THE DELAGOA BAY COMPANY

Fevereiro 1, 2017

O CAMPEONATO DO MUNDO DE VELA VAURIEN EM LOURENÇO MARQUES, 1973

Foto generosamente cedida pelo Diogo Cabrita. Os demais documentos cortesia do grande atleta de Moçambique, Eduardo Horta.

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A organização de um campeonato mundial de vela em Moçambique (15 a 20 de Agosto de 1973) foi um sucesso e uma demonstração do talento e a capacidade de mobilização das pessoas que trabalhavam na área do desporto moçambicano antes da Independência, aliás confirmado quando muitas destas pessoas continuaram as suas carreiras mais tarde em Portugal e noutros países onde se radicaram.

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Algumas embarcações Flying Dutchman a sairem da doca do Clube Naval de Lourenço Marques, durante o Campeonato do Mundo de Vaurien, que foi disputado em Moçambique em 1973. Fotografia de Diogo Cabrita.

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Três sêlos alusivos ao Campeonato do Mundo de Vela – Vauriens, 1973.

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Carta de agradecimento a Eduardo Horta, enviado por Arcelino Mirandela da Costa, então Presidente da Comissão Organizadora do evento, pelo seu contributo para o seu sucesso.

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Carta do Comodoro Frederico Marques Mano, então Presidente do Clube Naval de Lourenço Marques, a solicitar o apoio de Eduardo Horta na logística do Campeonato do Mundo em Vauriens e no Campeonato Nacional (de Portugal) de Snipes.

Janeiro 7, 2017

O Delagoa Bay Company em 2017

Depois de um intervalo, e de um curto periodo em que esteve “fechado”, o The Delagoa Bay Company volta em 2017, de novo acessível a todos os que se derem à maçada de o ler. Aqui quase nada de novo, tudo mais ou menos na mesma, desde a sua abertura em 2010. Mais umas fotos, mais umas conversas ao desafio. À meia dúzia de apreciadores, saudações. Este ano há mais.

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Jovens sentadas na pista de atletismo do Estádio Salazar em Lourenço Marques, durante o Festival da Juventude, que assinala o encerramento do ano escolar em Moçambique, Junho de 1971. Foto gentilmente cedida pelo PPT.

Março 23, 2012

SERTÓRIO SILVEIRA: UMA NOTA SOBRE O PROFESSOR RUI BAPTISTA

Sertório Silveira reflecte sobre o Prof. Rui Baptista, em baixo.

A propósito de uma longa entrevista que fiz ao Dr. Rui Baptista (RB), que o Tomané transcreveu aqui no blogue “The Delagoa Bay”, cumpre-me tecer alguns considerandos a respeito da si por poderem não ser do conhecimento da generalidade dos leitores.

Tive o privilégio de o conhecer e tornar-me seu amigo ao longo dos anos.

Em minha opinião, RB foi uma das figuras mais carismáticas do Desporto moçambicano, quer como professor, quer como dirigente desportivo, quer, ainda, como comunicador dos ideais que sempre defendeu com marcante empenho e superior conhecimento de causa, seja através de escritos jornalísticos, de conferências, seja, ainda, como praticante de pesos e halteres (Culturismo) em que se sagrou campeão de Moçambique, na categoria de médios.

Por esse facto, ter eu ficado chocado e até revoltado com a sua não nomeação para presidente do Conselho Provincial de Educação Física (CPEF) depois de ter a sua nomeação sido assinada pelo ministro do Ultramar Silva Cunha (faltando apenas ter o visto do Tribunal de Contas, aliás uma questão de escassos dias).

Acresce que a sua nomeação chegou a ser noticiada pelo jornal publicado na cidade da Beira: “Vai ser nomeado presidente do Conselho Provincial de Educação Física de Moçambique Rui ‘Vares’ Baptista”. Assim, tal e qual com a troca de Vasco, seu segundo nome próprio, por “Vares”. Em seu lugar foi nomeado Noronha Feio, vindo da então Metrópole, a quem o Desporto de Moçambique nada de nada devia. Sendo RB à data Inspector de Educação Física Escolar da Mocidade Portuguesa pediu a sua exoneração, tendo recebido um louvor no Boletim Oficial de Moçambique.

Chegou RB a Lourenço Marques em 1957 – depois de formado pelo INEF e ter cumprido o serviço militar como aspirante, alferes e tenente miliciano em Tomar – contratado como professor de Educação Física da “Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque”, tendo desenvolvido, para além dessa docência, um notável acção no desporto local e uma intensa actividade no campo da Ginástica Correctiva com pacientes de Lourenço Marques, alguns deles deslocando-se à África do Sul, a fim de serem consultados pelo mais famoso cirurgião ortopedista, o Dr. David Roux, que indicava o seu nome para os serviços de reabilitação necessários.

No ano a seguir à sua chegada à cidade do Índico (1958) foi convidado para preparador físico dos nadadores laurentinos que se deslocariam à Metrópole para disputarem os Campeonatos Nacionais da modalidade. Em representação do CPEF, foi nomeado chefe da respectiva Embaixada, embora não pertencesse aos quadros do CPEF, mas sim o seu colega Igeménio Tadeu.

