THE DELAGOA BAY COMPANY

Fevereiro 13, 2011

PRATA DIAS, TITO DE MORAIS, ROGÉRIO DE CARVALHO E JOÃO BOAVENTURA

O texto que segue é da autoria do Prof. Rui Baptista. A imagem fui eu que meti.

A propósito de um comentário de Augusto Martins [feito neste blogue]:

Começo por agradecer ao seu autor o facto de no seu texto referir mais uma faceta da actividade desportiva do meu Colega Prata Dias, a exemplo de um meu outro grande Amigo, também ele praticante de voos de trapézio, infelizmente também já falecido,o Dr. Augusto Tito de Morais, médico que me mereceu, recentemente, um outro post meu, publicado [recentemente] neste blogue, pelo reconhecimento da sua valiosa acção na prática dos Pesos e Halteres e como divulgador de conceitos científicos a ela atinentes.

Recordo-me das conferências que, a propósito, ambos realizámos na Associação dos Naturais de Moçambique e dos debates acalorados que mantivemos na sequência de uma conferência deste médico e professor universitário sobre a forma em obter um melhor rendimento biomecânico, sob o ponto de vista respiratório, durante a execução do “press”, levantamento de uma barra de pesos acima da cabeça com extensão dos membros superiores.

Chegámos a um ponto de impasse tal que ele, a páginas tantas, se virou para mim, dizendo publicamente: “Desafio-te a fazeres uma conferência sobre esta polémica temática”. Dito e feito. Passados alguns dias, apresentei-me para a fazer perante o mesmo público numeroso com a presença de um outro comum amigo, o Engenheiro Rogério de Carvalho. Durante cerca de uma hora explanei considerações de natureza biomecânica e fisiológica que acabaram por pôr ponto final à discussão.

Rogério de Carvalho, inicialmente, apoiante da tese de Tito de Morais, anos mais tarde, viria a escrever, com inegável brilho, o posfácio do meu livro “Os Pesos e Halteres, a função cardiopulmonar e o doutor Cooper” . A páginas tantas (p. 84), escreve ele, em citação ipsis verbis:

“Se as conferências sobre pesos e halteres do Dr. Rui Baptista tiveram o seu mérito assegurado, pela autoridade do conferencista, a publicação deste livro, nem por isso, deixava de se impor como primeiro contragolpe em defesa da caluniada ginástica com pesos, como concreto e valioso passo para retirar a modalidade do campo sempre impreciso do empirismo e como meio de libertar os cultores mais timoratos da preocupação subconsciente pelo futuro dos respectivos e preciosos sistemas cardiovasculares”.

Costuma dizer-se que as palavras são como as cerejas. Quanto a mim, o mesmo sucede no encadeamento dos nossos pensamentos: começando ambos por falar de Prata Dias voou o meu pensamento para outros dois grandes amigos: Tito de Morais (por mim evocado, dias atrás num post) e Rogério de Carvalho. Seria, por outro lado, prova imperdoável de esquecimento não recordar aqui o nome de um outro praticante do Ginásio Clube Português, (Tito de Morais foi trapezista do Lisboa Ginásio de Portugal) de voos de trapézio, o meu Compadre, Amigo, e Colega João Boaventura, antigo professor do Liceu António Enes, de Lourenço Marques, com quem mantenho profícua conversa diária, para o cérebro não “enferrujar”.

Rui Baptista

Anúncios

6 comentários »

  1. o profº João Boaventura foi meu ‘prof’ na minha episódica passagem pelo Antº Enes. uns poucos anitos mais tarde, andava no ‘Comércio’, treinei ginástica no Ferroviário, com o profº Abranches (Nuna Abranches?). embora tenha sido um pisso desportivamente gostava daquilo. das paralelas e da barra fixa. detestava o cavalo de arções, que ma fazia cãibras nas parenas, e nunca tive estaleca para as argolas. gsotava dos saltos de tapete mas não arranjei coragem para ir além do flic atrás: as únicas vezes que tentei o mortal fi-lo com o cinto bem amarrado 😦
    isto para dizer que este ponto alto da minha vida desportiva deve dever-se na parte inconscinte às aulas do profº Boaventura. na outra, é sem dúvida pelo desejo de me exibir na esplanada da Cristal às miúdas, peitaça e bíceps melhorados. como não estava a dar grandes resultados desisti daquilo ehehe mas ainda dei uns saltitos de plinto, e entrei um-em-mil no espectáculo de inauguração do estádio Salazar. coisas da vida, e sabe bem recordá-las 🙂

    Comentar por cg — Fevereiro 13, 2011 @ 11:43 pm

  2. Caríssimo Tomané: Acabo de ver o post publicado. Assim, pouco a pouco, se vão recordando nomes de desportistas de várias modalidades desportivas que merecem ser recordados, um em vida, João Boaventura, outros já falecidos, Pratas Dias e Tito de Morais.

    É esse um dos inegáveis méritos deste blogue e do seu responsável. Bem haja!

    Comentar por Rui Baptista — Fevereiro 13, 2011 @ 11:48 pm

    • Sr Professor, no me elogie tanto que eu tenho vergonha….

      Comentar por Antonio Botelho de Melo — Fevereiro 13, 2011 @ 11:54 pm

  3. Ao ABM
    Como é que alguém que teve a iniciativa de reunir todos estes elementos que andavam (e cuja maioria ainda continuam a andar) dispersos e que de outro modo se perderiam na memória de cada um dos que os viveu, pode alegar vergonha de alguma coisa? Todos nós, só temos que lhe agradecer e louvar a sua iniciativa, porque quando algum dia, alguém quiser fazer a verdadeira história da actividade desportiva portuguesa, terá que obrigatoriamente vir buscar elementos a todas estas informações aqui reunidas.
    Pela sua ideia e trabalho, só posso deixar-lhe aqui o meu MUITO OBRIGADO.
    Augusto Martins

    Comentar por Augusto Martins — Fevereiro 14, 2011 @ 12:29 am

  4. Há aqui alguma destrinça entre os voos de trapézio.
    Enquanto o Tito de Morais praticava voos à Codona, no Lisboa Ginásio Club, a minha pessoa fazia voos à Leotard, no Ginásio Club Português.

    A diferença reside no facto de, nos voos à Codona, exigir um base, i.é, um atleta suspenso pelas pernas num trapézio, enquanto nos voos à Codona os dois trapézios são livres.

    Em qualquer dos dois sistemas, tem de haver sempre um cálculo do tempo de saída, para que o voador alcance, ou o outro voador suspenso pelas pernas, ou o outro trapézio livre.

    No Club Ferroviário encontrámos toda a aparelhagem para os voos em trapézio, o que testemunhava ter havido a prática de qualquer dos dois tipos de voos.

    Juntamente com o Tito de Morais montámos a rede para as quedas, e fomos voar um pouco, mas só com saídas e entradas do poiso, para matar saudades.

    Ignoro se o Club Ferroviário ainda dispõe da rede, dos poisos e dos trapézios, mas, dado o abandono da prática, é provável que já não preencham condições de segurança. De qualquer forma é pena que a prática não se tenha mantido.

    Um abraço pela lembrança Rui.

    joão boaventura

    Comentar por joão boaventura — Fevereiro 14, 2011 @ 10:39 am

  5. Meu Caro Dr. João Boaventura: Grato pelos esclarecimentos de índice técnico sobre a diferença entre os voos à Codona e à Leotard. Um abraço muito amigo. Rui

    Comentar por Rui Baptista — Março 12, 2011 @ 3:40 pm


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: