THE DELAGOA BAY COMPANY

Maio 13, 2018

SPORTING CLUBE DE LOURENÇO MARQUES: UMA BREVE HISTÓRIA

O original deste interessante texto encontra-se no sítio Forum SCP AQUI e é copiado com vénia ao autor, que não sei quem é. Os títulos, as imagens e alguma edição menor são meus. De destacar que alterei a data da fundação do Sporting de 3 para 6 de Maio de 1920, que é a data que o clube sempre indicou como sendo a data.

História do Sporting Clube de Lourenço Marques

As origens do Sporting Clube de Lourenço Marques encontram-se em 1915, quando um grupo de estudantes do Liceu 5 de Outubro formaram uma equipa de futebol, a que decidiram chamar Sporting, por a maioria ser adepta do Sporting Clube de Portugal. Esse grupo incluía Jorge Belo, Júlio Belo, José Agent, António Amorim, Manuel Dias, João Amorim, Abel Cardoso, Luís Cardoso, Luís Maria da Silva, João Carvalho, José Roque de Aguiar, e A. Gonçalves.

Este foi o núcleo que, cinco anos depois, sendo o Sporting Clube de Lourenço Marques já um clube importante na região, decidiu legalizar o clube. No dia 6 de Maio de 1920, considerado nos estatutos como a data oficial da fundação do clube, vinte sócios fundadores realizaram uma assembleia geral onde foram votados os estatutos, cuja aprovação foi requerida ao Governador-Geral a 15 desse mês e a qual foi concedida em 21 de Julho de 1920.

Esses fundadores foram Jorge Belo, Joaquim Duarte Saúde, José Roque de Aguiar, Peter Mangos, António José de Sousa Amorim, Alberto Gonçalves Túbio, Júlio Belo, José Nicolau Argent, Edmundo Dantes Couto, Manuel Sousa Martins, José Miguens Jorge, José Mendes Felizardo Martins, Alfredo Carlos Sequeira, João Carvalho, Manuel Dias, José Lopes, António Pimenta Freire, Augusto Gendre Ferreira, António Maria Veiga Peres, Abílio Carmo, João de Freitas e Fernando de Figueiredo Magalhães.

Note-se que a maioria dos fundadores era menor de idade, e o requerimento de legalização foi subscrito por pessoas que não participaram na reunião fundacional de 6 de Maio.

Rapidamente o Sporting de Lourenço Marques se tornou num dos mais importantes clubes desportivos de Moçambique, não se limitando ao futebol.

Em Março de 1923 o Dr. Aurélio Galhardo encetou negociações com o clube moçambicano para que este se tornasse Filial leonina. Assim, o Sporting Clube de Lourenço Marques tornou-se a Filial nº 6 do Sporting Clube de Portugal, e assim se manteve até 1975.

Detalhe de uma peça do suplemento do Notícias de Lourenço Marques, alusiva à inaugração, em Julho de 1933, da nova sede e campo de futebol do Sporting LM.

Em 1975, já após a independência de Moçambique, tornou-se Sporting Clube de Maputo, para em 1977 assumir a designação actual – Clube de Desportos da Maxaquene. Entre Dezembro de 1981 e Fevereiro e 1982, o clube chamou-se Asas de Moçambique, voltando a ser Maxaquene após três meses como Asas. O Maxaquene adoptou como cores o azul e vermelho, mantendo actividade desportiva nas modalidades de futebol e andebol.

Afinal Black was Beautiful in Sporting LM ?

Segundo os testemunhos de antigos jogadores de futebol do Sporting de Lourenço Marques, Naldo Quana, Joaquim Aloi, Miguel Vaz e Leovelgildo Ferreira, que transitaram para o Maxaquene, antes da independência o clube “era selectivo. Para os negros jogarem no Sporting ou tinham que ser jogadores com a qualidade de Eusébio da Silva Ferreira ou, então, tinham que ter alguém que os apadrinhasse”. Os seus dirigentes e atletas proviriam principalmente da Polícia e dos Serviços Municipalizados de Água e Electricidade (SMAE).

No entanto, isto era decorrente, não de uma decisão do Sporting de Lourenço Marques, mas sim de uma “proibição da utilização de negros sem alvará de assimilação” no futebol.

