THE DELAGOA BAY COMPANY

Junho 22, 2011

AUGUSTO CABRAL, DESPORTISTA

Estas fotos foram gentilmente disponibilizadas por Agusto (Guta) Cabral, parte de uma grande família que fez história em Moçambique.

A equipa de basquet de Júniores masculinos do Desportivo. Ora vejam só quem são. De pé, da esquerda: José Luis Cabaço, Paulo Carvalho, Borrego, Pinduca, Faria e Mário. De joelhos: Augusto Cabral, Olden, Medeiros e Victor Chen.

Augusto Cabral maneja o barco.

Augusto faz ski algures em Portugal.

No court de ténis.

Num festival de hipismo.

Augusto Cabral numa foto recente.

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8 comentários »

  1. OBRIGADO pela atenção.
    Um abraço a todos
    Guta Cabral

    Comentar por Augusto Rodrigo Pereira Cabral — Junho 22, 2011 @ 9:43 am

    • Obrigado eu Augusto. E parabéns pelo exemplo dado.

      Comentar por ABM — Junho 22, 2011 @ 10:20 am

  2. Na foto do basket, o nº 10 parece-me ser o Fernandinho; o nº8 é o White e o nº 9 parece-me ser o Carlos Ko.
    Um abraço, Guta.

    Comentar por DULCE — Junho 22, 2011 @ 2:15 pm

    • Dulce o Nº. 10 sou eu.
      Um beijo
      Guta

      Comentar por Guta Cabral — Junho 23, 2011 @ 1:46 am

  3. Pelos apelidos, o Augusto (Rodrigo) Pereira Cabral deve ser familiar (filho ou sobrinho) de um grande, grande amigo meu, Augusto Pereira Cabral, director do Museu Álvaro de Castro, falecido poucos anos atrás. Essa amizade ficou (mais) demonstrada por o grato acontecimento que relato:

    Alguns anos atrás,tendo participado, e apresentado uma comunicação, como professor da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, da Universidade de Coimbra, num Congresso de Educação Física de Países de Língua Portuguesa, realizado em Maputo, no dia de regresso a Portugal marcado paras 21 horas, houve um atraso na partida que só se verificou cerca das 2 horas da madrugada. Chegado ao aeroporto, de madrugada, aí encontrei o Augusto que aí se tinha deslocado antes das 21 horas para se despedir de mim. Só um grande amizade suportava essas cinco longas horas de espera para me dar um abraço de despedida.

    Encaro outra hipótese de ser filho do Fernando Cabral, também meu amigo. Só o Guta (permita-me que o trate com esta familariedade) poderá esclarecer estas dúvidas de parentesco. Um abraço amigo.

    Comentar por Rui Baptista — Junho 22, 2011 @ 4:32 pm

  4. P.S., ao meu comentário anterior: O Augusto Cabral era também um grande apaixonado do ténis. Ou seja, como ensina a sabedoria popular,e por uma da fotografias do Guta, “filho (ou sobrinho) de peixe sabe nadar”…

    Comentar por Rui Baptista — Junho 22, 2011 @ 4:37 pm

  5. Vou tentar esclarecer.
    O Augusto Cabral irmão do Fernando Cabral eram primos do meu Pai.
    Eu Augusto Rodrigo Pereira Cabral sou filho de Augusto Rodrigo Pereira Cabral filho de José Ricardo Pereira Cabral este por sua vez ficou conhecido como O Governador José Cabral de onde vinha o nome do Parque José Cabral em L.M. a Av. José Cabral em Nampula e da Cidade de Vila Cabral no Niassa.
    O meu avô teve 11 ou 12 filhos, peço desculpa desde já se me faltar algum.
    António Cabral
    Augusto Cabral
    João Cabral
    José Manuel
    Sara
    Céu
    Pilar
    Fifão
    E a esta hora já não dá para mais.
    Um abraço a todos
    Guta Cabral

    Comentar por Guta Cabral — Junho 23, 2011 @ 2:03 am

    • Pequeno detalhe, Guta: teu avô não deu apenas o nome ao parque que aliás ele mandou criar com base num pedaço da então Concessão Sommershield, nem só à rua lá em Nampula ou Vila Cabral (esta por acaso não sabia).

      Eu não o estudei atentamente. Mas o tenente-coronel José Cabral foi Governador-Geral de Moçambique entre 1926 e 1938, tendo apanhado em cheio com os efeitos da Grande Depressão mundial na então colónia (e em seguida foi Governador da Índia entre 1938 e 1945, no que sucedeu Francisco Craveiro Lopes, pai de Nuno, que desenhou a Igreja de Santo António da Polana e foi Presidente da República). O advento da Grande Depressão em Moçambique trouxe com ele enormes pressões nomeadamente no mercado de trabalho, que tiveram contornos raciais graves.

