiça deste pequeno texto.

Lembro-me bem de António Trindade, com quem convivi mais de perto numa altura de que uma das suas filhas foi por mim acompanhada num tratamento de ginástica correctiva ou de reabilitação como hoje se chama. Os seus despiques de ténis com Prata Dias eram famosos em Lourenço Marques chamando aos courts do Cube de Ténis de Lourenço Marques um público entusiasta que torcia ora por um ora por outro. Eram dois estilos de jogo diferentes de dois belíssimos jogadores que alternavam entre si o título de Campeão de Moçambique. Julgo até que ambos chegaram a ser campeões de ténis de Portugal, um Portugal que ia do Minho a Timor espalhando o seu nome e a sua gesta pelos cantos do mundo.

E já que vem ao caso o nome do meu Colega Prata Dias, membro de uma família ilustre e antiga da então Lourenço Marques, ao que me disseram falecido anos atrás no Brasil para onde se dirigiu depois da Independência, é justo recordar que se tratava de um atleta completo, tendo vencido vários Campeonatos Universitários, em outras modalidades desportivas (atletismo e natação) em representação do antigo INEF, hoje Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa.

Este um singelo preito (em que me atrevo associar o The Delagoa Bay Company) a um Colega e Amigo dele bem merecedor. Melhor, merecedor de uma Homenagem que faça esquecer o hábito ancestral e bem português de depreciar os vivos e esquecer os mortos que da lei da morte se foram libertando, como escreveu o Vate.

A história também é feita de testemunhos de quem foi seu contemporâneo. Seja ela feita pelo entusiasmo e obra digna de louvor de António Botelho de Melo que a espalha pela grande família moçambicana e urbi et orbi em milésimos de segundo com a ajuda de uma memória, por vezes, enfraquecida de quem presta os seus testemunhos orais, escritos ou por imagens fotográficas. Não é bem verdade, ao que se diz, que recordar é viver outra vez?

(fim)


Notas adicionais de ABM à crónica do Prof. Rui Baptista

1. O sítio da Federação Portuguesa de Ténis na internet indica que Prata Dias foi campeão nacional de ténis uma vez.

2. O texto abaixo revela o que sucedeu com Prata Dias e a sua família. Como corolário, encontrei referências laudatórias do Prof. Prata dias pelos hoje treinadores de ténis brasileiros Miguel Kelbert (“um dos tenistas e professores mais conhecidos do Estado, Miguel Kelbert começou a jogar ainda cedo no Grêmio Náutico União, sob a orientação do professor Prata Dias. Atualmente Miguel integra o team de professores da Academia TopSpin, na Associação Hebraica, além de disputar torneios pelo Rio Grande do Sul, colocando “medo” nos adversários mais jovens”) e Luiz Siqueira (“Tive a oportunidade de aprender, fazer cursos e clínicas com grandes nomes, como Kirmayr, treinador da Gabriela Sabatini, e também com o grande Prata Dias, dono de uma técnica inesquecível”)

3. O brasileiro Jornal da Orla, edição de 31 de Outubro de 2010, publicou o seguinte texto, assinado pelo colunista Sr. José Carlos Silvares, que creio ser relevante e se reproduz em seguida, com vénia:

Título: Campeões do Além-Mar

Ainda havia muito medo nos olhos de todos. O mais velho, um professor campeão de tênis, ao lado da mulher, da filha, do genro e das três netas, apesar de tudo, conseguia falar de esperança. Eles fizeram parte talvez da primeira leva de refugiados de Moçambique a chegar ao Brasil naquela época de pânico que tomava conta da colônia portuguesa no continente africano.

Era janeiro de 1975 quando o cargueiro italiano “Calagaribaldi” finalmente atracou no Porto de Santos. A passagem de ano em alto-mar foi um divisor de águas para a família Prata Dias. Todos se abraçaram a bordo e agradeceram a Deus por estarem ali sãos e salvos, embora no rumo do desconhecido.

Encontrei um professor Prata Dias ainda em pânico. Em seu primeiro contato com um brasileiro, na porta do camarote, ele começou a contar a aventura que foi conseguir as vagas no navio, após uma espera de 48 dias até a chegada do cargueiro italiano.