Desde sempre, apaixonado pela sua dama, a Educação Física, foi dirigente desportivo e preparador físico de várias modalidades desportivas (basquete, futebol, hóquei em patins, etc.) tendo desenvolvido paralelamente uma acção constante na preparação de várias classes de ginástica do Clube Ferroviário.

Entretanto, teve, também, uma acção importante no campo literário, através da publicação de vários livros no âmbito, por exemplo, dos Pesos e Halteres e da Educação Física como ciência ao serviço da saúde pública. Desempenhou a função de presidente da Secção de Ciências da Sociedade de Estudos de Moçambique, onde proferiu duas conferências no âmbito da Educação Física, tendo entrado, assim, o Desporto e a Educação Física pela porta grande dessa notável instituição cultural e científica.

Em 1975 fez parte do grande contingente de Portugueses que se viram coagidos a deixar Moçambique, onde tinha fixado residência. Foi colocado em Coimbra, como professor efectivo de Educação Física do Liceu D. João III (anos depois, Escola Secundária José Falcão). Foi também docente do ISEF da Universidade do Porto e docente da Faculdade de Educação Física e Ciências do Desporto da Universidade de Coimbra. Na cidade das margens do Mondego continuou a desenvolver uma intensa actividade com artigos de revistas da especialidade, a efectuar conferências e palestras, por exemplo, nos Rotários e na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, a escrever livros e a publicar artigos de opinião nos jornais “Diário de Coimbra”, “Correio da Manhã”, “O Primeiro de Janeiro” e o “Público”. É co-autor do blogue De Rerum Natura, de há tempos para cá. Também em Coimbra desenvolveu uma intensa actividade no campo da Reabilitação Física (de que fora professor no ISEF do Porto) tendo assinado convenções com diversos organismos públicos.

Quase a terminar, e volvendo a um saudoso passado das margens do Índico, como escrevi no início, conheci este Professor, em Lourenço Marques, tendo tido o grato prazer de entrevistá-lo para o jornal “Diário de Lourenço Marques”, a propósito de uma série de entrevistas, “O desporto nas Escolas”, com a participação de uma dúzia de personalidades ligada ao desporto, na sua maioria professores de Educação Física. Desde essa altura, ficámos amigos para todo o sempre, merecendo-me o maior respeito e consideração pela sua humildade, cultura e simpatia, para além do seu incontestado valor profissional, muito lamentando, como tal, a gritante injustiça de não ter sido nomeado, à última hora, presidente do CPEF (quando tudo estava encaminhado nesse sentido) por ele ter sido a personalidade mais bem posicionada para o desempenho desse elevado cargo, sobejamente demonstrado através da sua extrema dedicação ao Desporto Moçambicano.

Sertório da Silveira

Dezembro 28, 2011

RUI BAPTISTA DESTACA PAPEL DE SERTÓRIO SILVEIRA NA IMPRENSA DESPORTIVA DE MOÇAMBIQUE

Este texto é da autoria do Sr. Professor Rui Baptista.

Recorte de um jornal de Lourenço Marques, 1961, da autoria de Sertório da Silveira.

Tem o nosso bom amigo Tomané desenvolvido, no “Delagoabay”, uma obra digna do maior louvor na divulgação do desporto moçambicano que dá razão plena ao dizer popular de que “recordar é viver duas vezes”.

Ora, no relicário das nossas recordações, ou seja daqueles que vivemos essas páginas gloriosas como destacados ou simples praticantes das muitas suas modalidades desportivas, ou apenas como seus espectadores devotados, julgo (ou melhor, tenho a certeza!) que cumpre dar o devido destaque ao papel de uma certa imprensa moçambicana na sua divulgação.

Assim, em nome de uma necessária, ainda que mesmo tardia, justiça, seja-me permitido dar realce ao papel desempenhado pelo jornalista Viriato da Silveira em notícias sobre modalidades fora do âmbito do chamado desporto-rei. Reporto-me, essencialmente, aos artigos sobre a natação que são um reportório histórico valioso sobre os feitos de atletas moçambicanos que pulverizaram recordes nacionais da modalidade perante o olhar atónito de quem dizia que os recordes obtidos em águas moçambicanas se ficavam a dever a fugir dos tubarões que as infestavam! E isto para já não falar das suas participações nos Jogos Olímpicos (mas desse facto, melhor nos elucidará o técnico Eurico Perdigão e o nadador Tomané que neles participaram). Eu apenas posso testemunhar o êxito alcançado nos Campeonatos Nacionais de Natação (Metrópole, 1958) por ter sido o responsável pela respectiva preparação física (com pesos e halteres, um verdadeiro escândalo para a época!) e chefe da respectiva embaixada em representação do Conselho Provincial de Educação Física moçambicano.

Mas, para além do Desporto, foi, também, Viriato da Silveira um espírito sempre atento aos aspectos doutrinários da Educação Física e do seu importantes papel no desenvolvimento integral dos jovens escolares. A prová-lo, a longa entrevista que me fez, passado que é meio século e quatro anos depois de eu ter chegado a Lourenço Marques. Pela sua extensão, que ocupou três páginas de jornal, reproduzo acima, apenas, a fotografia da 1ª página (do Diário de Lourenço Marques, 22/02/1961).