Efectivamente, José Craveirinha, um dos maiores poetas de Moçambique e figura maior da literatura de língua portuguesa, galardoado em 1991 com o Prémio Camões, enalteceu “o rasgo de puro e desassombrado desportivismo” que representara, na época de 1951/52, o “caso absolutamente ímpar” da “apresentação, nas pistas de atletismo, de alguns atletas negros puros, envergando a alegadamente tão susceptível, até aí, camisola do Sporting local.” Mais ainda, os sino-moçambicanos de Lourenço Marques praticavam desporto no Sporting.

Futebol

O Sporting de Lourenço Marques foi um dos mais importantes clubes de futebol de Moçambique, tendo conquistado múltiplos troféus. Chegou a participar na Taça de Portugal: de acordo com Nuno Martins, jogador/treinador, “cabia na maior parte das vezes a Moçambique decidir com Angola a oportunidade de jogar os oitavos-de-final da Taça de Portugal aqui no Continente. Ganhei duas vezes, por duas vezes vim com o Sporting de Lourenço Marques à Taça de Portugal. A primeira, da qual fez parte o Eusébio, tenho até a placa de quando cá viemos. Nessa primeira vez jogámos com o Belenenses nos quartos-de-final, na segunda jogámos com o Sporting Clube de Portugal e fizemos de Alvalade ‘a nossa casa’, embora tivéssemos ficado alojados no Vila Parque e no Parque Eduardo VII, ficámos alojados nessa unidade hoteleira, mas servimo-nos de Alvalade como nossa casa para tudo o que fosse preciso, cuidados primários de assistência e até dos próprios treinos. Recordo-me ainda com mais saudade dessa eliminatória frente ao Sporting para a Taça de Portugal, porque perdemos a primeira mão em Alvalade num sábado por 3-1, e recebi um telegrama vindo da rapaziada de um café da Baixa de Lourenço Marques, ao meu cuidado, a pedir que prescindíssemos da 2ª mão porque a derrota por 3-1 era suficiente e todos já estavam galvanizados, entusiasmados. Mas não, fizemos a 2ª mão, como era obrigatório, e perdemos por 3-2, e por duas vezes tivemos o 3-3 nos pés”.

Moçambique era nessa altura um viveiro de talentos futebolísticos. Jogadores que depois vieram jogar pelo Sporting Clube de Portugal incluiram, por exemplo, Juca, que começou no Sporting de Lourenço Marques como guarda-redes, mas que, tendo como concorrente o Costa Pereira que depois representou o Benfica e a Selecção Nacional, passou para médio, lugar onde fez uma brilhante carreira. Hilário, que se tinha estreado como júnior no Atlético, transferiu-se para o Sporting de Lourenço Marques a troco de um emprego nos SMAE, e da Filial nº 6 foi para a casa-mãe. Outros jogadores do que fizeram o mesmo caminho foram por exemplo Morais Alves e Armando Manhiça.

Hilário, na 2ª Série de Ídolos do Desporto”, 24 de Outubro de 1959. Estava hà cerca de um ano no Sporting.

O Caso do Eusébio

No entanto, o mais famoso jogador do Sporting Clube de Lourenço Marques foi, para além de Hilário, o Eusébio,  que se notabilizou ao serviço do Benfica e da Selecção Nacional.

O jovem Eusébio.

Eusébio chegou ao Sporting de Lourenço Marques em 1958, depois de ter sido rejeitado pelo vizinho Grupo Desportivo Lourenço Marques, actual Grupo Desportivo de Maputo. No Sporting, Eusébio jogou durante somente duas temporadas no escalão de juniores, quando tinha 16/17 ou 17/18 anos de idade. Foi aí que Eusébio aprimorou, sozinho, o seu potente remate com o pé direito, pegando em três bolas e ensaiando remates de meio-campo para uma baliza sem guarda-redes.

A equipa de futebol do Sporting de Lourenço Marques, cerca de 1960. Atrás, à esquerda, a sede do Clube, inaugurada em 1933.

A história da sua transferência do Sporting de Lourenço Marques para o Benfica é pouco clara, mas diz-se que teria sido “raptado” por elementos do clube encarnado para embarcar no avião horas antes do check-in dos passageiros com destino à Metrópole. Isto é negado pelo próprio, que disse, com clara falta de memória pelas cores que primeiro envergou, “dizem que fui roubado pelo Benfica, mas foi ao contrário. O Sporting é que queria raptar-me, mas não conseguiu porque não gosto nada do Sporting.” Certo é que o Sporting de Lourenço Marques utilizou o dinheiro que recebeu por esta transferência para construir o seu Pavilhão dos Desportos.

