THE DELAGOA BAY COMPANY

Março 5, 2017

O CAMPO DE HÓQUEI EM PATINS DO VARIETÁ EM LOURENÇO MARQUES, 1911

Filed under: Francisco Velasco, Skating Ring Varietá 1911 — ABM @ 12:37 am

Esta é uma raríssima fotografia (a única que vi até hoje) do interior do Skating Ring e Cinematógrafo Varietá em Lourenço Marques, local onde se terão realizado os primeiros jogos de hóquei em patins em todo o território português.

Na realidade o espaço, na Rua Araújo em Lourenço Marques, era multi-usos. Quando não havia jogos de hóquei, as pessoas podiam dar voltas com os seus patins, havia festas, jantares, projectavam-se filmes e fazia-se teatro.

Dois anos depois desta foto ter sido tirada, o empresário italiano Pietro Buffa Buccellato edificou no mesmo local o Teatro Varietá.

Fico eternamente ao Paulo Azevedo, como eu um aficionado das pesquisas de Moçambique e que gentilmente a captou e a cedeu para colocação neste blogue.

E dedico esta imagem ao Campeoníssimo Francisco Velasco, mago do hóquei em patins que elevou tão alto a fasquia da excelência para gerações de atletas em todos os desportos em Moçambique.

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Anúncio colocado creio que no Lourenço Marques Guardian, 1911. Noticia a projecção de um filme (a coroação do Rei Jorge V da Grã-Bretanha), no dia seguinte uma misteriosa Ladies’ Night, seguida no dia seguinte por um jogo de hóquei em patins, homens contra senhoras.

No seu magnífico blogue, daqui, transcrevo uma nota preparada pelo Grande Francisco Velasco:

Velasco on Varietá Players

Os primeiros jogadores de hóquei em Lourenço Marques.

No que se refere a Inglaterra:

Da obra de Roger Pout, The early Years of English Roller Hockey, um magnífico estudo sobre os primeiros anos da modalidade, na Inglaterra, infere-se que o primeiro desafio de hóquei em patins de rodas, ocorreu em 1885 e que, no anos seguinte, um grupo de entusiastas elaborou um conjunto de “regras de jogo” que seriam aplicadas nas partidas que pretendiam organizar. Assim, o Hóquei em Patins foi jogado pela primeira vez de forma organizada, em 1886 e estes entusiastas podem ser considerados como os pioneiros da actual Associação Amadora de Rink Hockey, formada em 1904.

No que se refere a Moçambique, transcrevo do Boletim do SNECI, de Junho de 1955, o seguinte texto:

«Causaria certamente surpresa a muitos aqui em Moçambique residentes e certamente a todos que nos lerem na Metrópole, o conhecimento de que data de há cerca de 43 anos a prática do hóquei patinado nesta Província.

Na realidade a 5 de Outubro de 1912 – vai para 43 anos – inaugurou-se na Rua do Major Araújo o Teatro Varietá que ainda ali existe em funcionamento, agora como cinema.

Decorrido pouco tempo foi ali mandado construir um rinque para a prática do hóquei, rinque que foi o primeiro a ser construído em Lourenço Marques.

Era então de “bom tom” ir passar-se a noite no rinque do “Varietá” para assistir à prática do hóquei patinado.

Foram primeiros praticantes Germâno de Magalhães o grande internacional português há pouco falecido na Metrópole, G. B. Buccellato, o conhecido comerciante e industrial felizmente ainda entre nós, seu irmão já falecido, Francisco Barreto, já falecido e um outro antigo inspector dos CTT, Piedade Barreto, António Valente, actualmente administrador aposentado residindo na Metrópole, Luís de Aguiar Barbosa, ainda entre nós como funcionário dos SMAE, H. Edwards, A. Daintree, H. Scoones e Garcia de Carvalho.

Todos estes hoquistas de há mais de quatro décadas se podem ver nesta fotografia que nos foi gentilmente cedida pelo velho colono José Correia da Veiga, um moço de espírito com quem sempre encanta falar sobre os seus temas predilectos: “Era assim antigamente” ou “Lourenço Marques há 50 anos”.

Setembro 14, 2012

A EQUIPA DE HÓQUEI VENCEDORA DO TORNEIO DE MONTREUX, 1958

Fotografia muito gentilmente enviada por Carla Pinhal e restaurada.