“Posso dizer que Moçambique foi totalmente transformada em campo de batalha, e a indecisão é o ponto marcante na vida de inúmeras famílias, que não sabem o que fazer. Algumas, com posses, foram para países distantes; outras, com menos recursos, invadem a fronteira com a África do Sul; e há os que simplesmente esperam, para ver o que vai acontecer nos próximos dias”. Foram suas primeiras palavras a um jornalista cheio de perguntas a fazer.

O professor completava: “Há muito pânico e receio, e a incerteza do que está para acontecer tem levado famílias ao desespero, fugindo e deixando parentes, terras e até roupas”. Das 300 mil pessoas que moravam na região de Lourenço Marques, capital e principal porto do país, cerca de 130 mil já tinham fugido, muitas a pé.

Moçambique vivia tempos de guerra civil, de ódio racial, na luta por sua independência de Portugal, liderada pela Frente de Libertação de Moçambique, a Frelimo. Lisboa tinha vivido a Revolução dos Cravos em abril de 1974 que depôs o regime ditatorial e as colônias buscavam a independência a qualquer custo. A família Prata Dias já estava no Brasil quando isso aconteceu, em junho de 1975.

Com medo de ser assassinados, os portugueses de Moçambique tomaram rumos diferentes. O professor Manuel Alexandre Baptista Prata Dias, então com 53 anos, fez o que achou que deveria fazer: lutou por passagens em um navio qualquer, para qualquer lugar. Juntou seus familiares, encaixotou os 312 troféus e centenas de medalhas que ganhou durante 23 anos em torneios de tênis, alguns internacionais, catalogou seus documentos como professor de Educação Física com especialidade em tênis, com diploma dos Liceus do Ultramar, e às vésperas do Natal de 1974 conseguiu embarcar.

A bordo ele soube que o navio iria para o Porto de Santos. No mar, lendo uma revista, encantou-se com imagens de Porto Alegre e decidiu: adotaria a cidade para reiniciar a vida. Tudo o que tinha na bagagem eram planos. Um deles, de lecionar numa universidade e de voltar a dar aulas de tênis.

Senti muita determinação do professor com relação ao seu futuro no Brasil, até então totalmente desconhecido e incerto, e procurei transmitir essa firmeza de meta como um exemplo a ser seguido, na reportagem publicada na época. Mais incerto e desconhecido, para ele e sua família, era o futuro em Moçambique. “Queremos uma vida melhor”, disse, ao lado da mulher Maria Teresa, da filha Maria, do genro José Armando Ribeiro Fernandes e das netas Lycia, Ariana e Ágata.

O professor tinha uma curiosidade em seu currículo. Ele nasceu a bordo de um navio alemão, o “Wangoni”, numa viagem dos pais entre dois portos sul-africanos, e sua certidão de nascimento trazia como sendo natural do navio. Quando completou 18 anos, em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, foi chamado pela Alemanha para integrar o quadro do Exército, já que havia nascido no navio, considerado território alemão. Ele não foi e no ano seguinte resolveu mudar a certidão como nascido em Moçambique.

O "Wangoni", a bordo do qual Manuel Prata Dias nasceu em 1922, sob bandeira alemã. Em 1940, os alemães tentaram recrutá-lo para a guerra. Ele mudou a certidão de nascimento para dizer que nascera no território então português de Moçambique. E ficou em Lourenço Marques.

O professor lembrou esse fato para dizer que se tivesse ido para a Alemanha teria mudado o seu destino. Acabaria mudando muitos anos depois por força de outra guerra, em seu país.

Nunca mais ouvi falar da família. Soube muitos anos depois que o seu sonho de lecionar tênis foi realizado até à morte. Um dos clubes em que foi técnico foi o Grêmio Náutico União, de Porto Alegre. Alguns de seus alunos, como havia acontecido no passado, agora no Brasil, tornaram-se campeões de tênis. Um deles, Miguel Kelbert, sempre faz questão de referir-se a ele como o seu primeiro e saudoso professor.

Escrevi depois muitas outras histórias de refugiados que chegaram ao Porto de Santos, ao acaso ou não, fugindo de Angola e de outros países, fugindo do medo, fugindo do futuro incerto, em tentativas de recomeçar a vida em condições mais favoráveis. A história dos Prata Dias, no entanto, por algum motivo, sempre me vem à memória.