O estádio coberto do Sporting LM inaugurado nos anos 60, pago em parte, segundo o texto, com a receita da transferência de Eusébio. Em primeiro plano, o campo de futebol, inaugurado cerca de Julho de 1933.

Numa entrevista ao Expresso publicado no dia 12 de Novembro de 2011, Eusébio declarou que o Sporting de Lourenço Marques “era o clube da Polícia e dos racistas”. Estas afirmações foram prontamente desmentidas por antigos jogadores do clube que com ele lá jogaram. Entre eles contam-se Hilário, que disse “o Eusébio não sofreu na pele essa situação” e, segundo as suas próprias palavras “fui o primeiro preto a jogar no Sporting de Lourenço Marques e sempre fui muito bem tratado. (…) Depois de mim, foram muitos pretos, brancos e mulatos que ingressaram no Sporting de Lourenço Marques.” Também Braga Borges, antigo jogador do Sporting de Lourenço Marques, declarou “Se éramos um clube elitista e racista, ele que explique então porque saíram do “seu” Desportivo, para jogar no Sporting, o Satar e o Merali, que eram indianos, e o Sérgio Albasini, que era mestiço. Eu avivo-lhe a memória: a dupla de centrais era composta por Satar (indiano) e Rangel (misto/chinês); o avançado centro, Maurício, era preto (para não falar do próprio Eusébio); havia ainda Morais Alves, Roberto da Mata, Madala, etc. etc. etc., todos de raças diferentes. (…) Então e quando o Sporting era convidado a participar em torneios na África do Sul (na época do apartheid) e uma das exigências para a participação era a equipa não incluir atletas pretos, o que é que os dirigentes do Sporting faziam? Não ia ninguém, declinava os convites!”

Satar.

 

Sérgio Albasini.

Basquetebol

O Sporting Clube de Lourenço Marques desenvolvia não apenas o futebol, mas diversas outras modalidades. Foi um clube emblemático do basquetebol português dos anos 1960 e 1970, começando em 1962, ao vencer a Taça de Portugal. A partir da época de 1965/66 foi criada, pela Federação Portuguesa de Basquetebol, a Fase Final do Campeonato Nacional que englobava o Campeão da Metrópole, o de Angola e o de Moçambique e que se realizaria pela primeira vez em Lisboa. O Sporting Clube de Lourenço Marques veio a conquistar o título máximo nacional por quatro vezes, uma das quais acabou por não contar devido a protesto.

Uma grande equipa de basquet do Sporting LM.

Pontificavam entre outros Mário Albuquerque, um dos melhores basquetebolistas portugueses de todos os tempos, Nélson Serra, eleito atleta de Moçambique do Ano em 1972, Rui Pinheiro, Tomané e Luís Almeida. Todos estes jogadores transitaram para a equipa de Basquetebol do Sporting Clube de Portugal que ganhou uma série de troféus, começando com a Taça de Portugal em 1974/75 e o Campeonato Nacional em 1975/76, menos Luís Almeida que chegou a treinar com o Sporting mas acabou por não ficar. Ao responder à pergunta “Qual foi a melhor equipa da qual fez parte?”, Rui Pinheiro respondeu “a do Sporting Clube de Lourenço Marques, sem dúvida. Esperando não me esquecer de ninguém, a equipa era composta por, além de mim: Mário Albuquerque, Nelson Serra, Tomané, Victor Morgado, Terry Jonshon, João Romão, Luís Almeida, Belmiro Simango, Morais e Periquito.”

Jogadoras de basquet do Sporting LM, anos 50. Imagem do inigualável Francisco Velasco.

Outras modalidades

O Sporting Clube de Lourenço Marques teve ainda secções de Hóquei em Patins, onde Francisco Velasco, várias vezes Campeão Latino, Europeu e Mundial, foi treinador-jogador a partir de 1964; de Atletismo; de Natação, que treinava na piscina dos Velhos Colonos, hoje da Associação de Natação de Maputo; de Tiro, com uma carreira de tiro inaugurada em 1952, e ainda de Judo.

Convite para a inauguração da carreira de tiro do Sporting LM, 1952.