 

Mais do que para Portugal, cuja bandeira representava, esta equipa marcou, com o seu desempenho, um momento seminal no desporto de Moçambique, mesmo num contexto em que, no futebol português, já se afirmava uma nobre e incontornável estirpe moçambicana. De pé, da esquerda: Souto, Abílio Moreira, Velasco, Adrião, Bouçós e Carrelo. De joelhos:Romão Duarte, Passos Viana, Moreira e Vitor Rodrigues. Heróis de uma geração. Veja esta foto em tamanho máximo premindo a imagem com o rato do seu computador.

 

 

Dezembro 10, 2011

O JOGO DE HÓQUEI EM PATINS ENTRE A SELECÇÃO DE LOURENÇO MARQUES E O BENFICA, ABRIL DE 1955

Muito grato a Carlos Mota, que, oportunamente, enviou as duas fotos em baixo.

Bilhete de acesso ao jogo, em Lisboa, entre a Selecção de Lourenço Marques e a equipa do Sport Lisboa e Benfica, 1955. Quinze escuditos.

Dezembro 4, 2011

FRANCISCO VELASCO COMENTA SOBRE O RACISMO NO DESPORTO EM MOÇAMBIQUE NO TEMPO COLONIAL

O superlativo Francisco Velasco.

Em baixo, o comentário do grande campeão de hóquei Francisco Velasco, transcrito de outro local neste blogue (o comentário de Alberto Dias, em relação a uma entrevista de Eusébio à Revista Única no início de Novembro de 2011 e à reacção de Braga Borges).

 

Parte do que está aqui dito [comentário de Alberto Dias, ver AQUI]  possui laivos de verdade, verificando-se contudo uma grande confusão no respeitante a datas.

Antes de mais um abraço ao Alberto Rodrigues, que treinou as minhas primas Abrilete e Maria da Luz e talvez tenha jogado com o meu primo Leonel. Cruzávamos-nos no Clube e envio-te as minhas saudações desportivas.

Colonialismo e Racismo são as faces da mesma moeda. Ambos são dinâmicos, isto é, transformam-se com o decorrer dos anos, diluindo-se ou tornando-se virulentos e basta uma década para verificarem modificações substanciais. Veja-se que hoje, uma grande potência mundial passou, no espaço de 10 anos, de uma nação de liberdades constitucionais adquiridas, para uma em que as mesmas já começaram a ser definitivamente ignoradas ou destruídas, mas esse é outro assunto…

Neste caso do Eusébio, temos de circunscrevermo-nos aos anos em causa: 1959, 1960 em que ele comprovadamente jogou em júniores nesses anos e em séniores em 1961. As fotos de Braga Borges demonstram isso e que não havia o tal apregoado “racismo”. Ponto final.

Reportas-te, Alberto, a 1951. Esses foram tempos diferentes e anteriores aos em causa, e se formos por aí, mais uma década atrás, vamos dar com filas de pretos, acorrentados, que eu via passar à frente da minha porta, quando acordava de manhã cedo para ir para a escola. Caminhavam para trabalho forçado. E se recuares uns tempos mais, vê-los-íamos a serem “caçados” para serem enviados e leiloados em praças espalhadas por certas nações esclavagistas de vários continentes.

Até 1954, o Clube Ferroviário possuía um elenco de hoquistas brancos, se descontarmos o companheiro Labistour. Dois anos depois, 1956, quando assumi o cargo de treinador do CFLM, integrei na equipa atletas não brancos, provenientes das Reservas e Júniores. Tanto quanto pude testemunhar, o elitismo e também o racismo esfumaram-se por esta altura, com a naturalidade do passar de anos de uma sociedade colonialista a braços com a sua própria dinâmica transformadora. Em 1958 não se podia falar de racismo nos clubes. Presumo eu que as condições económicas e o estado psicológico dos pretos, continuamente minimizados e inferiorizados, forçavam-nos à não prática desportiva nos clubes da cidade, com excepção da bola que era praticado por toda a cidade em espaços devolutos que iam capinando para conseguirem uma espécie de campos de futebol.

