THE DELAGOA BAY COMPANY

Junho 17, 2019

AIR SHOW EM MAPUTO ASSINALA 90 ANOS DO AERO CLUBE DE MOÇAMBIQUE

O Aero Clube de Moçambique assinalou no passado Sábado o seu 90º aniversário (foi fundado em Agosto de 1928) e ainda o vôo, em 1933, do lendário piloto de Moçambique, Torre do Vale, entre Xai-Xai e Alverca, em Portugal, com um air show na Baía de Maputo. Desde 1933 que o Aero Clube forma pilotos e Alves dos Gomes, o actual presidente honorário do Clube indica que ainda hoje, 12 dos pilotos da falida Linhas Aéreas de Moçambique formaram-se na Escola Torre do Vale, que pertence ao Clube.

É curioso como nalgumas coisas apaga-se o passado colonial, noutras, assinala-se. Em baixo, um curto vídeo alusivo ao evento.

A aviação tem um passado assinalável em Moçambique, mesmo no contexto em que o território fazia parte do espaço nacional português e da África Austral.

 

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Junho 7, 2019

RENATO CALDEIRA E O DESPORTO EM MOÇAMBIQUE NOS ANOS 60

Imagem (retocada) e uma crónica lúcida e interessante, muito ligeiramente editada, da autoria do jornalista Renato Caldeira, reproduzidos com vénia d’O País, jornal publicado em Maputo, na edição de 29 de Novembro de 2018.

 

A equipa de futebol de O Belenenses de Lourenço Marques, presumo. Para encontrar a mesma imagem indexada, ver em baixo. O Renato está aqui algures.

 

O Desporto nos Anos 60

O futebol nos anos 60, era uma loucura. Nos bairros, o destaque ia para a Mafalala e o Xipamanine, com tudo a culminar no “Xilunguine”. Ter acesso a um campo de futebol e poder ver estrelas como Abel Miglietti, Carlitos ou Mombaça, que tinham nível para entrar “de caras” nos chamados três grandes de Portugal, era quase um sonho.

Tinha eu 16 anos, provinciano recém-chegado de Quelimane, olhos e olhares esbugalhados perante o “néon” da Lourenço Marques de então. Comecei a jogar nos júniores do Belenenses, II divisão, que treinava no campo do Ferroviário na Baixa, às terças e quintas, das 21 às 23 horas. Jogávamos ao domingo de manhã.

Mas a minha paixão principal era pelo atletismo, em que treinava todos os fins de tarde, excepto aos sábados e domingos, em que aconteciam as provas no Parque José Cabral [hoje, dos Continuadores] perto do Hotel Polana. E ainda estudava à noite, na Escola Industrial. Uma vida bem preenchida!

Jornalismo: “paredes-meias” com as corridas e pontapés

Ano de 1966. Vivia eu o desporto, no nervo e no sangue. Naquele tempo, dificilmente um jovem praticava uma só modalidade. Eu não era excepção.

Porém, havia que dar prioridade à profissão de tipógrafo. Mesmo assim, como produto de alguma irreverência, surgiu um outro “bichinho”: escrever para o desaparecido Diário de Lourenço Marques, jornal que ficava ao lado da Sé Catedral. Fazia pequenas crónicas dos jogos das II e III divisões, mais as partidas de juniores. O “salário”? Um cartão de livre-trânsito que me permitia assistir a todas as competições desportivas. Assim, esmerava-me, era assíduo porque ao possuir um “livre-trânsito” até me considerava bem remunerado. Saía do Bairro de Chamanculo, com amigos e era o único que não tinha que aguentar filas e empurrões nos portões.

Crescer e aparecer

Entrar na Redacção do Diário de Lourenço Marques e beneficiar de uma secretária para rabiscar as minhas croniquetas sem eu ter a cor “adequada” de então, era na altura uma aventura. Uma raridade.

Recordo-me que no dia 29 de Junho de 1968, fui indigitado para cobrir um combate de boxe para o título mundial, realizado na Praça de Touros, engalanada, entre um norte-americano negro chamado Curtis Cokes e o sul-africano Willie Ludick, de raça branca, combate que veio para Lourenço Marques por causa do apartheid na vizinha África do Sul. Com o meu melhor fatinho, lá me sentei numa das cadeiras da primeira fila para reportar o autêntico massacre que o americano infligiu ao nosso vizinho, num combate que acabou no terceiro assalto. No dia seguinte, já como espectador, vivi as emoções do Portugal-Brasil na inauguração do Estádio Salazar na Machava. Foi assim que o bichinho entrou, para ficar, já lá vão 50 anos.