Novembro 24, 2011

A NATAÇÃO DE MOÇAMBIQUE NO CONTEXTO DA NATAÇÃO PORTUGUESA EM 1959

Muito agradecido à Dulce Gouveia, que recebeu interessante documento da mão de Eurico Perdigão, contendo informações muito interessantes sobre a natação em Moçambique desde os seus primórdios. O documento data do Natal de 1959 e foi publicado pelo jornal Notícias de Lourenço Marques.

O documento digitalizado em baixo está dividido em três partes e pode ser ampliado premindo na secção que o exmo. Leitor quiser ver ou ler com o rato do seu computador, duas vezes.

Novembro 11, 2011

MENS SANA IN CORPORE SANO – O PROF RUI BAPTISTA, 2011

Fotos amigavelmente extorquidas por mim ao Sr. Prof. Rui Baptista, cuja forma física aos 80 anos de idade (feitos em 19 de Maio) como pode ser atestado em baixo eu já não atinjo aos 51. C’est la vie. São aqueles pesos e halteres todos. Ah, mas ainda consigo carregar os sacos do supermercado para a patroa. Não sei se isso conta.

Mens Sana....

...et Corpore Sano.

ANTÓNIO ESTEVES BERNARDO E O PROF. ARCELINO MIRANDELA DA COSTA, ANOS 1960

Fotografia do Carlos Mota, restaurada por mim.

Baltazar Rebelo de Sousa, então Governador-Geral de Moçambique, entrega um medalhão a António Esteves Bernardo. No meio, vê-se o Prof. Arcelino Mirandela da Costa. Ladeando o António, Bernardo da Velha e Xixas. Finais dos anos 1960.

Outubro 31, 2011

EVOCAÇÃO DA SOCIEDADE DE ESTUDOS DE MOÇAMBIQUE, PELO PROF. RUI BAPTISTA

Fachada da sede da Sociedade de Estudos de Moçambique, em Lourenço Marques.

(Texto da autoria do Sr. Prof. Rui Baptista)

“A história é uma mediação entre o passado e o presente num círculo hermenêutico” (Paul Ricoeur, 1913-2005).

Escrevo hoje sobre um livro, intitulado  “Livro de Ouro do Mundo Português – Moçambique” (s/d),  da autoria da jornalista Maria Helena Bramão, que mãos amigas fizeram chegar ao meu conhecimento e em que, a páginas tantas (pp. 22 e 23) , é evocada a Sociedade de Estudos de Moçambique, “ex libris” científico, literário e cultural de Moçambique, anterior  à criação dos respectivos Estudos Gerais Universitários (1962) e depois em futura e frutuosa parceria. A esta Sociedade (julgo que extinta depois de 1975) ligam-me recordações, quase diria umbilicais, por aí ter proferido duas conferências, (“Educação Físíca – Ciência ao Serviço da Saúde Pública” e “Os Pesos e Halteres, a Função Cardiopulmonar e o Doutor Cooper”) , respectivamente, nos anos de 1972 e 1973,  vindo nela  a ser eleito para os cargos de vice-presidente da Secção de Ciências e bibliotecário (1974) e  de presidente da Secção de Ciências e 1.º secretário (1975), tendo, assim,  entrado a Educação Física pela porta principal  nesta veneranda casa “das coisas do espírito”.

Escreveu nesse livro a referida jornalista um elucidativo texto, subtitulado “Sociedade de Estudos de Moçambique – uma instituição cultural pioneira”, que transcrevo abaixo na íntegra com o esclarecimento de se reportar, apenas, à vida da Sociedade de Estudos de Moçambique até meados da década de 60:

“A Sociedade de Estudos de Moçambique foi instituída em 6 de Setembro de 1930, data em que foram superiormente aprovados os seus Estatutos, publicados pela Portaria n.° 1185, daquela data.

Resultou de um movimento inspirado pelo Engenheiro de Minas, António Joaquim de Freitas, que veio a ser o seu Sócio Fundador n.° 1. Na Circular-Convite que dirigiu aos intelectuais de Moçambique, a propor a fundação da Sociedade, mencionava António Joaquim de Freitas, ser um dos objectivos «estabelecer um convívio intelectual necessário às pessoas que vivem pelo cérebro».

Os Estatutos aprovados definiram como objectivos da Sociedade de Estudos, contribuir para o estudo e valorização económica de Moçambique; e contribuir para o desenvolvimento intelectual, moral e físico dos seus habitantes em geral, e, em especial, dos seus associados.

A António Joaquim de Freitas juntaram-se 101 Sócios Fundadores. E depois, desde 1930, muitos outros, que com esforço, dedicação e inteligência têm vindo a realizar com persistência os objectivos da Sociedade.

Foi o primeiro Presidente da Direcção da Sociedade de Estudos o Coronel Eduardo Augusto da Azambuja Martins. Sucederam-lhe o Eng.° Joaquim Jardim Granger (1932-34); o Coronel João José Soares Zilhão (1935 e 1940-41); o Eng.° Mário José Ferreira Mendes (1936-38 e 1946-49); o Comte. José Cardoso (1939); o Eng.° António Joaquim Freitas (1942-45); o Dr. António Esquivei (1950-60); o Contra-Almirante João Moreira Rato (1961-62); e o Prof. Eng.° Manuel Gomes Guerreiro (1963). O actual Presidente é o Eng.° João Fernandes Delgado.