Palmarés de Futebol

Campeão Distrital de Lourenço Marques em 1922, 1930, 1933, 1938, 1940, 1943, 1948, 1953, e 1960
Campeão de Moçambique em 1960 e 1962

 

Referências

Jornal Sporting de 24 de Dezembro de 1971
O futebol português em Moçambique como memória social, Nuno Domingos, Cadernos de Estudos Africanos, 9/10 (2006) 113-127
Livro de ouro do Mundo Português – Moçambique, p. 57
Ver a Tábua Biográfica da Fotobiografia do Sporting Clube de Portugal, Rui Guedes, Publicações Dom Quixote – Intercultura, 1988.
No site do Maxaquene.
Ver Triplo V
Gazeta da comunidade chinesa de Moçambique, Nº 2, Verão 2003.
Ver entrevista.
Correio da Manhã de 4 de Dezembro de 2008
Expresso, Revista Única de 12 de Novembro de 2011
Jornal Sporting de 22 de Novembro de 2011
Expresso on-line 30 de novembro de 2011
Planeta Basket
Revista Tempo nº 83 de 9 Abril de 1972.
Ver o Armazém Leonino e o blogue Delagoa Bay
Ver entrevista no Planeta Basket
Ver a sua biografia
Ver o blogue Delagoa Bay

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Agosto 14, 2017

A PISCINA DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, 1949

Fotografia da Colecção de João Godinho, retocada.

 

J2GODINHO-58

A piscina de 33.3 metros x 25 jardas do Grupo Desportivo Lourenço Marques, inaugurada na semana em que esta fotografia foi tirada (24 de Julho de 1949). Anteriormente, neste local, situava-se o campo de futebol do Clube. Ao fundo, a até então Câmara Municipal de Lourenço Marques.

Outubro 19, 2013

CARLOS WILSON, FERNANDO MATOS, MANUEL BRAGA, NEVES E TAFOY, BOXISTAS DE MOÇAMBIQUE, 1945

Muito grato a Raquel Braga, filha de Manuel Braga, que se deu à chatice de digitalizar e enviar cópias dos documentos em baixo, que foram recuperados.

Recorte de um jornal português não identificado, de 1945, dando notícias da chegada a Lisboa dos pugilistas moçambicanos.

Recorte de um jornal português não identificado, de 1945, dando notícias da chegada a Lisboa dos pugilistas moçambicanos Fernando Matos e Carlos Wilson, Júlio Neves, Manuel Braga e Jorge Tafoy. Aguardavam-nos Carlos Gomes, Xangai Justino Rodrigues e Jorge Larzen.

Segundo a Raquel Braga, filha de Manuel Braga, este fotografia foi tirada no ringue do Campo Pequeno, Portugal, em 1945.

Segundo a Raquel Braga, filha de Manuel Braga, esta fotografia foi tirada no ringue do Campo Pequeno, Portugal, em 1945. Supostamente são os boxistas de Moçambique mas não sei onde pus a legenda. Deixo aqui uma grelha e quem puder ajudar, por favor escreva para aqui com detalhes. Da esquerda: B1, B2, B3, B4, B5, B6 e B7. Ah já encontrei. A Raquel escreveu: “contando da esquerda para a direita: Jorge Táfoi, Fernando Matos, Xangai, a pessoa a seguir ou é o manager Palma Moura ou Carlos Gomes estou em duvida de seguida Carlos Wilson, Manuel Carvalho Braga e Júlio Neves, a foto foi tirada no ringue do Campo Pequeno em Lisboa”.

Março 18, 2013

CAIXA DE FÓSFOROS DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES

Filed under: 1940 anos, Caixa de fósforos do GDLM — ABM @ 7:47 pm
Face de caixa de fósforos do Grupo Desportivo Lourenço Marques, creio que produzidos em Macau.

Face de caixa de fósforos do Grupo Desportivo Lourenço Marques, creio que produzidos em Macau.

CAIXA DE FÓSFOROS DO GRUPO DESPORTIVO 1º DE MAIO DE LOURENÇO MARQUES

Filed under: 1940 anos, Caixa de fósforos do 1º de Maio — ABM @ 7:41 pm
Face de caixa de fósforos do Grupo Desportivo 1º de Maio, um clube histórico de Lourenço Marques.

Face de caixa de fósforos do Grupo Desportivo 1º de Maio, um clube histórico de Lourenço Marques.

Outubro 7, 2012

O GRUPO DESPORTIVO 1º DE MAIO NO XAI-XAI, 1946

Filed under: 1940 anos, 1º de Maio no Xai Xai 1946 — ABM @ 9:09 pm

Fotografia de Carla Pinhal, restaurada.

Para ver a foto em tamanho gigante, prima na imagem com o rato do computador.