Um atleta mediano

O ambiente no atletismo do Sporting era excepcional. A rivalidade era face ao Desportivo e ao Ferroviário. Nos “leões”, a fraternidade entre atletas masculinos e femininos era a razão principal da minha assiduidade. Lucrécia Cumba, Abdul Ismail, António Fernandes, Magid Osman e outros, eram as estrelas treinadas por Luís Revez, técnico recentemente falecido.

Da minha parte, com marcas modestas, a paixão pela corrida proporcionava-me grande vantagem no futebol.

No desporto-rei, sem ter tido uma carreira brilhante, joguei no Belenenses dos juniores aos seniores, actuando a defesa central, de 1965 a 1969. Era considerado pendular, ao ponto de ter sido “namorado” pela Académica de Coimbra, na sua digressão por Moçambique no final da década 60.

Seguiu-se uma temporada no Ferroviário de Inhambane em 1970 e no ano seguinte no Sporting de Tete, sempre como titular e campeão nos então dois distritos.

Curta, mas apaixonada, foi a carreira deste escriba, que subalternizou o desporto, primeiro pela gráfica, abraçando, com paixão, poucos anos mais tarde o jornalismo como profissão, até aos dias de hoje.

 

A mesma imagem, indexada. Se o Exmo. Leitor conhecer algum dos valentes, e a equipa, por favor escreva uma nota para aqui.

Junho 1, 2019

O ESTÁDIO SALAZAR NA MACHAVA, INÍCIO DOS ANOS 70

Filed under: 1970 anos, Estádio Salazar LM — ABM @ 4:24 pm

Imagem retocada.

 

O Estádio Salazar.

Abril 19, 2019

PROVAS HÍPICAS EM LOURENÇO MARQUES, 1966

Filed under: 1960 anos, Gisele Hardy, Provas Hípicas em LM 1966 — ABM @ 10:33 pm

Imagens gentilmente cedidas por Gisele Hardy, que nasceu e cresceu em Lourenço Marques.

 

 

Aspecto do festival.

 

A jovem Gisele Hardy montando um cavalo. Imagem um pouco desfocada….

 

Abril 17, 2019

VELEJADORES DE MOÇAMBIQUE NO CAMPEONATO PROVINCIAL DE SNIPES, DÉCADA DE 1960

Imagem de Victor Carvalho, enviada por Luis Lucas com a lista dos nomes e retocada por mim.

Refere o Victor: “Campeonato Provincial [não Nacional] de Snipes, na Beira (1967 ou 1968). Estiveram velejadores de Lisboa, Leixões, Setúbal Luanda, Lobito, Beira e Lourenço Marques. Nesta fotografia estão os velejadores do Clube Naval e do Centro Náutico de Lourenço Marques.”

 

Os velejadores do Clube Naval de Lourenço Marques e do Centro Náutico de Lourenço Marques

 

A mesma imagem, numerada. Ver os omes em baixo.

1- Luis Ferreira
2- Vitor “espanhol”
3- Eduardo Morais (marido da Bebe Morais)
4- Reinaldo Campos Coelho
5- Pinho da Cruz
6- Luis Lucas
7- Maria de Jesus Domingos
8- Renato Moranduzzo
9- Rúben Domingos (marido da M.Jesus)
10- ?
11- Vasco Romão Duarte
12- César…..
13- Raúl Lucas
14- Rui Cláudio
15- Francisco Maria Martins
16- ?
17- ?
18- ?
19- José Pacheco
20- Filho do Rúben e M.Jesus Domingues
21- Jaime Amorim (ex-membro da equipa do Eduardo Morais e depois, júri de regatta)
22- Anibal Santos
23- Italo Muranduzzo

FALECEU RICARDO CHIBANGA, TOUREIRO DE MOÇAMBIQUE

Filed under: 1960 anos, 1970 anos, Ricardo Chibanga — ABM @ 3:17 pm

Texto e a primeira imagem reproduzidos com vénia do jornal A Verdade, publicado em Maputo em 17 de Abril de 2019.

Ricardo Chibanga numa tourada. O artista faleceu em 16 de Abril de 2019 na Golegã, em Portugal, onde iia há décadas.

Faleceu na madrugada desta terça-feira (16 de Abril de 2019) na sua casa, na Golegã, terra que o adoptou, o moçambicano Ricardo Chibanga, o primeiro matador negro da história da tauromaquia. Tinha 76 anos de idade e tentava recuperar de um acidente vascular cerebral.

Chibanga nasceu pobre nos primeiros anos da década de 40. O pai trabalhava na Pastelaria “Princesa”, lugar de referência da capital moçambicana, e a mãe acompanhava-o na luta e sacrifício para criar os filhos. O sonho de toureiro contraiu- o, tal como uma doença, por volta de 1962, trocando definitivamente os pontapés na bola de trapos com Eusébio, Hilário, Coluna, Vicente pela muleta e capote encarnado.

