THE DELAGOA BAY COMPANY

Janeiro 3, 2012

A SELECÇÃO DE PORTUGAL DE 1966 E O INGREDIENTE MOÇAMBICANO

Foto do grande Vicente Lucas.

Grato aos nossos amigos que escreveram e ajudaram a colocar os nomes.

A Selecção Nacional de Portugal, 1966. De pé, da esquerda: Germano (Capitão), Jaime Graça, Festas, Hilário da Conceição, Vicente Lucas e José Pereira. De joelhos: José Augusto, Torres, Eusébio, Mário Coluna e Simões.

Novembro 25, 2011

DIÁLOGOS COM A HISTÓRIA: EUSÉBIO E HILÁRIO

Com vénia, e dada a sua importância, em seguida pode-se ler 1) a magnífica entrevista, conduzida por Pedro Candeias e Bruno Roseiro, ao Eusébio, publicada há uma semana na Revista Única, que acompanha o semanário Expresso de Lisboa, 2) no fim, os comentários do não menos grande Hilário, relacionados com afirmações feitas na entrevista concedida pelo Eusébio, feitas ao Expresso e A Bola e publicadas no dia 23 de Novembro de 2011.

A capa da revista Única, do Expresso, há uma semana.

página 41

Página 42

Página 43

Página 44.

Página 44 "A". O Rei.

Página 45.

Página 46.

Página 47.

Página 48.

Página 49 (última).

Hilário. Foto ASF em A Bola, com vénia.

HILÁRIO COMENTA

Cito o Expresso de 23 de Novembro de 2011:

Hilário da Conceição desmentiu as acusações de racismo no Sporting de Lourenço Marques, feitas por Eusébio em entrevista ao Expresso, na semana passada, e revelou que o jogador esteve muito perto de assinar pelo Sporting, quando já estava em Portugal.

O ex-companheiro do “Pantera Negra” diz, em entrevista ao jornal oficial do Sporting, que não percebe as declarações de Eusébio ao Expresso. “O Eusébio deve estar traumatizado por outras questões. Ele não foi tratado no Sporting com racismo. Ele é mais novo do que eu três anos, o que significa que quando representou o Sporting de Lourenço Marques já eu tinha lá estado e tinha sido muito bem tratado”, declara o antigo defesa-esquerdo internacional.

Hilário conta que ele foi “o primeiro preto” a chegar ao Sporting de Lourenço Marques, “um clube da alta sociedade moçambicana”, e que nunca teve qualquer problema com isso.

O ex-jogador do Sporting esclareceu também a história da chegada de Eusébio a Portugal, para ingressar no Benfica, porque “Eusébio conta mal a história”. Hilário revela que tentou trazer o “Pantera Negra” para o clube de Alvalade mas o então presidente do Sporting, Brás de Medeiros, só aceitava que a “fera” – como lhe chamava Hilário – viesse primeiro fazer testes.

Eusébio queria vir já com contrato assinado, pelo que o negócio não se realizou. Mais tarde, “o Bella Guttman falou de Eusébio ao presidente do Benfica, que recomendou logo a vinda do Eusébio por qualquer preço. Então, o Benfica chegou ao pé do Eusébio, deu-lhe dinheiro e este comprou logo um prédio e uma vivenda. A mãe do Eusébio assinou os documentos e lá veio ele para Portugal.”

Já em Portugal – depois de ter viajado com o nome de “Rute” -, Eusébio esteve a um passo de assinar pelo Sporting, contou Hilário. “O Sporting oferecia-lhe dez vez mais do que o Benfica, dava dinheiro à mãe, e o Eusébio, com esse dinheiro, podia devolver o dinheiro que o Benfica lhe deu e ainda ficaria com algum para viver. Depois de estar em Lisboa, falei com o Eusébio (para ser jogador do Sporting Clube de Portugal) e ele aceitou.”

Hilário, segundo o relato feito ao jornal do Sporting, dirigiu-se ao lar do Benfica onde estava hospedado Eusébio e trouxe-o consigo, mas os responsáveis do Sporting não conseguiram contatar a filial moçambicana de Lourenço Marques para que autorizasse a transferência.