Foram nomeados Sócios Beneméritos, pelos relevantes serviços prestados à Sociedade de Estudos, o Contra-Almirante Manuel Maria Sarmento Rodrigues, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Câmara Municipal de Lourenço Marques.

A Sociedade de Estudos foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (1956), grau de Oficial da Ordem de Instrução Pública (1960), Medalha de Ouro de Serviços Distintos da cidade de Lourenço Marques (1960) e Palma de Ouro da Academia das Ciências de Lisboa (1960).

Dentro da acção desenvolvida desde 1930, a Sociedade de Estudos tem promovido a realização de estudos, cursos, lições, conferências, congressos, exposições e sessões de cinema.

Desde 1931 que se publica o «Boletim da Sociedade de Estudos de Moçambique», que é presentemente trimestral.

Tem editado outras publicações entre as quais se destaca «A Cartografia Antiga da África Central e a Travessia entre Angola e Moçambique, «1500-1860» da autoria do ilustre historiógrafo Comte. Avelino Teixeira da Mota, que a dedicou ao Contra-Almirante Sarmento Rodrigues e a ofereceu à Província de Moçambique. A edição foi custeada por subsídio especial concedido pelo Governo-Geral de Moçambique, tendo-se feito a versão inglesa.

As publicações da Sociedade de Estudos são permutadas com as de numerosas instituições nacionais e estrangeiras em todo o Mundo. Foi assim organizada progressivamente uma Biblioteca de carácter enciclopédico, que conta cerca de 25 000 volumes; e uma biblioteca juvenil, com perto de 1500 volumes, convenientemente escolhidos.

O actual Presidente é o Eng.° João Fernandes Delgado. A Sociedade de Estudos tem-se feito representar em diversos congressos e reuniões de carácter cultural, no país e no estrangeiro. Desde 1934 que participa nos congressos anuais da Associação Sul-Africana para o Progresso da Ciência, tendo colaborado na Organização dos Congressos de 1948 e de 1958, que se realizaram em Lourenço Marques.

Já nos Estatutos aprovados em 1930 se previa a necessidade de se conseguir ‘uma sede suficientemente ampla, cujos meios de trabalho e conforto irá sucessivamente aumentando, por forma a tornar a sua frequência cada vez mais agradável’.

Depois de grandes esforços, foi finalmente decidia a construção do novo Edifício-Sede em 1962, sendo Presidente da Direcção o Contra-Almirante João Moreira Rato, que desenvolveu valiosa acção para tornar viável a realização. Os encargos foram suportados por subsídio, concedidos pelo Governador-Geral de Moçambique, Contra-Almirante Sarmento Rodrigues, pela Fundação Calouste Gulbenkian, por reservas criadas, por quotização suplementar por parte dos sócios, e por um empréstimo a amortizar anualmente.

O edifício, segundo projecto do arquitecto Marcos Guedes e o Eng.° Carlos Pó, foi executado em 1963, sob a orientação da Direcção presidida pelo Prof. Eng.° Manuel Gomes Guerreiro, tendo sido inaugurado oficialmente em 21 de Abril de 1964, pelo Governador-Geral de Moçambique, Contra-Almirante Sarmento Rodrigues. Registam-se também as numerosas e várias ofertas recebidas de diversas entidades para o apetrechamento do novo Edifício-Sede.

Na sua estrutura actual, a Sociedade de Estudos compreende as seguintes secções: Artes e Humanidades; Ciências Exactas; Ciências Naturais; Ciências Sociais; Agro-Pecuária; Economia e Finanças; Engenharia e Arquitectura; Legislação e Jurisprudência; Medicina, Veterinária e Farmácia; Estudos Brasileiros; Estudos Franceses; Etnologia Africana; Feminina; e de Iniciação Cultural.

No relatório da Direcção, relativo a 1964, figura o seguinte resumo das sessões públicas realizadas naquele ano: 21 conferências; 39 conferências ou lições incluídas em cinco ciclos de conferências e cursos; 6 exposições diversas; 7 sessões de cinema; 18 sessões de cinema para jovens, com filmes educativos e recreativos.

A Sociedade de Estudos de Moçambique muito tem contribuído para o estudo e valorização da Província de Moçambique, assim como para o seu desenvolvimento moral e intelectual”.

Num país agora confinado às suas fronteiras europeias e, por vezes, de costas voltadas para um passado, mais ou menos, recente, entendo, em nome de uma necessária justiça e apego à memória dos factos, que a juventude portuguesa deve ser despertada para as realizações portuguesas além-mar como esta sobre o valioso espólio científico e cultural da Sociedade de Estudos de Moçambique até 25 de Junho de 1975, data da Independência deste jovem e promissor país do continente africano. E numa altura de lamúrias sobre o nosso presente e descrença sobre o nosso futuro como nação secular, tento encontrar réstias de esperança em Eça quando, como agora, o revisito: “Uma nação, vive, prospera, é respeitada, não pelo seu corpo diplomático, não pelo seu aparato de secretarias, não pelos banquetes cerimoniosos de camarilhas: isto nada vale, nada constrói, nada sustenta; isto faz reduzir as comendas e assoalhar o pano das fardas – mais nada. Uma nação vale pelos seus sábios, pelas suas escolas, pelos seus génios, pela sua literatura, pelos seus exploradores científicos, pelos seus artistas”.