A fachada da Praça de touros A Monumental, em Lourenço Marques, anos 60.

Na Páscoa, no Ano Novo ou nas festas da cidade, Chibanga juntava-se a um amigo para negociar com o porteiro da praça a participação na festa brava. Em dias de espectáculo, Ricardo dedicava a manhã a alisar a arena e a capinar em redor, recebendo em troca o bilhete para as corridas. Fazia também, com toscos paus de madeira, bandarilhas que vendia aos turistas. E assim foi conseguindo ver mais e melhor, ao mesmo tempo que o desejo de confronto com o touro germinava.

Anos mais tarde, já famoso, numa entrevista à revista “Tempo” de Julho de 1973, confessou que trabalhou sob as ordens de um tal Pinheiro que tinha a seu cargo a preparação dos animais para a lide. Fascinado pela valentia do toureio, explorava toda e qualquer possibilidade de treinar o instinto para fintar com habilidade o novilho. No centro das suas atenções, estavam os toureiros portugueses, espanhóis e mexicanos que, por aquela altura, desfilaram em Moçambique. De todos, o favorito era Manuel dos Santos, o maior matador de touros aos olhos de Chibanga.

O Matador Paco Corpas em Lourenço Marques

Certa tarde, porém, Manuel dos Santos, já então um renomado matador, passeou a sua classe pela Monumental acompanhado pelo não menos sonante Diamantino Vizeu. Na faena impressionaram tanto Chibanga que este não teve pejo em pedir ao empresário Alfredo Ovelha que o levasse para Lisboa a fim de formá-lo como toureiro. E foi assim que, em 1962, Chibanga, à boleia das Forças Armadas Portuguesas, desembarcou em Lisboa.

Depois de cumprido o serviço militar no exército português, e pela mão de Manuel do Santos, o jovem Ricardo fixou residência na vila ribatejana da Golegã, onde até hoje vive. Aí, supervisionado pelo grande Manuel dos Santos e por José Tinoca, Chibanga inicia-se afincadamente na aprendizagem das lides da tauromaquia, começando pelas garraiadas e vacadas e pelos espectáculos de variedades taurinas.

Finalmente, em 1965, com a praça do Campo Pequeno em Lisboa repleta, Chibanga estreia- se em traje de luces, envergando um fato emprestado por José Trincheira. Nessa mesma tarde, sai em ombros da praça, iniciando uma imparável carreira de consecutivos sucessos que o levaria a pisar arenas de todo o Portugal, Espanha, França, México, Inglaterra, Venezuela, Canadá, EUA, Indonésia, China, Moçambique e Angola.

O perigo da vida na arena levou-o muitas vezes para camas de hospital. “Uma vez, em Sevilha, um toiro deixou- me 16 dias em coma, foi difícil recuperar psicologicamente”, confessou. Acrescentando que “o nervosismo é o factor que mais preocupa os profissionais. Em corridas importantes, passava as semanas anteriores sem dormir. O povo exige muito de nós, muita arte, imaginação e coragem.”

Numa tarde no sul de França, ao brindar ao celebérrimo pintor espanhol Pablo Picasso o segundo touro dessa tarde, foi convidado para um copo depois da corrida em casa do pintor, acabando por sair de lá com quadro cujo valor desconhecia por completo.

Enquanto a saúde permitiu Chibanga, apesar de reformado do capote encarnado, continuou ligado à actividade taurina, percorrendo Portugal com duas praças desmontáveis que transformou no seu ganha pão.

Dezembro 31, 2018

JOSÉ FILIPE MAGALHÃES, CAMPEÃO DE ATLETISMO DE MOÇAMBIQUE: IN MEMORIAM

Imagem retocada e pintada por mim.

José Magalhães, campeão de atletismo de Moçambique e de Portugal, década de 1960. Faleceu no Dia de Natal de 2018, em Nampula.

José Filipe Magalhães (Lourenço Marques, 16 de Janeiro de 1938- Nampula, 25 de Dezembro de 2018) foi mais um dos grandes atletas de Moçambique, na modalidade de atletismo. Os seus tempos nos 100, 200, 300 e 400 metros, conseguidos na segunda metade da década de 1960, foram recordes de Portugal na sua versão colonial e, em virtude dele ter permanecido em Moçambique após 1975, mantiveram-se como recordes nacionais daquele país, aparentemente intocados até hoje. Como tal, foi venerado e homenageado repetida e merecidamente naquela altura, tendo, pelo seu mérito e estatuto, sido a individualidade convidada para, na cerimónia da inauguração do novo estádio do Clube Ferroviário em Lourenço Marques (o seu clube) no dia 30 de Junho de 1968, percorrer o recinto do estádio com a tocha e acender a chama olímpica, perante a multidão ali presente (e não, como refere a Bola numa nota biográfica, na cerimónia da proclamação formal da Independência, ocorrida no mesmo local, a madrugada de 25 de Junho de 1975. Até porque a Frelimo daquela altura fazia questão de penalizar praticamente toda e qualquer figura que se destacou no período pré-independência, especialmente no desporto, por razões basicamente ideológicas. Enfim).