São histórias que lembram a dos milhares de imigrantes que, como meus antepassados e os antepassados de muitos leitores, vieram para o Brasil e aqui se firmaram no trabalho nas cidades, em fábricas, ou no campo, plantando café e colhendo seus descendentes. São cidadãos de além-mar, campeões de além-mar, trazidos por navios ou aviões, a reconfirmar que, quando se quer, tudo é possível e tudo é vitória.

(fim)

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31 comentários »

  1. Professor RUI BAPTISTA

    Mais uma vez tive oportunidade de ler um post seu, que agradeço.
    Mas o curioso deste é que, além de fazer uma merecida justiça a um colega seu, consegue fazer a interligação entre o meu primeiro professor de ginástica (Prof. PRATA DIAS) e o último (Prof. RUI BAPTISTA).
    Mas, como se isso não fosse suficiente, ainda tem uma outra particularidade que me apraz registar.
    É o facto de constatar que há um colega que tem a capacidade de louvar um seu colega. Neste nosso mundo actual, compulsivamente obsecado pela concorrência, é fundamental realçar estes exemplos.
    Gostei imenso de saber as notícias relativas ao sucesso que o Professor Prata Dias ainda conseguiu atingir no Brasil, para onde eu sabia que ele tinha ido viver após a sua saíde de Lourenço Marques. Quero ainda dar-lhe conhecimento de uma outra faceta quase desconhecida do Professor PRATA DIAS. Ele foi também trapezista de qualidade, do Clube Ferroviário de Lourenço Marques, onde o vi actuar alguma vezes, na minha infância.
    Com os meus desejos de boa saúde, peço-lhe que aceite os meus resp. cumprimentos
    Augusto Aires Martins

    Comentar por Augusto Martins — Fevereiro 11, 2011 @ 6:01 pm

  2. Obrigado Professor Rui Baptista, recordio-me be do grande Professor Prata Diasmem e da Familia. Recordar é viver, boas memórias e um forte abraço

    Comentar por Alberto de Sousa Costa — Fevereiro 11, 2011 @ 6:22 pm

  3. Meu Caro Augusto Martins: É sempre com indisfarçável orgulho (eu bem tento disfarçar sem o conseguir!) que encontro antigos alunos que simplesmente me cumprimentam na rua. Esse orgulho mais o tenho quando, como é o caso, recebo mensagens simpáticas como a sua, meu Caro Augusto. Que dizer? Bem haja. Um grande abraço. Rui Baptista

    Comentar por Rui Baptista — Fevereiro 11, 2011 @ 9:22 pm

  4. Caríssimo Alberto de Sousa Costa (Pidigy paras s amigos e, portanto, para mim): Tal como para o Augusto Martins um bem haja pelo seu comentário vindo do Canadá que deve calar fundo na Familia do Prof. Prata Dias. Um grande abraço. Rui Baptista

    Comentar por Rui Baptista — Fevereiro 11, 2011 @ 11:13 pm

  5. esse cara é meu bisavô

    Comentar por João Batista Prata Dias — Março 30, 2011 @ 5:37 pm

    • Olá João

      Um grande homem, manda fotos e notícias, toda a gente de Moçambique se lembra dele e gostava de ver. Abraço ABM.

      Comentar por ABM — Março 30, 2011 @ 5:51 pm

  6. possuo muito pouco material…grande parte se perdeu na guerra, mas tenho algumas poucas fotos dele e de sua família. Se quiserem, adicionem-me no msn: joaopratadias@hotmail.com e lhes passo as imagens

    Comentar por João Batista Prata Dias — Março 30, 2011 @ 5:58 pm

    • João, muito obrigado, eu não tenho o MSN mas vou tentar ligar para ver se funciona. ABM

      Comentar por ABM — Março 30, 2011 @ 6:19 pm

  7. Oi Eu sou uma das netas que veio no Navio
    Ariana,filha numero 2 de Maria Thereza Prata Dias

    Comentar por Ariana Prata Dias — Março 30, 2011 @ 6:05 pm

    • Oi Ariana, MUITO OBRIGADO por escrever. Ao preparar a peça sobre seu avô, tive enorme dificuldade em obeter imagens, o que me surpreendeu pois seu avô foi “o” campeão de ténis de Lourenço Marques (hoje Maputo) e uma pessoa célebre, incopntornável, e muito respeitado. Inclusivé escrevi uma mensagem ao clube de ténis onde ele deu lições no Brasil, pedindo mais informações e fotos, mas eles nunca responderam sequer…. grato, António Botelho de Melo

      Comentar por ABM — Março 30, 2011 @ 6:22 pm

      • Ola Sr Antonio
        O clube fechou há muitos anos
        Pouco depois do falecimento do meu avozinho
        Minha mãe sempre contou muitas coisas de la,pois sai era muito bebe, inclusive vi aqui no blog uma das professoras dela a sra conchita,nossa fiquei muito feliz e toas as lembranças de tudo que cresci ouvindo dela e de meu avô vieram a minha mente,muito lindo!