 

“O Grupo Desportivo 1º de Maio no Xai Xai 1946”. O pai da Carla -Armindo Pinhal – está algures no meio do grupo…

A EQUIPA DE CICLISMO DO FERROVIÁRIO EM LOURENÇO MARQUES, OUTUBRO DE 1947

Fotografia de Carla Pinhal, restaurada.

 

A equipa de ciclismo do Ferroviário que se classificou em segundo lugar, 14-10-1947 . Da esquerda para a direita: o 1º é o Pires, o 4º é o Pedro Mendonça e o 5º o Armindo Pinhal

A EQUIPA DE FUTEBOL DO ARSENAL NA NAMAACHA, ANOS 1940

Filed under: 1940 anos, Armindo Pinhal, Equipa do Arsenal, Júlio Queiroz, Picolo — ABM @ 8:41 pm

Fotografia de Carla Pinhal, restaurada.

 

Legenda “Arsenal na Namaacha, empatamos por 3-3”. Deve ter sido na 2ª metade da década de 1940. Da esquerda para a direita:
Fila de baixo – o 2º é o Julio Queiroz (?) e o 3º é o Picolo (?)
Fila de cima – o 5º é o Armindo Pinhal

Agosto 31, 2012

EQUIPA DE FUTEBOL DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Filed under: 1940 anos, Armindo Pinhal, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 5:38 pm

Fotografia gentilmente enviada por Carla Pinhal, filha de Armindo Pinhal, restaurada.

 

Foto sem legenda. Deve ter sido tirada na 2ª metade da década de 40. Da esquerda para a direita na fila de cima o 6º é o Armindo Pinhal. Se alguém souber mais detalhes, por favor escreva uma nota para aqui.

JOGO DE FUTEBOL EM XINAVANE, 16 DE OUTUBRO DE 1949

Filed under: 1940 anos, Alípio Roxo, Armindo Pinhal, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 5:29 pm

Fotografia gentilmente enviada por Carla Pinhal, filha de Armindo Pinhal, restaurada.

 

A legenda desta fotografia: “Arsenal em Xinavane, empatámos por 3-3, 16-10-1949”. Da esquerda para a direita: Fila de cima – o 7º é o Armindo Pinhal Fila de baixo – o 2º é o Alípio Roxo

A EQUIPA DE FUTEBOL DOS SOLTEIROS EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Fotografia gentilmente enviada por Carla Pinhal, filha de Armindo Pinhal, restaurada.

 

Deve ter sido na 2ª metade da década de 40. Tinha a legenda “A equipa dos solteiros que perdeu por 1-0”. De pé, da esquerda: Fila de cima – Carlos Pinhal ( tio da Carla), P2, P3, P4, P5, P6 e P7. De joelhos: J1, J2, J3, Armindo Pinhal e J5.

EQUIPA DE FUTEBOL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Filed under: 1940 anos, Alípio Roxo, Armindo Pinhal, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 4:41 pm

Fotografia gentilmente enviada por Carla Pinhal, filha de Armindo Pinhal, restaurada.

 

A foto Não tinha qualquer legenda, deve ter sido na segunda metade da década de 1940. Da esquerda para a direita:
Fila de cima, da esquerda: P1, P2, P3, P4, P5, P6, P7, Armindo Pinhal e Picolo (este sem certezas). De joelhos: Alípio Roxo, J2, J3, J4, e J5.

COSTA PEREIRA E ARMINDO PINHAL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Filed under: 1940 anos, Armindo Pinhal, Costa Pereira — ABM @ 4:32 pm

Fotografia gentilmente enviada por Carla Pinhal, filha de Armindo Pinhal, restaurada.

 

Da esquerda para a direita, P1, Costa Pereira (nº 85), P3, P4 e Armindo Pinhal (nº 73).

EQUIPA DE FUTEBOL EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

Filed under: 1940 anos, Armindo Pinhal, Costa Pereira, FUTEBOL MOÇAMBIQUE, Liua — ABM @ 4:24 pm

Fotografia gentilmente enviada por Carla Pinhal, filha de Armindo Pinhal, restaurada.

 

A fotografia não tinha qualquer legenda, deve ter sido tirada na segunda metade da década de 40. De pé, da esquerda: P1, P2, P3, P4, P5, Armindo Pinhal (pai da Carla), P7 e Liua. De joelhos: J1, Reis, Costa Pereira, J4 e J5. Se conhecer algum dos elementos com nomes em falta, por favor envie uma nota para aqui.