Quanto ao serviço militar, quero recordar aqui que a ordem colonial estipulava que só brancos e pretos é que prestariam serviço nas forças armadas. Estava excluídos todos os outros. Sucede porém, Alberto, que dois anos antes de teres sido dispensado por excesso de contingente, também eu o fui apesar de ter sido aprovado na inspecção médica. Como me conheciam do desporto só me tiraram o peso e a altura e carimbaram imediatamente a minha integração. FIZERAM BORRADA pois isto tudo sucede quando os “satiaghras” criavam problemas em Dadra e Nagar Aveli, e o Antoninho, o tal dos plainites, deu ordem às estruturas militares para incorporarem todos, mestiços, indianos e chineses e estes todos seriam aquartelados à parte, e não iam para Boane.

O problema deles, em relação a mim, é que, sendo branco, eu iria ficar num aquartelamento de não brancos e isso fez-lhe cócegas na cabecinha e eliminaram-me por excesso de contingente, não se apercebendo que quando eu fiz fila para o exame médico, todos atrás e à frente eram meus companheiros de escola e de folguedos desde tenra idade, onde eu me sentia bem pois nunca usei óculos de cor. Reagi, e o General Raul Martinho, comandante militar, teve de me enfrentar, mas esta é uma história que contarei noutro local.

Não sei porque tu, caro Alberto, foste dispensado dois anos depois de mim, o teu caso talvez fosse diferente, apesar de sermos conterrâneos, natos no mesmo Estado da índia. Ou se calhar seria mesmo excesso de contingente… Olha que o Amadeu Bouçós e o Alberto Moreira não escaparam, tiveram férias em Boane, donde se ausentavam frequentemente, largando armas e bagagens, para ir representar a Selecção Nacional… Acho que nem sequer aprenderam a dar tiros! (risos).

Um grande abraço, amigo Alberto Rodrigues, felicitando-te pela tua carreira dedicada ao Basquetebol.

Posto isto, reitero que «o pontapé do Eusébio falhou o alvo, o que era raro, e bola lá se perdeu por cima da bancada, para fora do Estádio em direcção ao esquecimento onde deverá permanecer», como já tive ocasião de escrever [aqui] no blogue The Delagoa Bay Company.

Novembro 12, 2011

O GRANDE FRANCISCO VELASCO ENTREVISTADO POR PAULO SALVADOR, 2011

A Raposa e o Campeão: Oliveira Salazar e Francisco Velasco cumprimentam-se em Lisboa, anos 1960.

A vida tem destas coisas. Estava calmamente a pesquisar o tema de Ricardo Chibanga, de que esta casa tem pouco, e, via o Gúgele, fui parar eventualmente ao que me pareceu um obscuro sítio onde vejo uma menção do Lívio de Morais (ao casamento de cuja filha fui em Maputo em 2008) e a seguir vejo o nome de Francisco Velasco.

O tal “sítio obscuro”, que para variar se chama “Recordar Angola“, é do (pelo menos para mim) conhecido jornalista da televisão, Paulo Salvador. Que, descobri, faz um programa de entrevistas “one on one” com um número de personalidades, numa estação de rádio chamada Rádio Sim. A primeira surpresa foi, apesar de algumas confusões processuais, aquilo é um tesouro. Tem horas de entrevistas absolutamente fabulosas. A segunda é que Paulo Salvador, que, sem destoar, na televisão obviamente não tem tido as oportunidades que ele obviamente merece (recordo que “merecer” vem de “mérito”, atributo culturalmente pouco apreciado em Portugal) ascende ao seu melhor em termos de erudição e enorme potencial como entrevistador neste formato, produzindo autênticos documentos históricos, ditos na primeira pessoa, pelos seus entrevistados.

E aqui ouvi uma entrevista excepcional com o grande Francisco Velasco, feita por Paulo Salvador, creio que na tarde do dia 17 de Setembro de 2011.

Alguns dos miúdos do hóquei em Lourenço Marques, com quem Velasco conviveu. De pé, da esquerda: Lelito, Arlindo Vicente e Amadeu Bouçós, José Souto e Paredes. Foto que me veio do Carlos Mota e que penosamente mas com prazer restaurei.

Francisco Velasco tem possivelmente o melhor sítio na internet sobre a sua vida e obra – veja AQUI.

Mas esta entrevista, que dura cerca de 40 minutos, mais do que merece ser ouvida. Do princípio ao fim. Especialmente o fim, em que o nosso Velasco foi tão, tão generoso para com o bom povo português e definiu a sua portugalidade.