A carreira desportiva de José Magalhães foi marcante e soberbamente relatada por Victor Pinho, um seu contemporâneo e admirador, num artigo divulgado no excelente Big Slam em 20 de Maio de 2015, quando, muito tardiamente, a Universidade Eduardo Mondlane e a Escola Superior de Ciências e Desporto de Moçambique o homenagearam, então já Magalhães tinha 77 anos de idade e vivia em Nampula doente e praticamente na miséria, penso que com uma insignificante reforma dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Na mesma altura, de Portugal, Victor Pinho, oportuna e generosamente, liderou uma pequena campanha de solidariedade em que um distinto grupo de pessoas, penso que quase todas antigos residentes de Moçambique a viverem em Portugal, reuniu cerca de 1800 euros, que na altura foram entregues ao antigo campeão de atletismo de Moçambique.

Por essa altura, numa iniciativa do governo de Moçambique, Magalhães foi indicado como uma das três maiores figuras do desporto moçambicano do Século XX, juntamente com a incontornável Maria de Lurdes Mutola e Cândido Coelho.

José Magalhães, à direita, com a nadadora de Moçambique Dulce Gouveia, provavelmente a melhor nadadora de todos os tempos de Portugal em número de recordes batidos numa longa carreira. Penso que, aqui homenageados em Lourenço Marques como os Desportistas do Ano em 1967.

José Magalhães faleceu em Nampula no dia de Natal de 2018, com 80 anos de idade.

Dezembro 16, 2018

O THE DELAGOA BAY COMPANY E O MUNDO

Filed under: 2010 anos, António Botelho de Melo — ABM @ 7:51 pm

Peço aos exmos. Leitores, o favor de lerem a mensagem em baixo.

A partir desta semana, o The Delagoa Bay Company, que iniciei há mais que nove anos, passou a ser um blogue marcado como confidencial e privado.

Isto significa que, todo o seu conteúdo deixou de estar disponível na internet e só poderá ser acedido pelos subscritores ou mediante autorização expressa minha.

Se recebeu esta mensagem, é porque é um subscritor.

Se quiser deixar de ser um subscritor, envie-me uma mensagem.

No período decorrido entretanto, em que investi muitas horas de pesquisa, o blogue foi visitado por cerca de meio milhão de pessoas que fizeram mais de 1.5 milhões de visitas. Tem um número relativamente pequeno de subscritores, menos que 500. Poucos, mas, presumo, bons.

Espero que tenham tido um bom proveito. Sempre foi um hobby pessoal, que oscila entre a procura de algum rigor histórico e o quase estritamente frívolo, espelhando e explorando afectos, curiosidades, questões fundamentais e  mero voyeurismo. Uma boa parte dos materiais dependeram de uma indispensável ajuda dos seus leitores. Por tal, estou agradecido.

Cumprimentos,

ABM

Novembro 7, 2018

CAMPEONATO DE TÉNIS ANUAL DO LOURENÇO MARQUES LAWN TENNIS CLUB, 1933

Filed under: 1930 anos, Campeonato LM Lawn Tennis Club 1933 — ABM @ 4:10 pm

O Ilustrado de Lourenço Marques, Nº, 1 de Junho de 1933, p.88.

Imagem retocada.

 

O recorte do Ilustrado de LM, Junho de 1933

RECORTES DESPORTIVOS DE LOURENÇO MARQUES, ABRIL DE 1933

O Ilustrado de Lourenço Marques, Nº2, 15 de Abril de 1933, p.23. Imagem retocada.

 

A “página desportiva” da revista ilustrada do Notícias de Lourenço Marques, com imagens de futebol, ténis, equitação e … aviação.

CONCEIÇÃO VILHENA, ANOS 1960

Filed under: 1960 anos, Conceição Vilhena+ — ABM @ 2:44 pm

 

Conceição Vilhena, quando era atleta pela Académica. Conheci-a como atleta do Desportivo.

EQUIPA DE FUTEBOL DO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, DÉCADA DE 1950

Filed under: 1950 anos, Equipa Desportivo, Roberto Chichorro — ABM @ 2:39 pm

 

 

Uma equipa de futebol do Grupo Desportivo Lourenço Marques, meados dos anos 50. Ver em baixo a mesma foto, legendada.

 

A mesma foto, legendada. Se conhecer os nomes em falta, por favor escreva para aqui. O número 4 é o Roberto Chichorro, mais tarde conhecido como pintor.

