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Setembro 11, 2010

CHIQUINHO CONDE

Filed under: 2000 anos, Chiquinho Conde — ABM @ 1:44 pm

Chiquinho Conde

Escreve Paulo Jorge Santos no sítio Futebol Mais:

Chiquinho Conde pegou na equipa a meio da época e levou-a ao título, o segundo consecutivo e nono da história. «Fizemos uma recuperação sensacional» Está livre para o… Sporting!

Chiquinho Conde chegou, viu e venceu! Avançado que fez quase toda a carreira em Portugal, onde, por exemplo, vestiu a camisola do Sporting duas épocas (1994/95 e 1995/96), o moçambicano, de 43 anos, pendurou as chuteiras em 2004 e ficou ligado ao futebol, na pele de treinador.

Após passagens pelo Maxaquene (2005) e Desportivo Maputo (2008), no início de 2009 foi convidado para dirigir os escalões de formação do Ferroviário. Só que no final da primeira volta do Moçambola saltou para o comando da principal equipa, na altura na quinta posição, a sete pontos do líder. E poucos acreditariam que, após 13 jogos, Chiquinho Conde comemorasse o título, com três pontos de vantagem sobre o Desportivo, quatro sobre o Costa do Sol (o antigo Benfica da era colonial) e sete sobre a Liga Muçulmana, que contou com um treinador português: Manuel Gonçalves Gomes, vulgo Neca.

Mas foi o que aconteceu no último domingo, após o empate (1-1) no derby de Maputo, frente ao Desportivo. «Fizemos uma recuperação sensacional. Em 13 jogos, ganhámos nove, empatámos três e perdemos um. E ainda temos a final da Taça [n. d. r.: a 22 de Novembro, dia em que Chiquinho Conde completa 44 anos, frente ao Costa do Sol]. E como dizem, as finais são para ganhar», começou por afirmar Chiquinho Conde, na ressaca da festa do bicampeonato.

Assumindo-se como «ambicioso», o ex-capitão dos Mambas não vê o dia de regressar a Portugal – chega no final do mês para gozar férias -, para ficar em definitivo: «A minha formação como jogador foi em Portugal e é lá [n. d. r.: quando a A BOLA falou com Chiquinho Conde o treinador estava em Moçambique] que está a minha família. Não escondo que quero treinar em Portugal. Vim para Moçambique porque tive uma oportunidade, ao contrário do que aconteceu em Portugal, onde não recebi qualquer proposta. Se não tiver qualquer convite de Portugal continuo em Moçambique e no Ferroviário, até porque já começámos a preparar a próxima época, na qual vamos participar na Liga dos Campeões africanos.»

(fim)

Gostava de mencionar o seu irmão, Almiro, com quem convivi muito em Moçambique e que é um verdadeiro activista do futebol de salão.

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