Para ouvir, o exmo. Leitor prima AQUI.

Paulo Salvador tem que arranjar maneira de colocar este programa na televisão por cabo às quintas-feiras à noite, para mostrar realmente o que ele vale e ajudar a contrariar um pouco o verdadeiro lixo que encontro por lá nessa altura.

E não entendo como um símbolo como Francisco Velasco não é mais celebrado e aproveitado pelo establishment actual do hóquei português.

Novembro 11, 2011

A GERAÇÃO DE OURO DO HÓQUEI DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Fotografia do Manuel Jorge Pereira Batista, restaurada por mim.

 

De pé, da esquerda: Francisco Velasco, Amadeu Bouçós, Fernando Pires, Tito Moreira Rato, Vaz Guedes e Fernando Adrião. De joelhos: Alberto Moreira e Manuel Carrelo.

OS CRAQUES DO HÓQUEI DE MOÇAMBIQUE, ANOS 1960

Fotografia do Carlos Mota, restaurada por mim.

 

A Selecção A e B. De pé, da esquerda: Abílio, Bouçós, Branca, Passos Viana, Adrião e Francisco Velasco. De joelhos: Carrelo, Victor Rodrigues, Paredes, Arlindo Vicente e Romão Duarte.

Outubro 2, 2011

HÓQUEI EM PATINS MOÇAMBICANO EM 4º LUGAR NO MUNDIAL 2011

O setique de Francisco Velasco. Para saber a história veja a ligação em baixo.

 

(

(Para ver a história do setique de Francisco Velasco, um superlativo do hóquei em patins desenvolvido em Moçambique, ver AQUI).

Alfuns comentários sobre o desempenho da equipa de Moçambique em hóquei em patins, que ficou em 4º lugar este fim de semana no Mundial 2011, que se disputou na Argentina.

Sobre o jogo com Portugal, que ganhou por 8 a 2 (jornal Público de Lisboa)

A selecção de Portugal de hóquei em patins goleou Moçambique (9-2) e alcançou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo, que termina com a final entre a Espanha, campeã mundial, e a anfitriã Argentina.

Com o terceiro lugar, a selecção portuguesa, afastada na sexta-feira da final pela Argentina, repete a posição alcançada na última edição do Campeonato do Mundo, em 2009, e também em 2005.

Frente a Moçambique, a surpresa neste Mundial, Portugal, com André Azevedo como novidade no cinco inicial, sofreu um golo aos três minutos, numa execução primorosa de Carlos Saraiva, que endossou a bola para a baliza quando esta ainda viajava pelo ar.

A equipa de Rui Neto reagiu e começou a desenhar a goleada por Luís Viana, na sequência de uma grande penalidade.

Diogo Rafael, estreante num Campeonato do Mundo, fez o 2-1 e o 3-1, numa altura em que Moçambique revelava dificuldades para chegar à baliza de Portugal.

Antes do intervalo, Valter Neves elevou para 4-1, completando uma acção da formação portuguesa, que não precisava de aumentar muito o ritmo do jogo para criar perigo.

No segundo tempo, Portugal continuou a desenvolver o seu jogo com tranquilidade e, quando acelerava a circulação de bola, criava situações de golo.

Por isso, não foi de estranhar que novamente Diogo Rafael marcasse o 5-1 nos minutos iniciais, para depois Caio assinar o 6-1 e Luís Viana bisar com o 7-1.

Com Domingos Pinho na baliza, Carlos Saraiva marcou o segundo golo de Moçambique e assumiu a liderança da lista dos melhores marcadores do Mundial da Argentina, com 13 golos, mais um do que o argentino Alvarez, que joga na final com a Espanha.

Nos últimos minutos, Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros fixaram o resultado, um dia depois da derrota de Portugal frente à Argentina, num jogo em que os portugueses se queixaram muito da arbitragem.

De resto, Fernando Claro, presidente da Federação Portuguesa de Patinagem, disse à RTP que a estrutura vai enviar uma exposição à entidade internacional que superintende a modalidade sobre os erros na arbitragem no jogo com a Argentina.