Outubro 24, 2011

WALTER GAMEIRO, MONITOR DE NATAÇÃO, 1968

Grato ao Walter pelo envio desta imagem.

 

O diploma de monitor de natação emitido pelo Conselho Provincial de Educação Física. Assinam os Profs. Vítor da Fonseca e Noronha Feio.

TORNEIO DE FUTEBOL DE SALÃO EM HOMENAGEM A AURÉLIO GRILO, 1975

Fotos e documentos gentilmente enviados por Irene Grilo, filha de Aurélio Grilo.

 

Texto publicado no Notícias de Lourenço Marques em 21 de Novembro de 1975.

 

O programa dos jogos.

AURÉLIO GRILO, FUTEBOL DE SALÃO, ETC, ANOS 70

Estas fotos e documentos foram gentilmente facultados por Irene Grilo, filha de Aurélio Grilo.

 

Carta datada de 26 de Fevereiro de 1974 do (estão prontos?) Departamento de Acção Social do Instituto do Trabalho, Previdência e Acção Social do Estado de Moçambique, cujo presidente era Afonso Mendes.

 

Carta da Junta de Acção Social no Trabalho.

 

Documento datado de 22 de Outubro de 1974.

 

Nota com data de 1972.

 

 

Outubro 23, 2011

“A EDUCAÇÃO FÍSICA AO SERVIÇO DA SAÚDE PÚBLICA”, PELO PROF. RUI BAPTISTA, 1974

Filed under: 1970 anos, DESPORTO MOÇAMBIQUE, Rui Baptista — ABM @ 12:14 am

Estas fotos e recortes foram gentilmente enviadas pelo Sr. Prof. Rui Baptista.

Para ver todas as fotos e recortes em tamanho gigante, por favor prima na imagem que quiser duas vezes com o rato do seu computador.

Texto publicado sobre uma palestra do Prof. Rui Baptista na Sociedade de Estudos de Lourenço Marques. A notícia referencia a publicação em livro, editado pela Sociedade de Estudos de Moçambique, da conferência aqui abordada.

A palestra proferida. Publicação, em 26/09/72, da Parte I (seguida de mais 12 partes) do teor da referida Conferência.

Aspecto da sala na Sociedade de Estudos aquando da palestra proferida pelo Prof. Rui Baptista, mostrando a numerosa assistência que encheu por completo o referido Auditório.

Outra imagem tirada na palestra: Mesa que presidiu à Conferência proferida por Rui Baptista no Auditório da Sociedade de Estudos de Moçambique, intitulada "Educação Física, Ciência ao serviço da Saúde Pública".

Cumprimentos da Direcção da Sociedade de Estudos ao último Governador-Geral de Moçambique antes do 25 de Abril de 1974, o Eng.º Pimentel dos Santos.

Outubro 17, 2011

“DA PREPARAÇÃO FÍSICA DO JOGADOR DE FUTEBOL”, CONFERÊNCIA DO PROF. RUI BAPTISTA, 1967

(Texto da autoria do Sr. Prof. Rui Baptista.)

Em 20 de Setembro passado foi aqui publicado um post meu, intitulado ?Sobre a notável entrevista de Nuno Martins ao Diário de Notícias (11/09/20111)?, em que dei conta, ainda que pela rama, da publicação no “Notícias da Tarde”, de Lourenço Marques, de uma minha conferência: “Da Preparação Física do Jogador de Futebol”.

Por julgar ser de interesse público dar a conhecer que Moçambique, para além de ser um riquíssimo alfobre de atletas que muito dignificaram o desporto nacional, se preocupava, também, em teorizar uma prática desportiva suportada em conferências sobre esta matéria, envio o teor completo dessa conferência que deve ser interpretada à luz de uma época em que sobre os pesos caía o anátema de fazerem mal ao coração e “prender os músculos” tornando o atleta mais lento.

Aliás, em nossos dias, essa perspectiva deixou de ter suporte face à aplicação de exercícios de musculação intensos por parte dos futebolistas mais credenciados a nível mundial e de que Cristiano Ronaldo se fez paradigma.

Recorte 1 de 6. Para ler, aumente o tamanho da imagem premindo nela com o rato do computador duas vezes.

 

Recorte 2 de 6. Para ler, aumente o tamanho da imagem premindo nela com o rato do computador duas vezes.

 

Recorte 3 de 6. Para ler, aumente o tamanho da imagem premindo nela com o rato do computador duas vezes.

 

Recorte 4 de 6. Para ler, aumente o tamanho da imagem premindo nela com o rato do computador duas vezes.

 

Recorte 5 de 6. Para ler, aumente o tamanho da imagem premindo nela com o rato do computador duas vezes.

 

Recorte 6 de 6. Para ler, aumente o tamanho da imagem premindo nela com o rato do computador duas vezes.