      Não lhe conheço uma biografia, o que é uma pena.

      José Cabral fez muita coisa. Refiro apenas algumas.

      Uma foi que mudou o então Museu Provincial da Vila Jóia, desenhado para residência do cônsul Pott (e onde actualmente está sediado o Supremo Tribunal da República de Moçambique) para o edifício onde se situa, que era para ser uma escola primária mas que foi convertido para um museu, que se chamou Álvaro de Castro, nome de um anterior Governador-Geral. Com a Independência, o museu alterou a designação para Museu de História Natural, e muito ficou a dever ao Augusto Cabral, que creio era teu familiar, que o dirigiu entre 1979 e acho que até à sua morte há poucos anos.

      José Cabral conhecia Moçambique relativamente bem, pois, quando era capitão, fora nomeado Governador de Inhambane após a República ter sido proclamada em Lisboa. Nessa altura, presidiu à conclusão da linha férrea entre Mutamba e Inhambane e à construção da ponte-cais daquela cidade.

      Foi José Cabral que assinou o Diploma que criou em 1936 (Nº de 26 de Agosto de 1936, com o entusiástico apoio do Eng. Francisco dos Santos Pinto Teixeira) a Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos, a DETA, uma divisão dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que, muitos anos mais tarde, se tornou na actual LAM. Efectivamente, esta foi a primeira linha aérea portuguesa.

      Com o Diploma Legislativo Nº 238 e a Portaria Nº 1044 de 18 de Janeiro de 1930, assinados por José Cabral, foi criado pela primeira vez o ensino normal escolar para a população indígena de Moçambique – enfim uma versão básica do ensino dado em Portugal, muito baseado na visão e trabalho de Solipa Norte, que ajudou a criar a primeira escola particular em Moçambique em 1898 e que fora, desde 1919, Inspector da Instrução Primária de Moçambique.

      Com o Diploma Legislativo Nº 36 de 12 de Novembro de 1927, José Cabral redefine de forma muito mais abrangente o conceito previamente mais restrito de “indígena”, que fora e viria a ser alvo de enorme controvérsia, especialmente pela população mestiça das cidades (ver um trabalho interessante de Zamparoni sobre o assunto), conceito esse que foi essencialmente espelhado no Acto Colonial de 1930 e integrado em 1935 no texto da constituição portuguesa. Pelo meio, tricas sem fim, com Raúl Honwana, João Albasini e Karell Pott pelo meio, que acusavam os Cabrais de tentarem dividir negros e mestiços na luta pela igualdade racial (sobre o primeiro Augusto Cabral, ver em baixo).

      Pouco após a sua chegada a Lourenço Marques, o Governador-Geral viu-se envolvido numa célebre luta com os interesses de Hornung e a WNLA pelo controle do negócio agrícola (muito ligado aos esquemas de exploração da força de trabalho nativa de Moçambique). Em resultado desse conflito, que envolvia a criação de um enorme projecto agrícola no Umbelúzi, e que perdeu, Cabral chegou a oferecer a sua demissão, o que não aconteceu.

      Com o Decreto 16.119, em 1929, aboliu o chibalo. Para se perceber melhor porquê e para quê, veja-se a tese de doutioramento de Zamparoni, 1998. Aquilo naquele tempo era inacredtivável.

      Há outros membros da poligonal Família Cabral que merecem referência.

      Um é o de António Augusto Pereira Cabral, que foi Secretário Civil do Governo de Inhambane (nomeado antes de José Cabral ter sido nomeado Governador de Inhambane) e que era creio que irmão deste. Em 1910 António publicou uma codificação dos usos e costumes das populações de Inhambane. Em 1915 foi nomeado Director de Serviços dos Negócios Indígenas, lugar que ocupou durante vinte anos e que ainda ocupava quando José Cabral foi nomeado Governador-Geral por João Belo, então o último Ministro das Colónias da primeira república, que conhecia Moçambique como as palmas da mão, tendo lá vivido cerca de trinta anos (após a sua morte súbita em Janeiro de 1928, o porto de Xai-Xai teve o seu nome).

      Outro é o de José Cabral, nascido em 1952, e que é considerado um dos grandes fotógrafos de Moçambique, juntamente com o Ricardo Rangel e o Kok Nam. O Zé vive em Maputo, onde pratica a sua arte. De quem é filho não sei.

      Decididamente, este é um assunto que merece muito mais estudo.

      Que para Guta, seria quase um estudo de família. De uma família com uma ligação clara a Moçambique e que parece reflectir tudo aquilo que nos aconteceu de glorioso e de infame no século XX. Tópico não para uma nota de rodapé como esta mas para uma coisa mais substancial.

      Abraços

      ABM

      Comentar por ABM — Junho 23, 2011 @ 5:05 am


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