Sítio “mundook” na internet

A selecção de Portugal de hóquei em patins goleou Moçambique (9-2) e alcançou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo, que termina com a final entre a Espanha, campeã mundial, e a anfitriã Argentina.

Com o terceiro lugar, a selecção portuguesa, afastada na sexta-feira da final pela Argentina, repete a posição alcançada na última edição do Campeonato do Mundo, em 2009, e também em 2005.

Frente a Moçambique, a surpresa neste Mundial, Portugal, com André Azevedo como novidade no cinco inicial, sofreu um golo aos três minutos, numa execução primorosa de Carlos Saraiva, que endossou a bola para a baliza quando esta ainda viajava pelo ar.

A equipa de Rui Neto reagiu e começou a desenhar a goleada por Luís Viana, na sequência de uma grande penalidade.

Diogo Rafael, estreante num Campeonato do Mundo, fez o 2-1 e o 3-1, numa altura em que Moçambique revelava dificuldades para chegar à baliza de Portugal.

Antes do intervalo, Valter Neves elevou para 4-1, completando uma acção da formação portuguesa, que não precisava de aumentar muito o ritmo do jogo para criar perigo.

No segundo tempo, Portugal continuou a desenvolver o seu jogo com tranquilidade e, quando acelerava a circulação de bola, criava situações de golo.

Por isso, não foi de estranhar que novamente Diogo Rafael marcasse o 5-1 nos minutos iniciais, para depois Caio assinar o 6-1 e Luís Viana bisar com o 7-1.

Com Domingos Pinho na baliza, Carlos Saraiva marcou o segundo golo de Moçambique e assumiu a liderança da lista dos melhores marcadores do Mundial da Argentina, com 13 golos, mais um do que o argentino Alvarez, que joga na final com a Espanha.

Nos últimos minutos, Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros fixaram o resultado, um dia depois da derrota de Portugal frente à Argentina, num jogo em que os portugueses se queixaram muito da arbitragem.

De resto, Fernando Claro, presidente da Federação Portuguesa de Patinagem, disse à RTP que a estrutura vai enviar uma exposição à entidade internacional que superintende a modalidade sobre os erros na arbitragem no jogo com a Argentina.

Junho 2, 2011

A EQUIPA DE HÓQUEI DO LICEU SALAZAR COM VELASCO, SOUTO, PAREDES, CALADO E MARINHO, ANOS 50

Foto gentilmente enviada por Óscar Soeiro.

Falta saber quem é o jogador na posição J1. Se por acaso quem ler isto souber, por favor envie uma nota para aqui pois o Óscar Soeiro está curioso (e eu também). Também qual é o primeiro nome (ou apelido)  do Marinho.

Uma grande equipa de hóquei em patins do Liceu Salazar nos anos 50. De pé, da esquerda: O grande Francisco Velasco, Manuel Esteves Souto e Rui Paredes da Silva. De joelhos: J1, Salvador Calado e Marinho.

Abril 16, 2011

OS DESPORTISTAS MAIS POPULARES DE LOURENÇO MARQUES EM 1957

São mencionados neste texto:

Álvaro Brás – salto (o vencedor deste concurso de popularidade)

Francisco Velasco – hóquei

Amadeu Bouçós – hóquei

Eduardo Branco – basquet

e

Luis Pina – basquet

O vencedor do concurso recebeu como prémio uma subscrição de um ano do jornal.

Recorte de um jornal de Lourenço Marques de 8 de Maio de 1957.

A ponta de baixo do texto....

ENCONTRO E ALMOÇO DOS NADADORES DO SPORTING DE LOURENÇO MARQUES E CONVIDADOS ESPECIAIS FRANCISCO VELASCO, FERNANDO MADEIRA EZEQUIEL GAMEIRO DAS NEVES, 16 DE ABRIL DE 2011

Com um cuidadoso planeamento da responsabilidade principalmente dos irmãos Viriato e Sertório da Silveira, realizou-se no sábado, dia 16 de Abril de 2011, um encontro de antigos nadadores do Sporting de Lourenço Marques, da década de 1950-1965.

Entre os convidados de honra do grupo, encontravam-se:

Francisco Velasco, campeoníssimo de hóquei em patins e um expoente do desporto moçambicano (e que tem um fabuloso blogue (ver AQUI) contendo um tesouro de informação sobre o seu percurso pessoal, o hóquei em patins e o desporto em Moçambique antes da Independência). Neste dia, o Francisco Velasco foi “nadador honorário”.