Outubro 10, 2011

A ENTRADA PRINCIPAL DO CLUBE DESPORTIVO DA MALHANGALENE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Fotos gentilmente cedidas pela Irene Grilo, filha de Aurélio Grilo.

 

A entrada vista da rua.

 

A entrada vista do interior do Clube para a rua.

Outubro 4, 2011

AURÉLIO GRILO E OS RALLIES DO MALHANGALENE

Muito grato a Irene Grilo, que disponibilizou a informação em baixo reproduzida.

Aurélio Grilo e a sua equipa organizaram os Rallies do Malhangalene em 1970. 1971, 1972 e 1973.

Lourenço Marques, Julho de 1972. Numa montra da cidade, estão em exibição os traféus do Rallie do Malhangalene 1972.

Aurélio Grilo n Volvo do Director da prova, 1972.

Mais uma foto do Director do Rally do Malhangalene, 1972.

Aurélio Grilo, enquanto Direcotr da prova, no seu carro, 1973. No carro, apesar de ser difícil reconhecer, está o João de Souza, a quem o Pai dava o exclusivo da prova em directo para a rádio. Em diferentes controles, o João fazia os directos com as classificações das classificativas, etc. Ainda subreviveram algumas gravações dessas entrevistas e outras que a filha Irene Grilo fazia questão de gravar no meu rádio cassete Philips.

Outubro 3, 2011

AURÉLIO GRILO, DO MALHANGALENE: DOCUMENTOS AVULSOS

Estes documentos foram muito gentilmente digitalizados e enviados por Irene Grilo, filha de Áurélio Grilo.

(Aqui pode-se ver o primeiro emblema do Clube Desportivo da Malhangalene).

O cartão de Atleta do Malhangalene de Aurélio Grilo, 1956.

Carta do Clube, datada de 8 de Setembro de 1952, dirigida ao comandante da recruta militar em Boane, declarando que Aurélio Grilo era atleta nas modalidades de futebol e de basquet.

Carta do Clube, com data de 1 de Julho de 1952, dirigida a Aurélio Grilo, apresentando condolências pelo falecimento da sua mãe, Irene Grilo.

AURÉLIO GRILO SÓCIO HONORÁRIO DO MALHANGALENE, 1971

Estes documentos foram muito gentilmente digitalizados e enviados por Irene Grilo, filha de Áurélio Grilo.

Cópia da Acta do Malhangalene, elevando Aurélio Grilo ao estatuto de Sócio Honorário do Clube a 30 de Dezembro de 1971.

 

O texto lê assim:

«……
b) Aprovação duma Comissão Administrativa para nomeação de um sócio honorário.
c) Nomeação duma comissão para revisão de Estatutos.
……..
Pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da Mesa foi anunciado passar-se à alínea b) da Ordem dos Trabalhos, mandando ler a proposta da Comissão Administrativa do teor seguinte:

“Atendendo a que ao longo de vários anos tem dado a sua colaboração a este clube, sempre desinteressada, tanto como atleta, como dirigente e fazendo parte de diversas Comissões, principalmente naquelas em que se angariam fundos através de festejos populares para que tornasse realidade o pavilhão onde hoje nos encontramos e ainda por mais recentemente ter organizado os Rallies do Sul do Save, que tanto prestígio têm dado a esta colectividade, além de ser o organizador único da Copa do Malhangalene, que tantos êxitos tem obtido, tanto financeiro como desportivos e sendo justo galardoar aqueles que tão devotada e desinteressadamente servem este Clube, esta Comissão Administrativa tem a honra de propor à digníssima Assembleia Geral, nos termos do artigo sétimo dos Estatutos, que seja nomeado Sócio Honorário o sócio efectivo número sessenta e nove, Senhor Aurelio Mangos Grilo.”

“Usou da palavra o sócio Senhor A.Marques de Almeida, disse que era da mais alta justiça a aprovação de tal proposta de Sócio Honorário a um sócio que há muitos anos vem trabalhando e dignificando o nosso Clube, pois desde muito novo, ainda como rapaz lhe conheceu tanta dedicação. Posta a aprovação, foi a dita proposta aprovada por aclamação com um grande salva de palmas.”

Outubro 2, 2011

JIMMY (JAMES ANTHONY ROMEU) E AURÉLIO GRILO, MALHANGALENE, JUNHO DE 1974

Esta foto foi muito gentilmente enviada por Irene Grilo, filha de Aurélio Grilo.

Fotografia tirada no dia 7 de Junho de 1974 Jimmy, na festa oferecida aos Campeões Nacionais de Basquetebol (o Malhangalene), no pavilhão desportivo. Nesta fotografia podem-se ver o Jimmy e o Aurélio Grilo, na altura dirigrante do Malhangalene, e que foi responsável pela vinda e aposta (ganha) no mesmo atleta para o Clube.

Jimmy e Aurélio Grilo, 6 de Junho de 1974, na festa de consagração dos Campeões Nacionais de Basquet.

AURÉLIO MANGGOS RODRIGUES GRILO – UM HOMEM DO MALHANGALENE

Muito grato a Irene Grilo, que fez o favor de enviar a grande fotografia em baixo e alguns dados sobre seu pai, Aurélio Grilo.

