THE DELAGOA BAY COMPANY

Outubro 24, 2011

JOÃO LOMBA ENFRENTA A TEMPESTADE NO ADAMASTOR AO LARGO DE DURBAN, 1972

Fotos e texto muito gentilmente enviados pelo João Lomba.

Recorte creio que de O Século de Joanesburgo. O texto tem um pequeno erro: o tal sul-africano não estava a bordo.

Escreveu o João, que tinha 21 anos à altura dos eventos: “Fomos a Durban buscar o Adamastor [que estava naquela cidade para uma reparação] mas devido ao mau tempo estivemos retidos durante dois dias mais. O Adamastor em navegação de experiência na baía, em árvore seca, adornava imenso, devido ao mau tempo, e o Capitão do Porto de Durban reteve-nos até o estado do tempo melhorar. Quando zarpámos,o Rubem Domingos e o meu Pai, Jorge Lomba, optaram por nos fazermos ao largo. Como não tínhamos antena de rádio nem de pára-raios, devido ao preço, cedo ficamos sem contacto com terra. Nós sabíamos por onde navegávamos, mas terra não. Foram dois dias e duas noites debaixo dum temporal, para mim inesquecível. Uma noite, eu sentado na coberta a admirar todo o espectáculo, preso com o cabo de vida, o Vasco veio sentar-se à minha beira, calados uns minutos, pousou o braço sobre os meus ombros e disse: “João, se sairmos desta, não voltarás a ver nada semelhante”(eu, 21 anos, fiquei para morrer). No dia seguinte, sempre com o cabo de vida preso, puxei pela vela grande, risada, para desensarilhar a escota, um golpe de vento põe a retranca e a vela fora de borda e eu pendurado no punho da escota da grande. Sinto uma mão a puxar-me pela roupa. Foi o Vasco. Foi um regresso muito atribulado. Trovoada, ventania. Por vezes a noite era cortada por relâmpagos por todo o lado, luz branca-azulada dum brilho intenso. Um espetáculo imponente, lindo. O livro, tenho-o, a descrever a regata.”

Fotografia tirada a bordo do Adamastor.

O Adamastor, parece que atracado no Clube Naval de Lourenço Marques.

O marujo João Lomba a baldear o Adamastor, aqui já em 1975.

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3 comentários »

  1. Apenas um breve reparo. Na notícia de jornal aqui publicada é escrito, a páginas tantas: “O ‘Adamastor’, o primeiro iate português, a participar na regata oceânica, Cidade do Cabo-Rio de Janeiro”, etc. Acontece que nessa regata participou, além do Adamastor”, outro iate português, o “Patrícia II”,de Angola, propriedade de meu irmão (já falecido) e por si comandado, Humberto Baptista da Costa.Aliás, esse facto está devidamente documentado num post por mim enviado, meses atrás, e com fotografias desse acontecimento “náutico”numa época em que Portugal se estendia do Minho a Timor. Apenas faço este reparo, em memória de meu irmão.

    Comentar por Rui Baptista — Outubro 24, 2011 @ 5:07 pm

    • Absolutamente correcto, Sr. Professor. ABM

      Comentar por Antonio Botelho de Melo — Outubro 24, 2011 @ 5:24 pm

  2. Caríssimo Tomané: Um grande abraço de amizade.Rui Baptista.

    Comentar por Rui Baptista — Outubro 24, 2011 @ 7:02 pm


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