Fernando Madeira, um grande campeão da natação portuguesa.

Ezequiel Gameiro das Neves (Véca), que para além de grande nadador, foi um destacado dirigente da Federação Portuguesa de Natação.

Os presentes receberam um certificado honoris causa da vida. Este era o meu...

O texto que acompanhou os títulos Honoris Causa que foram entregues aos antigos atletas do Sporting e os homenageados.

A Rua da Glória, em Lisboa, onde fica situado a Taverna da Glória, o restaurante no qual se realizou o evento. Estava um daqueles dias de brasa da primavera portuguesa.

A Taverna da Glória. Serviram um excelente repasto.

Imagem 947. Inês Dias, Viriato Silveira, Jorge Mourão e Rui Moreira Cravo.

Imagem 948. Jorge Mourão, Rui Moreira Vravo, José Paulo, Ana Paula (de costas) Nicola Mousaco, Filipe Teixeira (de costas) Júlia Faustino Lopes (de costas) e Manuel Mateus (coberto).

Imagem 949. Ana Paula(de costas) José Paulo, Filipe Teixeira (de costas) Júlia Lopes, Manuel Mateus e Eugénia Barreto.

Imagem 950. Nuno Silveira, Isabel Cunha, Manuel Mateus, Eduardo Horta, o Fotógrafo e Sertório Silveira.

Imagem 951. Eugénia Barreto (de costas) José Rodrigues, Eduardo Horta e Sertório Silveira (de costas).

Imagem 952. O Viriato arranca com as festividades. Viriato Silveira e Nuno Silveira.

Imagem 953. Nuno Silveira, Jorge Mourão e Rui Moreira Cravo.

Imagem 954. Isabel Cunha e à direita, o grande campeão de natação Fernando Madeira.

Imagem 955. Bruno Mousaco, Manuel Mateus e Flávio Trindade (sentado).

Imagem 956. Manuel mateus, Flávio Trindade, fotógrafo, José Rodrigues e Carlos Filipe Teixeira.

Imagem 957. Isabel Cunha e Fernando Madeira.

Imagem 958. Manuel Mateus, Flário Trindade, Fotógrafo, Eduardo Horta (coberto) e José Rodrigues.

Imagem 959. Júlia Lopes, Edmundo Matos, D. Matos, Sertório Silveira (de pé), Inês Dias, Francisco Velasco e Viriato Silveira.

Imagem 960. Francisco Velasco, Viriato Silveira (dando início ao encontro) Eugénia, Nuno, Ezequiel Gameiro das Neves, Jaime Cidrais (em pé) Jorge Mourão e Rui Moreira Cravo.

Imagem 961. Francisco Velasco e Viriato da Silveira.

Imagem 962. Viriato Silveira entrega um diploma a Eugénia barreto.

Imagem 963.Viriato Silveira entrega um diploma a Paula Vidal França (Teixeira).

Imagem 964. Ana Paula Vidal França (Teixeira), uma grande nadadora de Moçambique.

Imagem 965. Lurdes Vidal França, outra das "campeonas" da natação de Moçambique.

Imagem 966. Lurdes Vidal França e Ana Paula Vidal França (Teixeira) duas das primeiras nadadoras que bateram um recorde nacional por Moçambique (em estafetas). Do lado direito Viriato Silveira e Eugénia. Do lado esquerdo, Rui Moreira Cravo e Ezequiel Gameiro das Neves.

Imagem 967. Viriato Silveira entregando um diploma a Lurdes França, Eugénia, Ana Paula, Rui Moreira Cravo, Ezequiel Gameiro das Neves.

Imagem 968. Inês Dias, Francisco Velasco recebendo o Diploma de Honoris Causa de Viriato Silveira, Eugénia Barreto.

Imagem 969. Inês Dias, Francisco Velasco, Viriato Silveira, Eugénia Barreto.

Imagem 970. Inês Dias, Francisco Velasco, Viriato Silveira, Eugénia Barreto, Nuno.

Imagem 971. Álvaro Cidrais, Fernando Madeira, Ana Paula França (Teixiera), Manuel Mateus (de costas) Lurdes França, Flávio Trindade (irmão do celebérrimo tenista de Moçambique, António Trindade).