Aurélio Grilo.

Aurélio Grilo nasceu em Lourenço Marques a 2 de Janeiro de 1931 e faleceu na cidade do Porto a 11 de Janeiro de 2004. Era filho de João Rodrigues Grilo (um dos sócios fundadores do Clube Desportivo da Malhangalene) e de Irene Enne Manggos Grilo.

É uma figura associada ao Clube Desportivo da Malhangalene como atleta, dirigente e organizador de provas.

Como atleta, praticou em vários clubes/associações de ginástica, esgrima, rugby (fly-half), cricket, ténis, natação, futebol, basquetebol, ralista (condutor), futebol de salão, tiro-aos-pratos, tiro-ao-alvo e voleibol.

Como dirigente destacou-se no Clube Desportivo da Malhangalene, nos pelouros do basquetebol, do automobilismo e do futebol de salão.

Como organizador de provas, destacou-se a nível nacional no Clube Desportivo da Malhangalene com nada menos que quatro Rallies do Malhangalene (1970, 1971, 1972 e 1973), considerado como o segundo melhor rally realizado em Moçambique (sendo o primeiro o Rally do BNU) e a Copa Malhangalene (Futebol de Salão).

Aurélio Grilo e a sua mulher.

Irene Grilo com o seu pai, Aurélio Grilo.

Aurélio Grilo (filho) e Irene Grilo (neta) numa foto recente. Os dois de Raybans...

Setembro 21, 2011

SOBRE A NOTÁVEL ENTREVISTA DE NUNO MARTINS AO DIÁRIO DE NOTÍCIAS DE LISBOA (11/9/2011)

Nuno Martins na Académica de Coimbra. Antes de ir para Moçambique.

Este texto foi gentilmente enviado e é da autoria do Sr. Prof. Rui Baptista.

A propósito desta entrevista, ao antigo treinador de futebol de Sporting de Lourenço Marques [que pode ser lida premindo AQUI] dei comigo a folhear páginas do meu dossiê, onde guardo os meus artigos e outros textos noticiosos de jornais. Assim, no “Notícias da Manhã” (Lourenço Marques, 15/03/67) foi publicada uma notícia com o seguinte titulo “Colóquio de Treinadores”, e o subtítulo, “Encerrou- se ontem o ciclo de palestras que decorreram em nível elevado”.

Consta da referida notícia, o seguinte texto:

“A sessão abriu com uma palestra gravada proferida em Agosto de 1956 pelo saudoso mestre Cândido de Oliveira aquando da sua visita a Lourenço Marques com a equipa da Académica que infelizmente não pôde ser ouvida na íntegra por deficiência de audição. “Seguiu-se a palestra proferida pelo professor de educação física Rui Baptista, que apresentou um trabalho brilhante. Nos debates que se seguiram intervieram vários dos presentes, sendo de destacar a polémica travada ente o apresentante e o treinador de futebol Nuno Martins, sob certos aspectos de pormenor que resultaram deveras interessantes pelos esclarecimentos de alto índice técnico desenvolvidos pelo professor Rui Baptista.

A encerrar a sessão o presidente da A.P.F.M., Carlos Machado, focou alguns as aspectos das sessões e salientou que as reuniões haviam servido, ainda, para estabelecer um maior nível nas relações humanas”. Relações humanas que me levam a enviar, aqui de Coimbra, um abraço grato a Nuno Martins, um treinador culto, com quem me deu gosto estabelecer a referida polémica, pela troca de conhecimentos (por parte de ambos) de utilidade para a “cientificação” do treinamento dos futebolistas moçambicanos.

Nos dias 15, 16 e 17, desse mesmo mês, era publicado no “Notícias da Tarde”, o texto completo da palestra, repartido por estes três dias devido à sua extensão, com o título “Da Preparação Física do Jogador de Futebol” e o subtítulo “Palestra proferida pelo professor Rui Baptista, no Colóquio de Treinadores de Futebol”. Devido à extensão desses três textos, limito-me a transcrever a respectiva introdução:

“Iniciamos hoje, a publicação do excelente trabalho apresentado ontem, pelo professor Rui Baptista, na sessão de encerramento do Colóquio de Treinadores de Futebol, organizado pela Associação Provincial.

Focando o tema “Preparação Física do Jogador de Futebol”, este brilhante trabalho encerra doutrina que, pelo seu elevado nível, merece ser divulgado na medida em que poderá concorrer para o esclarecimento de problemas de ordem anatómica, biológica, médica, higiénica e genética. Na sua leitura todos poderão colher preciosos ensinamentos especialmente aqueles a quem cabe a elaboração de calendários de jogos, que assim ficam habilitados a poderem compreender o perigo que representa para a saúde dos jogadores a realização de dois, três jogos de competição por semana.

Assim, por julgá-lo de flagrante oportunidade, passamos hoje a publicar este trabalho dum técnico competente e sabedor que, além disso, conhece perfeitamente o meio, tendo, por várias vezes, prestado o seu valioso concurso, quer a Associações, quer a clubes, em diversas modalidades”.

