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Novembro 3, 2010

PISCINA DO CLUBE NAVAL DE MAPUTO, 2010

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A piscina do Clube Naval de Maputo, construída em 1973 e inaugurada em 1974.

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Setembro 13, 2010

HISTÓRIA DO CLUBE NAVAL DE MAPUTO

Filed under: Clube Naval de Maputo — ABM @ 10:18 pm

Do sítio do Clube Naval de Maputo na internet, retirei o que se segue. Até este dia, o Clube Naval permanece um ponto de desporto e de convívio na cidade de Maputo.

A praia da Polana, antes de existir o Clube Naval.

O Clube Naval de Maputo, anteriormente Clube Naval de Lourenço Marques, foi fundado em 1913, com o nome de Grémio Náutico de Lourenço Marques, por um pequeno grupo de jovens, sendo o seu sócio fundador nº 1, e Vice Comodoro Honorário, José Correia Borges, sendo a sua constituição formalizada por Alvará de 25 de Agosto 1913 publicados no Boletim Oficial nº 35.

Na sua fundação estava bem presente o entusiasmo pelas modalidades náuticas, em particular o remo e a vela.

Segundo as informações recolhidas, na sua fundação e antes da publicação oficial dos estatutos, a quota paga pelos sócios era de cinquenta centavos, passando a um escudo depois da publicação do Alvará.

O Grémio Náutico organizou a primeira regata em Julho 1913, ao longo da ponte cais Gorjão.

Segundo o relatório da Direcção, em 1914 o material de que o Grémio Náutico dispunha resumia-se a uma canoa, dois “inrrigers” e 14 remos tendo um barracão para a sua guarda.

O Grémio Náutico em 1917, devido aos esforços de José Correia Borges, vice-comodoro, e do Engº J. Vaz Monteiro, Presidente da Direcção conseguem que o Conselho de Turismo lhe construa o edifício para a sua sede. Assim na noite de 2 de Outubro de 1916 realiza-se um sarau no Teatro Varietá, com o fim de angariar fundos para mobilar o edifício e a Direcção conseguiu que o Governador-Geral de então, Dr. Moreira da Fonseca, se interessasse pelo Grémio e lhe concedesse um subsídio de 1.200 libras para mobilar o edifício. A inauguração da nova sede fez-se a 27 de Dezembro de 1919.

Em 1919 o número de sócios era já de cerca de uma centena, passando para mais de 500 um ano depois, que pagavam uma quota de vinte escudos que passou mais tarde para cinquenta escudos.

Pelos Alvarás de 9 de Agosto de 1915 e de 17 de Janeiro de 1922, publicados respectivamente nos Boletins Oficiais nº8, II série de 21 de Agosto de 1915 e nº7, de 18 de Fevereiro 1922, foram aprovados Estatutos do Grémio Náutico e sua revisão.

Na sequência de Assembleia Geral realizada a 19 de Junho de 1937 foi aprovada a alteração do nome do Grémio Naútico de Lourenço Marques para Clube Naval de Lourenço Marques.

Por Portaria nº 6980 de 26 de Julho de 1947 publicada no BO nº 30 de 26 de Julho de 1947 é aprovada e publicada nova revisão dos estatutos do Clube, declarado, por Portaria 14400 de 29 de Outubro de 1960, instituição de utilidade pública.

Foi-lhe atribuído, por Alvará da Câmara Municipal de Lourenço Marques o terreno actualmente ocupado pelo Clube onde estavam já implantados o edifício principal, que constitui um dos ex-libris da capital Moçambicana.

No decurso da sua história quase centenária o Clube Naval promoveu inúmeras competições de remo, vela, nas classes de Snipes, Spearhead, 505, O, FD, Vaurien, Pesca Desportiva, motonáutica e natação.

Novamente são revistos os Estatutos do Clube, aprovados por Portaria nº 20622 de 28 de Outubro de 1967.

Em 1974, com o esforço dos sócios foram construídas as actuais piscinas, a maior sobre uma antiga rampa muito usada pelas embarcações de vela e remo.

De destacar a regata oceânica internacional Vasco da Gama, entre a antiga Lourenço Marques e Durban foi iniciada 16 de Julho 1967, ganha pela embarcação Columbine capitaneada por Bobby Nuttall.

A primeira regata de quase 3.700 milhas Cabo-Rio em 1971, teve uma presença portuguesa com oAdamastor, um veleiro de cerca de 12 metros construído para o efeito. Foi talvez a primeira participação portuguesa numa regata atlântica. O comando foi da responsabilidade do Cmdte. Rosa Coutinho que levava mais seis tripulantes, entre eles Ruben Domingues.
A frota, composta por 60 embarcações oriundas da África do Sul, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos, e outras nações, tinha entre ela o Pen Duick III de Eric Tabarly que se classificaria na quarta posição. O Adamastor, que representou o Clube Naval de Lourenço Marques, ficou em 11º lugar entre 25 concorrentes na sua classe, e em 32º lugar da geral.

Na regata de 1973, por causa do mau tempo, a vela grande do Adamastor, capitaneada por A. Coutinho rasgou-se, tendo a embarcação completado o percurso até Durban apenas com a vela de estai, demonstrando o espírito de determinação característico de todos os que participam na regata Vasco da Gama.

Interrompida no trajecto Lourenço Marques – Durban, após 1974, durante alguns anos, foi retomada em 2001, promovida pelo Yatch Club de Durban em colaboração com o Clube Naval.

Relevante, também, recentemente, em 1999, a realização no anfiteatro natural que envolve o Clube Naval e que permite uma fantástica visão da Baía de Maputo, de uma prova do campeonato Sul Africano de Formula 1, em Motonáutica.

Nos últimos anos as sucessivas Direcções do Clube Naval têm feito um esforço importante no sentido de reorganizar e dinamizar as actividades desportivas náuticas, e não só, em que se destacam a natação, a vela, a pesca desportiva, o mergulho, o ténis, bem como de regularizar a situação juridica do Clube mediante a actualização dos seus Estatutos e Regulamento Interno.

Em especial, em Assembleia Geral de 4 de Novembro 1999 foram aprovados os Estatutos actualmente em vigor do Clube, publicados a 13 de Dezembro 2002 no Boletim da República nº 50 e, em Assembleia Geral de 8 de Novembro 2001, aprovados o actual Regulamento Interno.

Note-se também o esforço que tem sido feito com o apoio dos sócios no sentido de manter e melhorar a condição de funcionamento das instalações do Clube, em que se destacam nos últimos anos, a reabilitação do Salão Nobre, dos Balneários e Centro social dos funcionários do Clube, a construção de uma sala de reuniões da Direcção e de uma nova Portaria, a reabilitação da loja, a reabilitação da piscina dos pequenos, a reabilitação da área de sanitários dos trabalhadores, e obviamente a manutenção diária que instalação tão vastas requerem.

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