Imagem 972. Manuel Mateus, Nicola Cousaco, Bruno Cousaco, Flávio Trindade, Artur da Silva Vicente (que jogou hóquei em patins) e, de lado, Eduardo Horta.

Imagem 973. Artur da Silva Vicente , Eduardo Horta, J. Rodrigues, F. Trindade.

Imagem 974. Artur da Silva Vicente , Eduardo Horta, Rodrigues, Flávio.

Imagem 975. Inês, Lurdes, Francisco Velasco (sentado) Paula, Sertório Silveira, Viriato Silveira (sentado) e Eugénia.

Imagem 976. Lourdes, Francisco Velasco, Paula, Sertório e Viriato.

Imagem 977. Lourdes, Francisco Velasco, Paula, Sertório e Viriato.

Imagem 978. Lourdes, Francisco Velasco, Paula, Sertório e Viriato.

Imagem 979. Eduardo Horta, Rodrigues, Cravo, Júlia, D. Matos, Mateus e Fernando Madeira (coberto).

Quando ia para casa, tirei esta fotografia da Ponte sobre o rio Tejo.

Janeiro 17, 2011

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO HÓQUEI EM MOÇAMBIQUE APÓS A INDEPENDÊNCIA

A selecção de hóquei de Moçambique em 1978: Da esq. de pé: Tomé dos Santos, Carlos Alberto Pinto, Américo Dias Tavares, Neutel Simões de Abreu, António Augusto Simões, Sel. Fernando Adrião e massagista João de Brito Mangue; De joelhos: Alfredo Ananíades, Miguel Azevedo Paulo, Arsénio Cristo Esculudes, José Mauro José Carlos Lopes Pereira e João de Deus Boavida. (Foto de Francisco Velasco)

No magnífico sítio de Francisco Velasco, há um canto que contém o que se segue, que este Grande do hóquei publicou no dia 16 de Janeiro de 2011  e que revela dados interessantes sobre a história do hóquei de Moçambique depois da Independência.

A história é verdadeiramente fascinante.

Contém ainda um comentário pelo Zé Carlos Lopes Pereira, que estava lá na altura, e cuja leitura é igualmente obrigatória.

Para ler, prima AQUI.

A EQUIPA DE HÓQUEI DE MOÇAMBIQUE QUE GANHOU O TORNEIO DE MONTREUX EM 1958

Foto de César Morais.

A selecção de Moçambique que ganhou o Torneio de Montreux em 1958. De pé, da Esquerda: Abílio Moreira, Francisco Velasco, Fernando Adrião, Manuel Carrelo, Amadeu Bouçós, Tony Souto. De joelhos: Vasco Romão Duarte, Eduardo Passos Viana, Alberto Moreira e Victor Rodrigues.

A RAPOSA E A GAZELA

Filed under: 1960 anos, Francisco Velasco, HÓQUEI MOÇAMBIQUE — ABM @ 2:33 am

Foto de Jorge Cortez, retocada.

António de Oliveira Salazar e Francisco Velasco cumprimentam-se.

ÍCONES DO HÓQUEI MOÇAMBICANO NO HÓQUEI PORTUGUÊS: MOREIRA, VIANA, BOUÇÓS, ADRIÃO E VELASCO

Foto de Jorge Cortez.

Abílio Rosas Moreira, Eduardo Passos Viana, Amadeu Bouçós, Fernando Adrião e Francisco Velasco.

Novembro 12, 2010

A SELECÇÃO A/B DE HÓQUEI DE MOÇAMBIQUE, ANOS 60

Veja-se os nomes em cima.

OS DEUSES DO HÓQUEI DE MOÇAMBIQUE, 1967

Se houve uma selecção de ouro no hóquei de Moçambique e português foi esta selecção de Moçambique em 1967. Veja-se bem estes nomes: em cima, da esq., Francisco Velasco, Amadeu Bouçós, Fernando Pires, Tito Moreira Rato, Vaz Guedes, Fernando Adrião. Em baixo: Alberto Moreira e Manuel Carrelo. Foto tirada em 1967 no estádio coberto do Sporting em LM para celebrar dez anos de hóquei moçambicano. A casa ia indo abaixo. Dos de cima, só Vaz Guedes não foi "made in" Moçambique.

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