        Comentar por Ariana Prata Dias — Março 30, 2011 @ 6:37 pm

      • meu e mail é apratadias@hotmail.com
        se quiserem me escrever, sempre adoro falar da minha moçambique, e da minha familia tao especial !

        Comentar por Ariana Prata Dias — Março 30, 2011 @ 6:41 pm

      • Ariana, Muito obrigado, estou certo que o Prof. Rui Baptista, o “culpado” desta nota, vai ficar deliciado de saber do vosso contacto, pois eles davam-se muito bem, o Professor agora está em Coimbra e vou-lhe telefonar hoje a contar que a família Prata Dias “surgiu”…. António

        Comentar por ABM — Março 30, 2011 @ 6:46 pm

  8. sua familia nao…MINHA familia*

    ^^’

    Comentar por João Batista Prata Dias — Março 30, 2011 @ 6:07 pm

    • Sim, sua, tua, não a dele ou a minha… 😉

      Comentar por ABM — Março 30, 2011 @ 6:18 pm

    • que desnecessário…João..

      Sandra Prata Dias.

      Comentar por pratadias — Dezembro 6, 2012 @ 7:20 pm

      • que seja muito bem recebido todo carinho e homenagem aos Prata Dias. 😉

        Comentar por pratadias — Dezembro 6, 2012 @ 7:21 pm

  9. homenagem mercedida a este homem que foi mais que meu avô,meu pai de verdade,um homem incrivel
    Saudades demais dos dias em que passavamos no clube do gremio nautico uniao e aprender tenis com ele…saudades

    Comentar por Ariana Prata Dias — Março 30, 2011 @ 6:19 pm

  10. oi…desulpe

    eu tinha me expressado errado…ao dizer “tenho algumas poucas fotos dele e de sua família” dei a entender como se ele e a familia dele não fosse a minha, ai depois corrigi.

    abçs.

    Comentar por João Batista Prata Dias — Março 30, 2011 @ 6:29 pm

  11. Fico feliz por ter despertado na família do meu Colega e Amigo, Professor Prata Dias, recordações saudosas. Quem é recordado desta forma mantém-se vivo junto dos seus familiares e amigos. Um abraço.

    Comentar por Rui Baptista — Março 31, 2011 @ 7:00 pm

  12. Oi pessoal, todos interessados na figura e vida do Professor Prata Dias! Sou casado com a Guida Prata Dias, filha mais nova deste notável e muito saudoso Ser Humano, o que faz de mim um genro muito orgulhoso, que quer preservar, ampliar e divulgar a vida e obra do grande Wangoni!
    Notei nos comentários acima a participação de minha sobrinha Ariana e de seu filho João Baptista e confesso que não sabia que o grande homem tinha deixado tantos admiradoes no Brasil, o que, pensando bem, não é admiração nenhuma, pois que o Wangoni foi o icone de minha geração em Moçambique, não só como tenista campeão, mas tambem e sobretudo, como professor de Educação Física que influenciou diretamente a vida de tantos estudantes do ensino secundário, tornando-se um verdadeiro ‘role-model’ para todos nós!
    Possuo milhares de fotos de família, de amigos e de momentos notáveis de meu passado e incluem muitas fotos do Wangoni!
    Classificar, digitalizar, e corrigir digitalmente essas fotos todas, ‘limpando-as’ do amarelecimento e perda de nitidêz causados pelo tempo, é um trabalho moroso que exige paciência e tempo mas que felizmente está quase terminado (pelo menos no que se refere ao Wangoni) e muito em brave poderei passar à etapa seguinte, que será a criação de uma página no FaceBook inteiramente dedicada ao Professor Prata Dias, que será, espero, um documentário fotográfico inédito que irá explorar facetas de sua vida desconhacidas de todos!
    Só espero poder ser merecedor dessa honra, porque ele merece isso e muitíssimo mais!
    Mas peço agora, só um pouco mais de paciència, já falta pouco!
    Convido entretanto, todos quantos conheceram o Wangoni, e que tiverem conhecimento de quaisquer episódios que possam enriquecer esta homenagem e que me queiram contatar diretamente, ou que apenas se queiram manter a par dos acontecimentos, a juntarem-se à minha página pessoal, que fácilmente encontrarão se me procurarem no FaceBook através de meu e-mail, cpereira521@gmail.com!
    Antecipadamente aqui deixo a todos um grande abraço!
    Carlos

