THE DELAGOA BAY COMPANY

Maio 13, 2018

SPORTING CLUBE DE LOURENÇO MARQUES: UMA BREVE HISTÓRIA

O original deste interessante texto encontra-se no sítio Forum SCP AQUI e é copiado com vénia ao autor, que não sei quem é. Os títulos, as imagens e alguma edição menor são meus. De destacar que alterei a data da fundação do Sporting de 3 para 6 de Maio de 1920, que é a data que o clube sempre indicou como sendo a data.

História do Sporting Clube de Lourenço Marques

As origens do Sporting Clube de Lourenço Marques encontram-se em 1915, quando um grupo de estudantes do Liceu 5 de Outubro formaram uma equipa de futebol, a que decidiram chamar Sporting, por a maioria ser adepta do Sporting Clube de Portugal. Esse grupo incluía Jorge Belo, Júlio Belo, José Agent, António Amorim, Manuel Dias, João Amorim, Abel Cardoso, Luís Cardoso, Luís Maria da Silva, João Carvalho, José Roque de Aguiar, e A. Gonçalves.

Este foi o núcleo que, cinco anos depois, sendo o Sporting Clube de Lourenço Marques já um clube importante na região, decidiu legalizar o clube. No dia 6 de Maio de 1920, considerado nos estatutos como a data oficial da fundação do clube, vinte sócios fundadores realizaram uma assembleia geral onde foram votados os estatutos, cuja aprovação foi requerida ao Governador-Geral a 15 desse mês e a qual foi concedida em 21 de Julho de 1920.

Esses fundadores foram Jorge Belo, Joaquim Duarte Saúde, José Roque de Aguiar, Peter Mangos, António José de Sousa Amorim, Alberto Gonçalves Túbio, Júlio Belo, José Nicolau Argent, Edmundo Dantes Couto, Manuel Sousa Martins, José Miguens Jorge, José Mendes Felizardo Martins, Alfredo Carlos Sequeira, João Carvalho, Manuel Dias, José Lopes, António Pimenta Freire, Augusto Gendre Ferreira, António Maria Veiga Peres, Abílio Carmo, João de Freitas e Fernando de Figueiredo Magalhães.

Note-se que a maioria dos fundadores era menor de idade, e o requerimento de legalização foi subscrito por pessoas que não participaram na reunião fundacional de 6 de Maio.

Rapidamente o Sporting de Lourenço Marques se tornou num dos mais importantes clubes desportivos de Moçambique, não se limitando ao futebol.

Em Março de 1923 o Dr. Aurélio Galhardo encetou negociações com o clube moçambicano para que este se tornasse Filial leonina. Assim, o Sporting Clube de Lourenço Marques tornou-se a Filial nº 6 do Sporting Clube de Portugal, e assim se manteve até 1975.

Detalhe de uma peça do suplemento do Notícias de Lourenço Marques, alusiva à inaugração, em Julho de 1933, da nova sede e campo de futebol do Sporting LM.

Em 1975, já após a independência de Moçambique, tornou-se Sporting Clube de Maputo, para em 1977 assumir a designação actual – Clube de Desportos da Maxaquene. Entre Dezembro de 1981 e Fevereiro e 1982, o clube chamou-se Asas de Moçambique, voltando a ser Maxaquene após três meses como Asas. O Maxaquene adoptou como cores o azul e vermelho, mantendo actividade desportiva nas modalidades de futebol e andebol.

Afinal Black was Beautiful in Sporting LM ?

Segundo os testemunhos de antigos jogadores de futebol do Sporting de Lourenço Marques, Naldo Quana, Joaquim Aloi, Miguel Vaz e Leovelgildo Ferreira, que transitaram para o Maxaquene, antes da independência o clube “era selectivo. Para os negros jogarem no Sporting ou tinham que ser jogadores com a qualidade de Eusébio da Silva Ferreira ou, então, tinham que ter alguém que os apadrinhasse”. Os seus dirigentes e atletas proviriam principalmente da Polícia e dos Serviços Municipalizados de Água e Electricidade (SMAE).

No entanto, isto era decorrente, não de uma decisão do Sporting de Lourenço Marques, mas sim de uma “proibição da utilização de negros sem alvará de assimilação” no futebol.