Por isso, Hilário voltou a levar Eusébio para o lar do Benfica, apenas para pernoitar. Grande “ingenuidade” minha, admitiu: “No Benfica, já tinham dado pela falta dele e quando ele apareceu esconderam-no no Algarve, numa casa de férias do Domingos Claudino (antigo dirigente ‘encarnado’). O Benfica não queria que eu tivesse contactos com o Eusébio. O Benfica acaba por segurar o Eusébio pelo impasse do telefonema. Se tivéssemos conseguido entrar em contato com Moçambique, naquelas 24 horas ele teria sido jogador do Sporting.”

E ainda Hilário analisado e citado n’A Bola:

Após a entrevista de Eusébio na revista Única, do Expresso, em que o Pantera Negra afirmou não gostar do Sporting por ser «um clube de elite, da polícia e racista», surge agora a resposta de Hilário da Conceição, que levou Eusébio para o Sporting de Lourenço Marques.

«Fui o primeiro preto a jogar no Sporting de Lourenço Marques e sempre fui bem tratado. Ele não foi tratado no Sporting com racismo», afirma o antigo defesa-esquerdo dos leões e da Selecção Nacional em entrevista ao Jornal Sporting, que estará amanhã nas bancas.

O jornal afirma ainda que Hilário da Conceição «conta a história da vinda de Eusébio de Moçambique para Portugal continental, entre outros temas».

Outubro 10, 2011

HILÁRIO, JOGADOR DE MOÇAMBIQUE, BRILHOU EM PORTUGAL, ANOS 1960

Filed under: 1960 anos, FUTEBOL MOÇAMBIQUE, Hilário — ABM @ 7:06 pm

Foto obtida do excelente sítio Armazém Leonino.

 

 

Hilário.

Setembro 6, 2011

O PORTUGAL-COREIA DO NORTE SEGUIDO EM MUECATE, 1966

A primeira fotografia é do arquivo de Rui de Campos, que gentilmente o disponibilizou. De realce a grande fotografia que o Tozé Costa Silva enviou do Jerónimo (amigo do meu pai) com o grande Hilário, O resto é meu ou veio da minha pesca internética.

Aqui evoca-se o mais famoso jogo de qualquer selecção de futebol portuguesa e provavelmente de qualquer jogo de um mundial. Provavelmente na mais moçambicana de todas as selecções portuguesas: os quartos-de-final do Campeonato Mundial de Futebol em 1966, em que a equipa portuguesa jogou contra a Coreia do Norte.

Ao fim da tarde daquele domingo, dia 23 de Julho de 1966, na pequena localidade de Muecate, em Moçambique, os pais do Rui de Campos, no centro, celebram com os amigos a inacreditável vitória de Portugal em Liverpool por 5 a 3 à Coreia do Norte, quando no intervalo o resultado era de 3-0 a favor dos norte-coreanos. Em Moçambique, o jogo foi seguido pela rádio e em ondas curtas pela Emissora Nacional.

Mário Coluna, o timoneiro da equipa.

Neste jogo, Eusébio marcou quatro dos cinco golos e assegurou a vitória sobre os norte-coreanos. Em Moçambique, foi uma loucura.

Mais sorte teve o pai Botelho de Melo, que foi a Inglaterra ver o Mundial de 1966 e que estava na audiência em Liverpool quando a equipa chefiada por Mário Coluna derrotou a selecção da Coreia do Norte naquele domingo há .... 45 anos. Aqui ele posa em Piccadilly Circus, no centro de Londres.

 

Jerónimo, um amigo do pai Melo de Moçambique e Joanesburgo, e o grande Hilário,, numa rua em Londres, durante o Mundial de 1966.

Março 25, 2011

COLUNA, EUSÉBIO, HILÁRIO E OS RAPAZES DO MUNDIAL DE 1966

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Janeiro 26, 2010

HILÁRIO

Filed under: Hilário — ABM @ 8:48 pm

O jogador Hilário

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