Maio 22, 2012

CARTÃO DE SÓCIO DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, 1949

Filed under: 1940 anos, Cartão de Sócio do GDLM 1949 — ABM @ 8:53 am

Documento gentilmente cedido por D. Suzette Malosso.

 

Capa de cartão de Sócio do GDLM, 1949.

 

Interior do cartão.

Abril 18, 2012

A PRIMEIRA REGATA INTER-CLUBES DE POLANAS EM LOURENÇO MARQUES, 1945

Fotografia generosamente cedida pela Bebé Amaro Morais, mulher do Eduardo Nunes de Morais.

Aspecto da primeira Regata Inter Clubes de Polanas, 28 de Maio de 1945. Diz a Bebé: "Em 1945...eu tinha 5 anos, mas o meu marido já tinha 14 e tinha-se iniciado a velejar na Catembe, na Mocidade Portuguesa. Naquele tempo, não havia ainda, snipes nem vauriens...só polanas como eram assim chamados. Esta regata foi entre a Catembe e o Porto de Lourenço Marques, que se vê ao fundo.. " Para ver a foto em tamanho maior, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

Março 12, 2012

A EQUIPA DE NATAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE WITSWATERSRAND NA INAUGURAÇÃO DA PISCINA DO DESPORTIVO EM LOURENÇO MARQUES, 1949

Fotografia muito gentilmente enviada da África do Sul pelo meu colega da natação Pierre Jeanrenaud, que lhe foi enviada pela sua mãe, Maria de Lourdes Correa de Sousa Neves, filha do Dr. António de Sousa Correa Neves, que foi Presidente do Grupo Desportivo Lourenço Marques.

A equipa de nadadores sul-africanos, estudantes da Universidade de Witswatersrand em Joanesburgo, que se deslocaram a Lourenço Marques para a inauguração da piscina do Desportivo (então com dimensões olímpicas - 33.3 metros), no dia 24 de Julho de 1949.

A EQUIPA DE NATAÇÃO DO DESPORTIVO DESFILA EM LOURENÇO MARQUES, 1948

Fotografia muito gentilmente enviada da África do Sul pelo meu colega da natação Pierre Jeanrenaud, que lhe foi enviada pela sua mãe, Maria de Lourdes Correa de Sousa Neves, filha do Dr. António de Sousa Correa Neves, que foi Presidente do Grupo Desportivo Lourenço Marques.

A equipa de natação do Grupo Desportivo Lourenço Marques (hoje Grupo Desportivo de Maputo) à direita, durante um festivel no Estádio Paulino dos Santos Gil em Lourenço Marques, 1948. De notar o atleta cheio de medalhas à esquerda, a falar no microfone. Parece que é o José Bento mas não tenho a certeza, se alguém souber por favor envie uma nota para aqui. A mãe do Pierre, cujo pai, o Dr. Sousa Neves, na altura era o Presidente do Desportivo, é a bonita jovem de branco, segunda a contar da direita na fila da frente.

Janeiro 9, 2012

ANTÓNIO DE SOUSA NEVES, FERNANDO E MÁRIO LAGE E JOSÉ MANUEL MADEIRA LEITÃO, ATLETISMO, 1947

Foto gentilmente cedida por António de Sousa Mendes e Pierre Yves Jeanrenaud, respectivamente filho e neto do Dr. Sousa Neves, presidente do GDLM em 1948-49.

António de Sousa Mendes comentou: “a nossa era uma equipa invencível. Nos torneios, nós costumávamos assegurar pelo menos as três primeiras posições. No primeiro ano eu venci os 83 metros barreiras e a seguir passei para a categoria de séniores. Na final dos 110 metros barreiras, na última barreira eu estava à frente dos meus concorrentes, composto pelos melhores corredores da cidade. Eu estava tão delirante e surpreendido que…tropecei na barreira. É a vida. Mas ganhei no salto em altura e na estafeta 4×100 metros.”

 

A equipa de Barreiras do Desportivo LM em 1947. De pé, da esquerda: José Manuel Madeira Leitão e Fernando Lage. De joelhos: António de Sousa Neves e Mário Lage. Para ver esta fotografia em tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

 

 

ANTÓNIO CORREA DE SOUSA NEVES, PRESIDENTE DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, 1948

Foto gentilmente cedida por António de Sousa Neves e Pierre Yves Jeanrenaud, respectivamente filho e neto do Dr. Sousa Neves.