Efectivamente, José Craveirinha, um dos maiores poetas de Moçambique e figura maior da literatura de língua portuguesa, galardoado em 1991 com o Prémio Camões, enalteceu “o rasgo de puro e desassombrado desportivismo” que representara, na época de 1951/52, o “caso absolutamente ímpar” da “apresentação, nas pistas de atletismo, de alguns atletas negros puros, envergando a alegadamente tão susceptível, até aí, camisola do Sporting local.” Mais ainda, os sino-moçambicanos de Lourenço Marques praticavam desporto no Sporting.

Futebol

O Sporting de Lourenço Marques foi um dos mais importantes clubes de futebol de Moçambique, tendo conquistado múltiplos troféus. Chegou a participar na Taça de Portugal: de acordo com Nuno Martins, jogador/treinador, “cabia na maior parte das vezes a Moçambique decidir com Angola a oportunidade de jogar os oitavos-de-final da Taça de Portugal aqui no Continente. Ganhei duas vezes, por duas vezes vim com o Sporting de Lourenço Marques à Taça de Portugal. A primeira, da qual fez parte o Eusébio, tenho até a placa de quando cá viemos. Nessa primeira vez jogámos com o Belenenses nos quartos-de-final, na segunda jogámos com o Sporting Clube de Portugal e fizemos de Alvalade ‘a nossa casa’, embora tivéssemos ficado alojados no Vila Parque e no Parque Eduardo VII, ficámos alojados nessa unidade hoteleira, mas servimo-nos de Alvalade como nossa casa para tudo o que fosse preciso, cuidados primários de assistência e até dos próprios treinos. Recordo-me ainda com mais saudade dessa eliminatória frente ao Sporting para a Taça de Portugal, porque perdemos a primeira mão em Alvalade num sábado por 3-1, e recebi um telegrama vindo da rapaziada de um café da Baixa de Lourenço Marques, ao meu cuidado, a pedir que prescindíssemos da 2ª mão porque a derrota por 3-1 era suficiente e todos já estavam galvanizados, entusiasmados. Mas não, fizemos a 2ª mão, como era obrigatório, e perdemos por 3-2, e por duas vezes tivemos o 3-3 nos pés”.

Moçambique era nessa altura um viveiro de talentos futebolísticos. Jogadores que depois vieram jogar pelo Sporting Clube de Portugal incluiram, por exemplo, Juca, que começou no Sporting de Lourenço Marques como guarda-redes, mas que, tendo como concorrente o Costa Pereira que depois representou o Benfica e a Selecção Nacional, passou para médio, lugar onde fez uma brilhante carreira. Hilário, que se tinha estreado como júnior no Atlético, transferiu-se para o Sporting de Lourenço Marques a troco de um emprego nos SMAE, e da Filial nº 6 foi para a casa-mãe. Outros jogadores do que fizeram o mesmo caminho foram por exemplo Morais Alves e Armando Manhiça.

Hilário, na 2ª Série de Ídolos do Desporto”, 24 de Outubro de 1959. Estava hà cerca de um ano no Sporting.

O Caso do Eusébio

No entanto, o mais famoso jogador do Sporting Clube de Lourenço Marques foi, para além de Hilário, o Eusébio,  que se notabilizou ao serviço do Benfica e da Selecção Nacional.

O jovem Eusébio.

Eusébio chegou ao Sporting de Lourenço Marques em 1958, depois de ter sido rejeitado pelo vizinho Grupo Desportivo Lourenço Marques, actual Grupo Desportivo de Maputo. No Sporting, Eusébio jogou durante somente duas temporadas no escalão de juniores, quando tinha 16/17 ou 17/18 anos de idade. Foi aí que Eusébio aprimorou, sozinho, o seu potente remate com o pé direito, pegando em três bolas e ensaiando remates de meio-campo para uma baliza sem guarda-redes.

A equipa de futebol do Sporting de Lourenço Marques, cerca de 1960. Atrás, à esquerda, a sede do Clube, inaugurada em 1933.

A história da sua transferência do Sporting de Lourenço Marques para o Benfica é pouco clara, mas diz-se que teria sido “raptado” por elementos do clube encarnado para embarcar no avião horas antes do check-in dos passageiros com destino à Metrópole. Isto é negado pelo próprio, que disse, com clara falta de memória pelas cores que primeiro envergou, “dizem que fui roubado pelo Benfica, mas foi ao contrário. O Sporting é que queria raptar-me, mas não conseguiu porque não gosto nada do Sporting.” Certo é que o Sporting de Lourenço Marques utilizou o dinheiro que recebeu por esta transferência para construir o seu Pavilhão dos Desportos.