Novembro 4, 2018

FESTIVAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO LICEU 5 DE OUTUBRO EM LOURENÇO MARQUES, 1933

Filed under: 1930 anos, Festival do Liceu 5 de Outubro 1933 — ABM @ 9:09 pm

Recorte de O Ilustrado, publicado em Lourenço Marques, edição Nº16, de 15 de Novembro de 1933, página 323. 

Imagem retocada por mim.

A referência ao “liceu” é ao Liceu 5 de Outubro, que funcionou na mais tarde Escola Comercial em frente à agora desaparecida Pastelaria Cristal.

As imagens foram tiradas no então recentemente inaugurado campo de futebol do Sporting de Lourenço Marques.

Recorte de O Ilustrado, 1933.

Novembro 2, 2018

SOBRE OS NOMES DOS CLUBES DESPORTIVOS EM MOÇAMBIQUE APÓS SAMORA

Filed under: 1970 anos, A Solução dos Ex 1975 — ABM @ 11:04 pm

Maputo, 1980 – Samora Machel pregando durante a fase da “Ofensiva Politica e Organizacional (whatever), na ex-Pinheiro Chagas, Á frente, o ex-Cinema Infante. Nessa altura, já Moçambique estava em apuros e a braços com uma guerra civil.

 

Um dos mais óbvios alvos da política de terra queimada e da suposta formação de um novo Moçambique a partir do que havia e urgia demolir, por parte da prole revolucionária liderada por Samora Machel, foi, para além de quase todos os agentes económicos, sociais e culturais, o conjunto dos clubes desportivos.

Renato Caldeira, um pouco tardiamente (4 de Outubro de 2018, num escrito publicado pelo jornal O País, publicado em Maputo), conta como foi [ligeiramente editado por mim] e a que chamou

A solução dos “ex”

“Vivia-se a euforia da recém-conquistada Independência Nacional, quando um dia, num comício, o Presidente Samora Machel orientou a Nação em geral e os desportistas em particular:

– “A partir de hoje, não há mais Sportings, Benficas ou Portos. Nomes tribalistas como Inhambanense ou Gazense, acabaram. Também deixam de existir designações de carácter religioso, como Mahafil Isslamo ou Atlético Maometano. Escolham nomes nacionais e que não criem divisionismo”.

A ordem vinha do Chefe de Estado e era para ser cumprida.

Mas porque havia que informar sobre o programa de jogos do dia seguinte, como designar aquelas colectividades, se já não se poderiam utilizar os recém-banidos nomes?

A Redacção desportiva do Notícias, recorreu ao então Director Nacional do Desporto, João Carlos e depois à Ministra da Educação, Graça Machel [então já casada com Samora] que dirigia o pelouro desportivo. A resposta: arranjem uma solução, mas esses nomes não podem ser usados.

A saída veio do velho jornalista, o falecido Albuquerque Freire. Ele propôs a inclusão do “ex” antes das equipas visadas. E assim foi. A partir desse dia, passavam a jogar o ex-Sporting, contra o ex-Benfica, no campo do ex-Mahafil. Nas classificações, os ex- eram mais que muitos.”

 

 

 

UMA EQUIPA DE FUTEBOL DO GRUPO DESPORTIVO MAHAFIL, ANOS 60

Filed under: Equipa do Mahafil, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 8:58 pm

Imagem retocada por mim.

Uma equipa do Mahafil, agremiação de Lourenço Marques fundada em 5 de Outubro 1915, portanto com uma distinta história – e que ainda existe. O Clube surge na sequência de esforços de organização da comunidade muçulmana residente na Cidade, três anos depois da formação, da Associação de Socorro Mútuo e de Ensino Islâmico Anjuman Anuaru Issilamo. Se o Exmo. Leitor souber de mais detalhes sobre esta equipa e o clube, por favor escreva para aqui.

Segundo o livroLusophonies asiatiques, Asiatiques en lusophonies (Karthala Editions, 2001) só em 15 de Outubro de 1929 é que o Mahafil procedeu à aprovação dos seus estatutos, submetendo-os, como era a prática da altura, a aprovação pelo Governador-Geral.

Capa dos Estatutos do Mahafil, 1931.

A ASSOCIAÇÃO DOS VELHOS COLONOS EM LOURENÇO MARQUES

Grato ao Fernando Pinho.

 

As instlações da Associação dos Velhos Colonos de Moçambique na Maxaquene, em Lourenço Marques, década de 1950.

 

A antiga piscina dos Velhos Colonos na actualidade. Imagem do grande sítio HoM. Como quase tudo, a AVCM foi extinta após a Independência. A piscina creio que agora pertence à Associação de Natação de Maputo, que a gere. A antiga Mansão da AVCM creio que agora pertence a um ministério.