Em Lourenço Marques, o Dr. Sousa Neves foi advogado e político.

Num momento crucial de edificação do que é hoje o Desportivo, o Dr. Sousa Neves assumiu a direcção do Clube, levando a bom termo a construção da sua piscina, inaugurada em 24 de Julho de 1949.

O Dr. Sousa Neves, Presidente do Desportivo, aqui em 1948.

Janeiro 7, 2012

ANTÓNIO SALDANHA DE SOUSA NEVES, ATLETA DO DESPORTIVO, 1949

Fotografia gentilmente cedida por António Saldanha de Sousa Neves via o seu sobrinho e meu amigo Pierre Jeanrenaud.

O seu pai foi Presidente do Desportivo LM em 1948-49, quando foi construída a piscina do Clube.

Praticou atletismo por isso esta inserção estrá indexada no atletismo.

A piscina do Desportivo foi inaugurada no dia 34 de Julho de 1949. Foi paga com contribuições dos sócios do Clube e pela sua Rifa.

 

António de Sousa Neves.

 

O Cartão de Sócio-Atleta do Desportivo de António Saldanha de Sousa Neves, 1949.

Janeiro 4, 2012

OS CARTÕES DE ATLETA DE JOSÉ GUERREIRO MARTINS, ANOS 40 E 50

Fotografias gentilmente cedidas por José Guerreiro Martins.

 

1947-1949.

 

Não consigo ler o ano.

 

Este não consigo ler...

 

1951-1953.

Janeiro 3, 2012

JÚLIO NUNES, PAI DE ARMANDO NUNES, TIRA O BREVET NA BEIRA, ANOS 1940

Foto de Armando Nunes, que nadou e fez vela na Beira.

 

Júlio Nunes junto to teco-teco.

Janeiro 2, 2012

RUI NOVAIS LEITE MONTEIRO: CELEBRANDO UMA VIDA

Rui Novais Leite Monteiro, falecido em 30.12.2011, aqui em 2005.

O nome de Rui Novais Leite Monteiro, que faleceu na passada sexta-feira aos 90 anos de idade, ficará para sempre associado à história da navegação aérea em Moçambique, em particular ao Aero Clube de Moçambique, de que foi um dos mais activos participantes. O seu apelido perdura em Moçambique hoje através do seu filho, Rui Monteiro.

Se o exmo. Leitor quiser saber mais sobre quem ele foi e o que fez, recomendo a consulta ao excelente blogue Voando em Moçambique, magnificamente mantido pela Sra. D. Luísa Hinga e Sr. José Vilhena, de quem copiei hoje uma excelente nota biográfica e duas fotografias, que reproduzo em seguida, com alguma edição minha e informação adicional referida pelo Sr. Coronel Manuel Bernardo numa nota que escreveu a 31.12.2011 no inigualável Macua Blogs.

Os rapazes do Aero Clube de Moçambique. Da esquerda: Jaime Fajardo, Paulo Cunha, John Murray, Artur Cardoso, Rui Monteiro e Rui Lacueva.

Rui Novais Leite Monteiro nasceu a 22 de Junho de 1921 em Moçambique e desde sempre ali residiu. Decano dos pilotos aviadores privados em Portugal à altura do seu falecimento, possuía mais de 3.500 horas de voo e 14.000 aterragens na sua longa carreira de piloto e de instrutor.

Vindo de Moçambique, onde nascera, em Portugal treinou e voou pela primeira vez a 09 de Setembro de 1939, desde logo a solo, num “pairador” Schulgleiter lançado por cabos elásticos no Monte Maria Dias (Algueirão-Sintra), na então Escola de Aviação Bartolomeu de Gusmão promovida pela Mocidade Portuguesa em parceria com o Aero Clube de Portugal.

Participou num curso com dezoito alunos e uma duração de quinze dias, dirigido pelo Dr. João Pinto Coelho e sendo seu instrutor o alemão Schurke (campeão do Mundo de Voo à Vela). O voo de Rui Monteiro teve a duração de 17 segundos. Foi brevetado como piloto privado em 1940 no Aero Clube de Braga, campo de aviação de Palmeira, tendo efectuado o seu primeiro voo a solo a 3 de Dezembro de 1939 num pequeno monomotor Taylor Cub J-2 de 40 cavalos, “CS-AAU”.