Nesta palestra defendi acaloradamente a integração de exercícios com pesos e halteres na preparação das equipas de futebol, tema considerado tabu naquela época como o era quando ministrei pesos e halteres na preparação física dos nadadores moçambicanos que se deslocaram aos Campeonatos Nacionais de Natação (1958) onde bateram vários recordes nacionais. com grande destaque para a campeoníssima Regina Veloso. Que distância de mentalidades ou alergia aos pesos dos dias em comparação com os dias de hoje em que Cristiano Ronaldo se tornou o paradigma da sua grande importância no desenvolvimento muscular do actual jogador de futebol. Pode ser que um dia destes, escreva um texto a transcrever a defesa que fiz no referido colóquio dos pesos e halteres na preparação física dos futebolistas. Aliás, no campo prático, anos antes, ministrei preparação física com pesos à equipa de futebol do Clube Ferroviário de Moçambique, sendo então treinador Castela, uma velha glória do Belenenses .

Se esta minha modesta contribuição outro interesse não tiver, pelo menos, um terá: noticiar o pioneirismo histórico de Moçambique no campo da preparação física do futebolista com pesos e halteres em território nacional que se estendia do Minho a Timor.

P.S.: A transcrição dos textos jornalísticos foi feita palavra por palavra.

Setembro 20, 2011

MOÇAMBIQUE COM 12 MEDALHAS NOS X JOGOS AFRICANOS

Filed under: 2010 anos, Vânia Vilhete, X Jogos Africanos em Maputo, XADREZ — ABM @ 8:11 am

A embaixada desportiva moçambicana desfila na abertura dos X Jogos Africanos, que se disputaram em Maputo entre os dias 3 e 18 de Setembro.

 

Segundo o jornal português O Jogo, de hoje, com um retoque meu:

Moçambique conquistou quatro medalhas de prata e oito de bronze nos X Jogos Africanos que terminaram no domingo em Maputo, falhando o objectivo de alcançar o ouro nas competições, que foram dominadas pela África do Sul.

No total, foram distribuídas 1.429 medalhas por 36 países, ocupando Moçambique a 24.ª posição da tabela classificativa final.

A esperança do ouro dos moçambicanos manteve-se viva até ao último sábado, altura em que a equipa de basquetebol masculina defrontou na final a Nigéria, terceiro país com maior número de medalhas amealhadas, perdendo por 62–57.

A máquina competitiva da África do Sul mostrou uma superioridade inabalável ao longo do evento, arrecadando 156 medalhas, das quais 61 de ouro, 55 de prata e 40 de bronze.

A Primavera Árabe que varreu a estrutura política e social do Egipto não abalou a prestação da delegação desportiva do país durante os Jogos Africanos.

Os egípcios levam para casa 32 medalhas de ouro, 14 de prata e 20 de bronze, ocupando a segunda posição no quadro final de pontuações.

A ocupar a 10.ª posição da tabela classificativa está Angola, país de língua oficial portuguesa melhor classificado nos Jogos Africanos.

No total, a nação angolana conquistou seis medalhas de ouro, 10 de prata e 10 de bronze.

São Tomé e Príncipe alcançou uma medalha de bronze.

(fim)

A jovem moçambicana Vânia Vilhete assegurou uma medalha de bronze em xadrez. Foto do jornal A verdade, de Maputo.

Setembro 6, 2011

VIAGEM DE EQUIPA DO FERROVIÁRIO DE XAI-XAI A MANJACAZE, 1948

Filed under: 1940 anos, 1948, DESPORTO MOÇAMBIQUE, Viagem a Manjacaze — ABM @ 1:21 am

Foto muito gentilmente cedida pelo Jorge Matos Preto, tirada por seu pai, restaurada por mim.

Uma deslocação do Ferroviário do Xai-Xai a Manjacaze, 1948, no combóio todo engalanado

Setembro 3, 2011

OS X JOGOS AFRICANOS EM MOÇAMBIQUE COMEÇARAM HOJE

Já se realizou em Maputo, na tarde de hoje, a cerimónia de abertura dos Jogos Africanos.

Destaque para os “novos” líbios.

A delegação líbia, com vénia do maputense "A Verdade".

Os líbios celebram em Maputo. Foto do maputense "A Verdade", com vénia.

O programa dos Jogos Africanos, que decorrem até ao dia 18 de Setembro de 2011.

Junho 22, 2011

O ENFERMEIRO BRAVO

Fotos gentilmente cedidas pela Paula Bravo, filha desta figura incontornável de Lourenço Marques e que também trabalhou com, entre outros, o Desportivo.

 

Bravo com a mulher Natália e a filha Paula, de pé.

 

Aproveito para meter esta pois está muito interessante: Paula bebé. Levou um restaurozito.

 

...e também esta da Paula num concurso canino em Lourenço Marques com um....um...cão comprido.

Junho 20, 2011

O PROF RUI BAPTISTA CELEBRA OS 80 ANOS

Filed under: 2010 anos, DESPORTO MOÇAMBIQUE, Rui Baptista — ABM @ 1:23 pm

Foto gentilmente cedida pelo Prof. Rui Baptista.

O Prof. Rui Baptista no dia em que apagou 80 velas - No dia 19 de Maio de 2011. Parabéns atrasadamente. Como vêem, os pesos e os halteres resultam bem...

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