Novembro 1, 2018

A EQUIPA DE FUTEBOL DO SPORTING LOURENÇO MARQUES, 1954

Grato ao Manuel Azevedo.

 

A equipa de futebol do Sporting Clube de Lourenço Marques em1954. De pé, da esquerda: P1. P2. P3, P4, P5, P6, P7 e Armando Coelho como treinador. De joelhos: J1, J2, J3, J4 e J5.

A EQUIPA DE JUNIORES DE FUTEBOL DO SPORTING DE LOURENÇO MARQUES, 1970-71

 

 

A equipa de Juniores do S.C. LM, 1970 71. Topo, da esquerda: T1, T2, T3, T4, T5, T6 e T7. De joelhos, da esquerda: J1, J2, J3, Mesquita Botelho de Melo e J5. Se souber os nomes em falta, escreva para aqui.

OS V JOGOS DESPORTIVOS LUSO-BRASILEIROS, 1972

Filed under: 1970 anos, V Jogos Luso-Brasileiros 1972 — ABM @ 2:03 pm

No âmbito deste evento, houve ocorreram várias actividades em Moçambique, nomeadamente a presença de nadadores brasileiros.

 

Envelope alusivo aos V Jogos Luso-Brasileiros, que decorreram entre 18 e 23 de Julho de 1972.

APRESENTAÇÃO DA EQUIPA DE FUTEBOL DO BENFICA DE LOURENÇO MARQUES, ABRIL DE 1956

Filed under: 1950 anos, Equipa Benfica LM, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 1:55 pm

 

 

Bilhete de ingresso no “Festival de Futebol” para apresentação da equipa de futebol do Benfica de Lourenço Marques, 1 de Abril de 1956, um domingo.

Julho 5, 2018

JOSÉ MARQUES, NADADOR DO CLUBE FERROVIÁRIO EM LOURENÇO MARQUES

Filed under: 1970 anos, 2010 anos, José Marques CFM — ABM @ 10:06 pm

Grato a Esperança Marques, Mãe do José e mulher do Brandão.

 

José Marques no recinto da piscina do Ferroviário em Lourenço Marques, anos 70.

 

O José, foto recente.

Maio 15, 2018

CARTAZES DO CIRCUITO AUTOMÓVEL DE LOURENÇO MARQUES, 1958-1964

 

1958.

 

1959.

 

1961.

 

1961.

 

1962.

 

1963.

 

1964.

NADADORES DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES EM DESFILE, 26 DE ABRIL DE 1959

Filed under: 1950 anos, Equipa GDLM 1959 — ABM @ 1:16 am

Grato à grande Dulce Gouveia, que pela primeira vez me cedeu uma fotografia.

 

Os nadadores do Desportivo Lourenço Marques desfilam no Estádio Paulino dos Santos Gil em 26 de Abril de 1959.

 

A mesma imagem, numerada. Se o Exmo. Leitor conhecer alguma das pessoas, por favor envie uma nota para aqui. Lamentavelmente, não reconheço ninguém.

Maio 13, 2018

SPORTING CLUBE DE LOURENÇO MARQUES: UMA BREVE HISTÓRIA

O original deste interessante texto encontra-se no sítio Forum SCP AQUI e é copiado com vénia ao autor, que não sei quem é. Os títulos, as imagens e alguma edição menor são meus. De destacar que alterei a data da fundação do Sporting de 3 para 6 de Maio de 1920, que é a data que o clube sempre indicou como sendo a data.

História do Sporting Clube de Lourenço Marques

As origens do Sporting Clube de Lourenço Marques encontram-se em 1915, quando um grupo de estudantes do Liceu 5 de Outubro formaram uma equipa de futebol, a que decidiram chamar Sporting, por a maioria ser adepta do Sporting Clube de Portugal. Esse grupo incluía Jorge Belo, Júlio Belo, José Agent, António Amorim, Manuel Dias, João Amorim, Abel Cardoso, Luís Cardoso, Luís Maria da Silva, João Carvalho, José Roque de Aguiar, e A. Gonçalves.

Este foi o núcleo que, cinco anos depois, sendo o Sporting Clube de Lourenço Marques já um clube importante na região, decidiu legalizar o clube. No dia 6 de Maio de 1920, considerado nos estatutos como a data oficial da fundação do clube, vinte sócios fundadores realizaram uma assembleia geral onde foram votados os estatutos, cuja aprovação foi requerida ao Governador-Geral a 15 desse mês e a qual foi concedida em 21 de Julho de 1920.