O estádio coberto do Sporting LM inaugurado nos anos 60, pago em parte, segundo o texto, com a receita da transferência de Eusébio. Em primeiro plano, o campo de futebol, inaugurado cerca de Julho de 1933.

Numa entrevista ao Expresso publicado no dia 12 de Novembro de 2011, Eusébio declarou que o Sporting de Lourenço Marques “era o clube da Polícia e dos racistas”. Estas afirmações foram prontamente desmentidas por antigos jogadores do clube que com ele lá jogaram. Entre eles contam-se Hilário, que disse “o Eusébio não sofreu na pele essa situação” e, segundo as suas próprias palavras “fui o primeiro preto a jogar no Sporting de Lourenço Marques e sempre fui muito bem tratado. (…) Depois de mim, foram muitos pretos, brancos e mulatos que ingressaram no Sporting de Lourenço Marques.” Também Braga Borges, antigo jogador do Sporting de Lourenço Marques, declarou “Se éramos um clube elitista e racista, ele que explique então porque saíram do “seu” Desportivo, para jogar no Sporting, o Satar e o Merali, que eram indianos, e o Sérgio Albasini, que era mestiço. Eu avivo-lhe a memória: a dupla de centrais era composta por Satar (indiano) e Rangel (misto/chinês); o avançado centro, Maurício, era preto (para não falar do próprio Eusébio); havia ainda Morais Alves, Roberto da Mata, Madala, etc. etc. etc., todos de raças diferentes. (…) Então e quando o Sporting era convidado a participar em torneios na África do Sul (na época do apartheid) e uma das exigências para a participação era a equipa não incluir atletas pretos, o que é que os dirigentes do Sporting faziam? Não ia ninguém, declinava os convites!”

Satar.

 

Sérgio Albasini.

Basquetebol

O Sporting Clube de Lourenço Marques desenvolvia não apenas o futebol, mas diversas outras modalidades. Foi um clube emblemático do basquetebol português dos anos 1960 e 1970, começando em 1962, ao vencer a Taça de Portugal. A partir da época de 1965/66 foi criada, pela Federação Portuguesa de Basquetebol, a Fase Final do Campeonato Nacional que englobava o Campeão da Metrópole, o de Angola e o de Moçambique e que se realizaria pela primeira vez em Lisboa. O Sporting Clube de Lourenço Marques veio a conquistar o título máximo nacional por quatro vezes, uma das quais acabou por não contar devido a protesto.

Uma grande equipa de basquet do Sporting LM.

Pontificavam entre outros Mário Albuquerque, um dos melhores basquetebolistas portugueses de todos os tempos, Nélson Serra, eleito atleta de Moçambique do Ano em 1972, Rui Pinheiro, Tomané e Luís Almeida. Todos estes jogadores transitaram para a equipa de Basquetebol do Sporting Clube de Portugal que ganhou uma série de troféus, começando com a Taça de Portugal em 1974/75 e o Campeonato Nacional em 1975/76, menos Luís Almeida que chegou a treinar com o Sporting mas acabou por não ficar. Ao responder à pergunta “Qual foi a melhor equipa da qual fez parte?”, Rui Pinheiro respondeu “a do Sporting Clube de Lourenço Marques, sem dúvida. Esperando não me esquecer de ninguém, a equipa era composta por, além de mim: Mário Albuquerque, Nelson Serra, Tomané, Victor Morgado, Terry Jonshon, João Romão, Luís Almeida, Belmiro Simango, Morais e Periquito.”

Jogadoras de basquet do Sporting LM, anos 50. Imagem do inigualável Francisco Velasco.

Outras modalidades

O Sporting Clube de Lourenço Marques teve ainda secções de Hóquei em Patins, onde Francisco Velasco, várias vezes Campeão Latino, Europeu e Mundial, foi treinador-jogador a partir de 1964; de Atletismo; de Natação, que treinava na piscina dos Velhos Colonos, hoje da Associação de Natação de Maputo; de Tiro, com uma carreira de tiro inaugurada em 1952, e ainda de Judo.

Convite para a inauguração da carreira de tiro do Sporting LM, 1952.

