THE DELAGOA BAY COMPANY

Agosto 26, 2017

REUNIÃO DA ASSOCIAÇÃO DE BASQUET DE LOURENÇO MARQUES, 1969

Fotografia de João de Sousa, retocada.

 

Reunião da Associação de Basquetebol de Lourenço Marques, 1969, na altura dirigida pelo Dr. Pereira Leite. A cabeça da mesa, pode-se ver o jornalista João de Sousa.

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Abril 17, 2014

A EQUIPA DE BASQUET INFANTIS DO MALHANGALENE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

Fotografia de João de Sousa, restaurada.

João de Sousa é um jornalista moçambicano, cujo início de carreira passou pela cobertura de muito do desporto em Moçambique, ainda antes da Independência. Actualmente, reside em Maputo.

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Segundo o Leonel Sousa, “Esta é a equipa de basquetebol Infantis do Malhangalene após a vitória no campenato. Esta equipa, com ligeiras alterações, ganhou os 2 campeonatos de Infantis que disputou e os dois campeonatos Provinciais de Juniores. Ganhou tudo até chegarem a Séniores. Equipa Maravilha!”. Aqui vai uma grelha para quem souber os nomes: do lado esquerdo, para o fundo, P1, P2, P3, P4, P5, P6, e P7. Ao fundo da mesa, P8. Do lado direito, na direcção do fundo:  P9, P10, P11, P12, João de Sousa, P14, P15 e P16. Também não sei o ano exacto. A fotografia foi tirada no Restaurante Oceânia, que ficava junto do Clube Naval de Lourenço Marques, anos 60.

Março 23, 2012

SERTÓRIO SILVEIRA: UMA NOTA SOBRE O PROFESSOR RUI BAPTISTA

Sertório Silveira reflecte sobre o Prof. Rui Baptista, em baixo.

A propósito de uma longa entrevista que fiz ao Dr. Rui Baptista (RB), que o Tomané transcreveu aqui no blogue “The Delagoa Bay”, cumpre-me tecer alguns considerandos a respeito da si por poderem não ser do conhecimento da generalidade dos leitores.

Tive o privilégio de o conhecer e tornar-me seu amigo ao longo dos anos.

Em minha opinião, RB foi uma das figuras mais carismáticas do Desporto moçambicano, quer como professor, quer como dirigente desportivo, quer, ainda, como comunicador dos ideais que sempre defendeu com marcante empenho e superior conhecimento de causa, seja através de escritos jornalísticos, de conferências, seja, ainda, como praticante de pesos e halteres (Culturismo) em que se sagrou campeão de Moçambique, na categoria de médios.

Por esse facto, ter eu ficado chocado e até revoltado com a sua não nomeação para presidente do Conselho Provincial de Educação Física (CPEF) depois de ter a sua nomeação sido assinada pelo ministro do Ultramar Silva Cunha (faltando apenas ter o visto do Tribunal de Contas, aliás uma questão de escassos dias).

Acresce que a sua nomeação chegou a ser noticiada pelo jornal publicado na cidade da Beira: “Vai ser nomeado presidente do Conselho Provincial de Educação Física de Moçambique Rui ‘Vares’ Baptista”. Assim, tal e qual com a troca de Vasco, seu segundo nome próprio, por “Vares”. Em seu lugar foi nomeado Noronha Feio, vindo da então Metrópole, a quem o Desporto de Moçambique nada de nada devia. Sendo RB à data Inspector de Educação Física Escolar da Mocidade Portuguesa pediu a sua exoneração, tendo recebido um louvor no Boletim Oficial de Moçambique.

Chegou RB a Lourenço Marques em 1957 – depois de formado pelo INEF e ter cumprido o serviço militar como aspirante, alferes e tenente miliciano em Tomar – contratado como professor de Educação Física da “Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque”, tendo desenvolvido, para além dessa docência, um notável acção no desporto local e uma intensa actividade no campo da Ginástica Correctiva com pacientes de Lourenço Marques, alguns deles deslocando-se à África do Sul, a fim de serem consultados pelo mais famoso cirurgião ortopedista, o Dr. David Roux, que indicava o seu nome para os serviços de reabilitação necessários.

No ano a seguir à sua chegada à cidade do Índico (1958) foi convidado para preparador físico dos nadadores laurentinos que se deslocariam à Metrópole para disputarem os Campeonatos Nacionais da modalidade. Em representação do CPEF, foi nomeado chefe da respectiva Embaixada, embora não pertencesse aos quadros do CPEF, mas sim o seu colega Igeménio Tadeu.

Desde sempre, apaixonado pela sua dama, a Educação Física, foi dirigente desportivo e preparador físico de várias modalidades desportivas (basquete, futebol, hóquei em patins, etc.) tendo desenvolvido paralelamente uma acção constante na preparação de várias classes de ginástica do Clube Ferroviário.

Entretanto, teve, também, uma acção importante no campo literário, através da publicação de vários livros no âmbito, por exemplo, dos Pesos e Halteres e da Educação Física como ciência ao serviço da saúde pública. Desempenhou a função de presidente da Secção de Ciências da Sociedade de Estudos de Moçambique, onde proferiu duas conferências no âmbito da Educação Física, tendo entrado, assim, o Desporto e a Educação Física pela porta grande dessa notável instituição cultural e científica.