    Comentar por carlosgoncalvespereira — Abril 1, 2011 @ 5:18 pm

    • Carlos, muito obrigado e que excelentes notícias trazes. Eu era muito miúdo na altura mas conhecia o nome Prata Dias e do que vim sendo informado, sim, o Prof. Prata Dias merece o esforço que estás encetado em fazer. Minha sogra era amiga da Mrs. Prata Dias (Teresa) e faz os mais rasgados elogios a ambos. Adicionalmente, a Dulce Gouveia andou na escola com a Guida e ontem passei-lhe o que creio é um endereço de e-mail dela. Quando tiveres o trabalho pronto avisa para se dar notícia do facto aqui no Delagoa Bay. Um abraço do ABM

      Comentar por ABM — Abril 1, 2011 @ 5:25 pm

    • o vovô era e será pra sempre um homem admiravel, e eu o amo demais,na verdade,posso dizer que fi mais que isso,foi meu PAI ,sempre!

      Comentar por Ariana Prata Dias — Abril 2, 2011 @ 12:50 pm

  13. Na foto tirada em 1962 no Estádio do Malhangalene, o Prof. Prata Dias (que conheci só de vista), está a cumprimentar o meu grande amigo Rui Jorge da Silva Pronto que foi meu colega de escola na 4ª classe em LM e camarada de armas em Vila Cabral, Niassa 68/69; no meio, entre os dois, parece-me ser o Brassard, que andou comigo depois na Escola Comercial de LM e que anos depois, fez carreira no futebol como um bom guarda-redes em LM e também cá em Portugal no Benfica e na Académica. Um abraço para todos. José Alberto Campos

    Comentar por José Alberto da Silva Campos — Março 7, 2012 @ 12:10 pm

    • Muito obrigado pela preciosa nota José. ABM

      Comentar por ABM — Março 7, 2012 @ 7:34 pm

      • obrigada pelo carinho ao meu avô 😉

        Sandra Prata Dias.

        Comentar por pratadias — Dezembro 6, 2012 @ 7:24 pm

  14. Olá Carlos, sou a Maria João Tito de Morais filha mais velha do Tito, que bom foi saber noticias do Wangoni, não sabia que já tinha falecido, lembro me bem dele em Lço Marques até porque junto com o meu Pai faziam parte da Direcção do Ginásio clube de Lço Marques e ambos pertenciam a equipe de ginástica aplicada deste clube, julgo ter fotos do meu Pai com o Wangoni e da restante equipe, vou procurar nas muitas fotos que o meu Pai deixou e depois envio. Lembro me da tua Mãe e da tua tia mas nunca mais tive noticias delas.
    .

    Comentar por Maria João Soeiro Tito de Morais — Abril 22, 2014 @ 6:19 pm

  15. Alo Carlos ! eu sou o Ze Carlos Garcez! Vivo em Jhb -RSA desde 1975 , onde sou Medico ! Aprendi a jogar Tennis com o Prof Prata Dias por quem tenho grande admiracao., respeito e amizade! Tenho montes de historias com o Wangoni ! Esta preparado para as ouvir? Abco Ze Carlos Garcez

    Comentar por Jose Carlos Garcez — Abril 11, 2016 @ 3:04 pm

  16. Conheci muito bem o prof Prata Dias ! Sempre tive grande respeito , admiracao, e amizade por ele! Se quiser ouvir historias dele contacte -me ! Um Abco Ze Carlos .
    To

    Comentar por Jose Carlos Garcez — Abril 11, 2016 @ 3:26 pm

  17. Sou neta e tenho muito orgulho

    Comentar por Agata de Freitas Prata Dias — Agosto 15, 2016 @ 4:12 am

    • E muito orgulho deve ter….! Cumprimentos, ABM

      Comentar por ABM — Outubro 17, 2016 @ 6:35 am


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