Esses fundadores foram Jorge Belo, Joaquim Duarte Saúde, José Roque de Aguiar, Peter Mangos, António José de Sousa Amorim, Alberto Gonçalves Túbio, Júlio Belo, José Nicolau Argent, Edmundo Dantes Couto, Manuel Sousa Martins, José Miguens Jorge, José Mendes Felizardo Martins, Alfredo Carlos Sequeira, João Carvalho, Manuel Dias, José Lopes, António Pimenta Freire, Augusto Gendre Ferreira, António Maria Veiga Peres, Abílio Carmo, João de Freitas e Fernando de Figueiredo Magalhães.

Note-se que a maioria dos fundadores era menor de idade, e o requerimento de legalização foi subscrito por pessoas que não participaram na reunião fundacional de 6 de Maio.

Rapidamente o Sporting de Lourenço Marques se tornou num dos mais importantes clubes desportivos de Moçambique, não se limitando ao futebol.

Em Março de 1923 o Dr. Aurélio Galhardo encetou negociações com o clube moçambicano para que este se tornasse Filial leonina. Assim, o Sporting Clube de Lourenço Marques tornou-se a Filial nº 6 do Sporting Clube de Portugal, e assim se manteve até 1975.

Detalhe de uma peça do suplemento do Notícias de Lourenço Marques, alusiva à inaugração, em Julho de 1933, da nova sede e campo de futebol do Sporting LM.

Em 1975, já após a independência de Moçambique, tornou-se Sporting Clube de Maputo, para em 1977 assumir a designação actual – Clube de Desportos da Maxaquene. Entre Dezembro de 1981 e Fevereiro e 1982, o clube chamou-se Asas de Moçambique, voltando a ser Maxaquene após três meses como Asas. O Maxaquene adoptou como cores o azul e vermelho, mantendo actividade desportiva nas modalidades de futebol e andebol.

Afinal Black was Beautiful in Sporting LM ?

Segundo os testemunhos de antigos jogadores de futebol do Sporting de Lourenço Marques, Naldo Quana, Joaquim Aloi, Miguel Vaz e Leovelgildo Ferreira, que transitaram para o Maxaquene, antes da independência o clube “era selectivo. Para os negros jogarem no Sporting ou tinham que ser jogadores com a qualidade de Eusébio da Silva Ferreira ou, então, tinham que ter alguém que os apadrinhasse”. Os seus dirigentes e atletas proviriam principalmente da Polícia e dos Serviços Municipalizados de Água e Electricidade (SMAE).

No entanto, isto era decorrente, não de uma decisão do Sporting de Lourenço Marques, mas sim de uma “proibição da utilização de negros sem alvará de assimilação” no futebol.

Efectivamente, José Craveirinha, um dos maiores poetas de Moçambique e figura maior da literatura de língua portuguesa, galardoado em 1991 com o Prémio Camões, enalteceu “o rasgo de puro e desassombrado desportivismo” que representara, na época de 1951/52, o “caso absolutamente ímpar” da “apresentação, nas pistas de atletismo, de alguns atletas negros puros, envergando a alegadamente tão susceptível, até aí, camisola do Sporting local.” Mais ainda, os sino-moçambicanos de Lourenço Marques praticavam desporto no Sporting.

Futebol

O Sporting de Lourenço Marques foi um dos mais importantes clubes de futebol de Moçambique, tendo conquistado múltiplos troféus. Chegou a participar na Taça de Portugal: de acordo com Nuno Martins, jogador/treinador, “cabia na maior parte das vezes a Moçambique decidir com Angola a oportunidade de jogar os oitavos-de-final da Taça de Portugal aqui no Continente. Ganhei duas vezes, por duas vezes vim com o Sporting de Lourenço Marques à Taça de Portugal. A primeira, da qual fez parte o Eusébio, tenho até a placa de quando cá viemos. Nessa primeira vez jogámos com o Belenenses nos quartos-de-final, na segunda jogámos com o Sporting Clube de Portugal e fizemos de Alvalade ‘a nossa casa’, embora tivéssemos ficado alojados no Vila Parque e no Parque Eduardo VII, ficámos alojados nessa unidade hoteleira, mas servimo-nos de Alvalade como nossa casa para tudo o que fosse preciso, cuidados primários de assistência e até dos próprios treinos. Recordo-me ainda com mais saudade dessa eliminatória frente ao Sporting para a Taça de Portugal, porque perdemos a primeira mão em Alvalade num sábado por 3-1, e recebi um telegrama vindo da rapaziada de um café da Baixa de Lourenço Marques, ao meu cuidado, a pedir que prescindíssemos da 2ª mão porque a derrota por 3-1 era suficiente e todos já estavam galvanizados, entusiasmados. Mas não, fizemos a 2ª mão, como era obrigatório, e perdemos por 3-2, e por duas vezes tivemos o 3-3 nos pés”.