Em 1975 fez parte do grande contingente de Portugueses que se viram coagidos a deixar Moçambique, onde tinha fixado residência. Foi colocado em Coimbra, como professor efectivo de Educação Física do Liceu D. João III (anos depois, Escola Secundária José Falcão). Foi também docente do ISEF da Universidade do Porto e docente da Faculdade de Educação Física e Ciências do Desporto da Universidade de Coimbra. Na cidade das margens do Mondego continuou a desenvolver uma intensa actividade com artigos de revistas da especialidade, a efectuar conferências e palestras, por exemplo, nos Rotários e na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, a escrever livros e a publicar artigos de opinião nos jornais “Diário de Coimbra”, “Correio da Manhã”, “O Primeiro de Janeiro” e o “Público”. É co-autor do blogue De Rerum Natura, de há tempos para cá. Também em Coimbra desenvolveu uma intensa actividade no campo da Reabilitação Física (de que fora professor no ISEF do Porto) tendo assinado convenções com diversos organismos públicos.

Quase a terminar, e volvendo a um saudoso passado das margens do Índico, como escrevi no início, conheci este Professor, em Lourenço Marques, tendo tido o grato prazer de entrevistá-lo para o jornal “Diário de Lourenço Marques”, a propósito de uma série de entrevistas, “O desporto nas Escolas”, com a participação de uma dúzia de personalidades ligada ao desporto, na sua maioria professores de Educação Física. Desde essa altura, ficámos amigos para todo o sempre, merecendo-me o maior respeito e consideração pela sua humildade, cultura e simpatia, para além do seu incontestado valor profissional, muito lamentando, como tal, a gritante injustiça de não ter sido nomeado, à última hora, presidente do CPEF (quando tudo estava encaminhado nesse sentido) por ele ter sido a personalidade mais bem posicionada para o desempenho desse elevado cargo, sobejamente demonstrado através da sua extrema dedicação ao Desporto Moçambicano.

Sertório da Silveira

Dezembro 28, 2011

RUI BAPTISTA DESTACA PAPEL DE SERTÓRIO SILVEIRA NA IMPRENSA DESPORTIVA DE MOÇAMBIQUE

Este texto é da autoria do Sr. Professor Rui Baptista.

Recorte de um jornal de Lourenço Marques, 1961, da autoria de Sertório da Silveira.

Tem o nosso bom amigo Tomané desenvolvido, no “Delagoabay”, uma obra digna do maior louvor na divulgação do desporto moçambicano que dá razão plena ao dizer popular de que “recordar é viver duas vezes”.

Ora, no relicário das nossas recordações, ou seja daqueles que vivemos essas páginas gloriosas como destacados ou simples praticantes das muitas suas modalidades desportivas, ou apenas como seus espectadores devotados, julgo (ou melhor, tenho a certeza!) que cumpre dar o devido destaque ao papel de uma certa imprensa moçambicana na sua divulgação.

Assim, em nome de uma necessária, ainda que mesmo tardia, justiça, seja-me permitido dar realce ao papel desempenhado pelo jornalista Viriato da Silveira em notícias sobre modalidades fora do âmbito do chamado desporto-rei. Reporto-me, essencialmente, aos artigos sobre a natação que são um reportório histórico valioso sobre os feitos de atletas moçambicanos que pulverizaram recordes nacionais da modalidade perante o olhar atónito de quem dizia que os recordes obtidos em águas moçambicanas se ficavam a dever a fugir dos tubarões que as infestavam! E isto para já não falar das suas participações nos Jogos Olímpicos (mas desse facto, melhor nos elucidará o técnico Eurico Perdigão e o nadador Tomané que neles participaram). Eu apenas posso testemunhar o êxito alcançado nos Campeonatos Nacionais de Natação (Metrópole, 1958) por ter sido o responsável pela respectiva preparação física (com pesos e halteres, um verdadeiro escândalo para a época!) e chefe da respectiva embaixada em representação do Conselho Provincial de Educação Física moçambicano.

Mas, para além do Desporto, foi, também, Viriato da Silveira um espírito sempre atento aos aspectos doutrinários da Educação Física e do seu importantes papel no desenvolvimento integral dos jovens escolares. A prová-lo, a longa entrevista que me fez, passado que é meio século e quatro anos depois de eu ter chegado a Lourenço Marques. Pela sua extensão, que ocupou três páginas de jornal, reproduzo acima, apenas, a fotografia da 1ª página (do Diário de Lourenço Marques, 22/02/1961).

Outubro 6, 2011

O 3º RALLY DO MALHANGALENE E A IMPRENSA DE LOURENÇO MARQUES, 1971

Fotografias e recorte gentilmente enviados por Irene Grilo, filha de Aurélio Grilo.

 

Aurélio Grilo reúne com a imprensa desportiva de Lourenço Marques no âmbito da realização do 3º Rally do Malhangalene. Na imagem, com Aurélio Grilo estão Xavier de Melo (Revista 100 à Hora), Alves Maciel (jornal O Diário) e João Botequilha, da Revista do ATCM.

 

No âmbito do 3º Rally do Malhangalene em 1971, Aurélio Grilo anuncia a participação do Eng. Fernando Carvalho no evento. Ao fundo podem-se ver Antunes Guimarães, representando o Notícias de Lourenço Marques e J. Paiva Henriques de A Tribuna.

 

Texto de Paiva Henriques em 12 de Junho de 1971 n'A Tribuna de Lourenço Marques.

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