Foram seus instrutores Roberto Sameiro e Esteves de Aguiar, num curso igualmente promovido pela Mocidade Portuguesa, a título gracioso, mas com o compromisso de entrar como piloto miliciano da então Aeronáutica Militar. Foram seus colegas o Cte. Amado da Cunha (TAP), Manuel Cardoso, José Manuel Soares e Artur Zanha.

Regressado a Moçambique, aprendeu com os Comandantes Luís Branco e Jorge Veloso o voo nocturno, com o Coronel Armando Vieira os multimotores, com Artur Lacueva a acrobacia e com Júlio Lázaro a radiotelefonia.

Foi sócio, instrutor e presidente do Aero Clube de Moçambique (com sede em Lourenço Marques), instrutor e director das Escolas de Pilotagem dos Aero Clubes de Gaza (Xai-Xai), Inhambane e Vila Trigo de Morais. Pelas suas mãos passaram várias gerações de pilotos ali formados. Até há poucos anos, mantinha válida a sua licença de piloto privado, sendo o mais velho piloto Português ainda no activo.

Na então Lourenço Marques, colaborou activa e decisivamente na construção de 4.000 casas populares no bairro da Machava e também na Coop, durante 17 anos, tendo oferecido uma escola primária, considerada como das mais lindas da cidade e que foi construída nesse bairro. Durante a sua carreira profissional, esteve ligado a cerca de quarenta empresas.

O Coronel Manuel Bernardo, que o conheceu bem, referiu: “Rui Monteiro era um homem de raras qualidades de humildade, coragem e abnegação ao serviço dos outros, em todas as circunstâncias.”

Aquando da Independência, deixou Moçambique, tendo ir viver para a Linha do Estoril, em Portugal. Todo o seu património foi posteriormente nacionalizado.

Apesar dos vários convites que lhe foram posteriormente feitos, nunca mais regressou a Moçambique.

Da esquerda: Artur Cardoso, Marques Pinto, Dias, Férias, Pereira, Telmo Pereira e Rui Monteiro.

Em Portugal, pertenceu aos quadros directivos do Aero Clube de Portugal, onde foi Presidente do Conselho Fiscal, Vice-Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral respectivamente, clube que lhe atribuiu vários diplomas de honra. A Federação Aeronáutica Internacional (FAI) concedeu-lhe em 1990 o diploma Paul Tissandier, a Ordem dos Cavaleiros de Colombo e distinguiu-o com uma cruz por salvamento num desastre aéreo, com risco da própria vida.

Ficaram célebres os voos acrobáticos deste grande piloto Moçambicano, participante activo em todos os festivais aéreos que por todo o território de Moçambique se realizaram, tendo efectuado o seu último voo no dia 18 de Junho de 2006, com 85 anos de idade.

Membro activo das Forças Aéreas Voluntárias em Moçambique, foi um dos seus fundadores naquela então província portuguesa, durante os dez anos que durou a guerra que culminou com a Independência em 1975, tomando parte em inúmeros voos de busca e salvamento, transporte de feridos e de mantimentos, e principalmente em numerosos voos de Correio Aéreo.

Uma credencial de Rui Monteiro Pai, anos 1960.

Foi correspondente durante vários anos da Revista do Ar, onde publicou vários artigos sobre a Aviação em Moçambique.

Sobre Rui Monteiro pai, Fernando Lopes Subtil escreveu: “Uma grande perda para todos aqueles que como eu tiveram a sorte de terem sido seus alunos e amigos durante mais de 50 anos, uma grande perda para todos os que de uma forma ou de outra estiveram ligados ao Aeroclube de Moçambique e de Gaza, os meus sentimentos aos filhos e restante familia, um grande abraço ao Rui monteiro filho.”

Carmo Jardim escreveu: “Conheci-o muito bem tinha por ele o maior respeito como piloto e também como instrutor. À Família amiga um grande beijinho especial.”

Rui Monteiro Pai era casado com D. Aurita. Deixa cinco filhos (Ana Maria, Rogério, Deolinda, Maria José (Zé) e Rui jnr) e vários netos.

Junto-me a todos apresentando à sua Família as minhas condolências e celebro a memória de um homem que teve uma vida verdadeiramente excepcional.

Janeiro 1, 2012

ABEL BETTENCOURT CARDOSO CONDECORA JÚLIO CERNADAS PEREIRA, ANOS 1940

Foto de Marisa Cardoso.

 

Júlio Cernadas Pereira sendo condecorado por Abel Bettencourt Cardoso, na altura presidente do Sporting Clube de Lourenço Marques. Anos 1940.

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