Palmarés de Futebol

Campeão Distrital de Lourenço Marques em 1922, 1930, 1933, 1938, 1940, 1943, 1948, 1953, e 1960
Campeão de Moçambique em 1960 e 1962

 

Referências

Jornal Sporting de 24 de Dezembro de 1971
O futebol português em Moçambique como memória social, Nuno Domingos, Cadernos de Estudos Africanos, 9/10 (2006) 113-127
Livro de ouro do Mundo Português – Moçambique, p. 57
Ver a Tábua Biográfica da Fotobiografia do Sporting Clube de Portugal, Rui Guedes, Publicações Dom Quixote – Intercultura, 1988.
No site do Maxaquene.
Ver Triplo V
Gazeta da comunidade chinesa de Moçambique, Nº 2, Verão 2003.
Ver entrevista.
Correio da Manhã de 4 de Dezembro de 2008
Expresso, Revista Única de 12 de Novembro de 2011
Jornal Sporting de 22 de Novembro de 2011
Expresso on-line 30 de novembro de 2011
Planeta Basket
Revista Tempo nº 83 de 9 Abril de 1972.
Ver o Armazém Leonino e o blogue Delagoa Bay
Ver entrevista no Planeta Basket
Ver a sua biografia
Ver o blogue Delagoa Bay

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Janeiro 3, 2012

A SELECÇÃO DE PORTUGAL DE 1966 E O INGREDIENTE MOÇAMBICANO

Foto do grande Vicente Lucas.

Grato aos nossos amigos que escreveram e ajudaram a colocar os nomes.

A Selecção Nacional de Portugal, 1966. De pé, da esquerda: Germano (Capitão), Jaime Graça, Festas, Hilário da Conceição, Vicente Lucas e José Pereira. De joelhos: José Augusto, Torres, Eusébio, Mário Coluna e Simões.

Novembro 25, 2011

DIÁLOGOS COM A HISTÓRIA: EUSÉBIO E HILÁRIO

Com vénia, e dada a sua importância, em seguida pode-se ler 1) a magnífica entrevista, conduzida por Pedro Candeias e Bruno Roseiro, ao Eusébio, publicada há uma semana na Revista Única, que acompanha o semanário Expresso de Lisboa, 2) no fim, os comentários do não menos grande Hilário, relacionados com afirmações feitas na entrevista concedida pelo Eusébio, feitas ao Expresso e A Bola e publicadas no dia 23 de Novembro de 2011.

A capa da revista Única, do Expresso, há uma semana.

página 41

Página 42

Página 43

Página 44.

Página 44 "A". O Rei.

Página 45.

Página 46.

Página 47.

Página 48.

Página 49 (última).

Hilário. Foto ASF em A Bola, com vénia.

HILÁRIO COMENTA

Cito o Expresso de 23 de Novembro de 2011:

Hilário da Conceição desmentiu as acusações de racismo no Sporting de Lourenço Marques, feitas por Eusébio em entrevista ao Expresso, na semana passada, e revelou que o jogador esteve muito perto de assinar pelo Sporting, quando já estava em Portugal.

O ex-companheiro do “Pantera Negra” diz, em entrevista ao jornal oficial do Sporting, que não percebe as declarações de Eusébio ao Expresso. “O Eusébio deve estar traumatizado por outras questões. Ele não foi tratado no Sporting com racismo. Ele é mais novo do que eu três anos, o que significa que quando representou o Sporting de Lourenço Marques já eu tinha lá estado e tinha sido muito bem tratado”, declara o antigo defesa-esquerdo internacional.

Hilário conta que ele foi “o primeiro preto” a chegar ao Sporting de Lourenço Marques, “um clube da alta sociedade moçambicana”, e que nunca teve qualquer problema com isso.

O ex-jogador do Sporting esclareceu também a história da chegada de Eusébio a Portugal, para ingressar no Benfica, porque “Eusébio conta mal a história”. Hilário revela que tentou trazer o “Pantera Negra” para o clube de Alvalade mas o então presidente do Sporting, Brás de Medeiros, só aceitava que a “fera” – como lhe chamava Hilário – viesse primeiro fazer testes.

Eusébio queria vir já com contrato assinado, pelo que o negócio não se realizou. Mais tarde, “o Bella Guttman falou de Eusébio ao presidente do Benfica, que recomendou logo a vinda do Eusébio por qualquer preço. Então, o Benfica chegou ao pé do Eusébio, deu-lhe dinheiro e este comprou logo um prédio e uma vivenda. A mãe do Eusébio assinou os documentos e lá veio ele para Portugal.”

Já em Portugal – depois de ter viajado com o nome de “Rute” -, Eusébio esteve a um passo de assinar pelo Sporting, contou Hilário. “O Sporting oferecia-lhe dez vez mais do que o Benfica, dava dinheiro à mãe, e o Eusébio, com esse dinheiro, podia devolver o dinheiro que o Benfica lhe deu e ainda ficaria com algum para viver. Depois de estar em Lisboa, falei com o Eusébio (para ser jogador do Sporting Clube de Portugal) e ele aceitou.”

Hilário, segundo o relato feito ao jornal do Sporting, dirigiu-se ao lar do Benfica onde estava hospedado Eusébio e trouxe-o consigo, mas os responsáveis do Sporting não conseguiram contatar a filial moçambicana de Lourenço Marques para que autorizasse a transferência.

Por isso, Hilário voltou a levar Eusébio para o lar do Benfica, apenas para pernoitar. Grande “ingenuidade” minha, admitiu: “No Benfica, já tinham dado pela falta dele e quando ele apareceu esconderam-no no Algarve, numa casa de férias do Domingos Claudino (antigo dirigente ‘encarnado’). O Benfica não queria que eu tivesse contactos com o Eusébio. O Benfica acaba por segurar o Eusébio pelo impasse do telefonema. Se tivéssemos conseguido entrar em contato com Moçambique, naquelas 24 horas ele teria sido jogador do Sporting.”

E ainda Hilário analisado e citado n’A Bola:

Após a entrevista de Eusébio na revista Única, do Expresso, em que o Pantera Negra afirmou não gostar do Sporting por ser «um clube de elite, da polícia e racista», surge agora a resposta de Hilário da Conceição, que levou Eusébio para o Sporting de Lourenço Marques.

«Fui o primeiro preto a jogar no Sporting de Lourenço Marques e sempre fui bem tratado. Ele não foi tratado no Sporting com racismo», afirma o antigo defesa-esquerdo dos leões e da Selecção Nacional em entrevista ao Jornal Sporting, que estará amanhã nas bancas.

O jornal afirma ainda que Hilário da Conceição «conta a história da vinda de Eusébio de Moçambique para Portugal continental, entre outros temas».

Outubro 10, 2011

HILÁRIO, JOGADOR DE MOÇAMBIQUE, BRILHOU EM PORTUGAL, ANOS 1960

Filed under: 1960 anos, FUTEBOL MOÇAMBIQUE, Hilário — ABM @ 7:06 pm

Foto obtida do excelente sítio Armazém Leonino.

 

 

Hilário.

Setembro 6, 2011

O PORTUGAL-COREIA DO NORTE SEGUIDO EM MUECATE, 1966

A primeira fotografia é do arquivo de Rui de Campos, que gentilmente o disponibilizou. De realce a grande fotografia que o Tozé Costa Silva enviou do Jerónimo (amigo do meu pai) com o grande Hilário, O resto é meu ou veio da minha pesca internética.

Aqui evoca-se o mais famoso jogo de qualquer selecção de futebol portuguesa e provavelmente de qualquer jogo de um mundial. Provavelmente na mais moçambicana de todas as selecções portuguesas: os quartos-de-final do Campeonato Mundial de Futebol em 1966, em que a equipa portuguesa jogou contra a Coreia do Norte.

Ao fim da tarde daquele domingo, dia 23 de Julho de 1966, na pequena localidade de Muecate, em Moçambique, os pais do Rui de Campos, no centro, celebram com os amigos a inacreditável vitória de Portugal em Liverpool por 5 a 3 à Coreia do Norte, quando no intervalo o resultado era de 3-0 a favor dos norte-coreanos. Em Moçambique, o jogo foi seguido pela rádio e em ondas curtas pela Emissora Nacional.

Mário Coluna, o timoneiro da equipa.

Neste jogo, Eusébio marcou quatro dos cinco golos e assegurou a vitória sobre os norte-coreanos. Em Moçambique, foi uma loucura.

Mais sorte teve o pai Botelho de Melo, que foi a Inglaterra ver o Mundial de 1966 e que estava na audiência em Liverpool quando a equipa chefiada por Mário Coluna derrotou a selecção da Coreia do Norte naquele domingo há .... 45 anos. Aqui ele posa em Piccadilly Circus, no centro de Londres.

 

Jerónimo, um amigo do pai Melo de Moçambique e Joanesburgo, e o grande Hilário,, numa rua em Londres, durante o Mundial de 1966.

Março 25, 2011

COLUNA, EUSÉBIO, HILÁRIO E OS RAPAZES DO MUNDIAL DE 1966

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Janeiro 26, 2010

HILÁRIO

Filed under: Hilário — ABM @ 8:48 pm

O jogador Hilário

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