Moçambique era nessa altura um viveiro de talentos futebolísticos. Jogadores que depois vieram jogar pelo Sporting Clube de Portugal incluiram, por exemplo, Juca, que começou no Sporting de Lourenço Marques como guarda-redes, mas que, tendo como concorrente o Costa Pereira que depois representou o Benfica e a Selecção Nacional, passou para médio, lugar onde fez uma brilhante carreira. Hilário, que se tinha estreado como júnior no Atlético, transferiu-se para o Sporting de Lourenço Marques a troco de um emprego nos SMAE, e da Filial nº 6 foi para a casa-mãe. Outros jogadores do que fizeram o mesmo caminho foram por exemplo Morais Alves e Armando Manhiça.

Hilário, na 2ª Série de Ídolos do Desporto”, 24 de Outubro de 1959. Estava hà cerca de um ano no Sporting.

O Caso do Eusébio

No entanto, o mais famoso jogador do Sporting Clube de Lourenço Marques foi, para além de Hilário, o Eusébio,  que se notabilizou ao serviço do Benfica e da Selecção Nacional.

O jovem Eusébio.

Eusébio chegou ao Sporting de Lourenço Marques em 1958, depois de ter sido rejeitado pelo vizinho Grupo Desportivo Lourenço Marques, actual Grupo Desportivo de Maputo. No Sporting, Eusébio jogou durante somente duas temporadas no escalão de juniores, quando tinha 16/17 ou 17/18 anos de idade. Foi aí que Eusébio aprimorou, sozinho, o seu potente remate com o pé direito, pegando em três bolas e ensaiando remates de meio-campo para uma baliza sem guarda-redes.

A equipa de futebol do Sporting de Lourenço Marques, cerca de 1960. Atrás, à esquerda, a sede do Clube, inaugurada em 1933.

A história da sua transferência do Sporting de Lourenço Marques para o Benfica é pouco clara, mas diz-se que teria sido “raptado” por elementos do clube encarnado para embarcar no avião horas antes do check-in dos passageiros com destino à Metrópole. Isto é negado pelo próprio, que disse, com clara falta de memória pelas cores que primeiro envergou, “dizem que fui roubado pelo Benfica, mas foi ao contrário. O Sporting é que queria raptar-me, mas não conseguiu porque não gosto nada do Sporting.” Certo é que o Sporting de Lourenço Marques utilizou o dinheiro que recebeu por esta transferência para construir o seu Pavilhão dos Desportos.

O estádio coberto do Sporting LM inaugurado nos anos 60, pago em parte, segundo o texto, com a receita da transferência de Eusébio. Em primeiro plano, o campo de futebol, inaugurado cerca de Julho de 1933.

Numa entrevista ao Expresso publicado no dia 12 de Novembro de 2011, Eusébio declarou que o Sporting de Lourenço Marques “era o clube da Polícia e dos racistas”. Estas afirmações foram prontamente desmentidas por antigos jogadores do clube que com ele lá jogaram. Entre eles contam-se Hilário, que disse “o Eusébio não sofreu na pele essa situação” e, segundo as suas próprias palavras “fui o primeiro preto a jogar no Sporting de Lourenço Marques e sempre fui muito bem tratado. (…) Depois de mim, foram muitos pretos, brancos e mulatos que ingressaram no Sporting de Lourenço Marques.” Também Braga Borges, antigo jogador do Sporting de Lourenço Marques, declarou “Se éramos um clube elitista e racista, ele que explique então porque saíram do “seu” Desportivo, para jogar no Sporting, o Satar e o Merali, que eram indianos, e o Sérgio Albasini, que era mestiço. Eu avivo-lhe a memória: a dupla de centrais era composta por Satar (indiano) e Rangel (misto/chinês); o avançado centro, Maurício, era preto (para não falar do próprio Eusébio); havia ainda Morais Alves, Roberto da Mata, Madala, etc. etc. etc., todos de raças diferentes. (…) Então e quando o Sporting era convidado a participar em torneios na África do Sul (na época do apartheid) e uma das exigências para a participação era a equipa não incluir atletas pretos, o que é que os dirigentes do Sporting faziam? Não ia ninguém, declinava os convites!”

Satar.

 

Sérgio Albasini.

Basquetebol

O Sporting Clube de Lourenço Marques desenvolvia não apenas o futebol, mas diversas outras modalidades. Foi um clube emblemático do basquetebol português dos anos 1960 e 1970, começando em 1962, ao vencer a Taça de Portugal. A partir da época de 1965/66 foi criada, pela Federação Portuguesa de Basquetebol, a Fase Final do Campeonato Nacional que englobava o Campeão da Metrópole, o de Angola e o de Moçambique e que se realizaria pela primeira vez em Lisboa. O Sporting Clube de Lourenço Marques veio a conquistar o título máximo nacional por quatro vezes, uma das quais acabou por não contar devido a protesto.

Uma grande equipa de basquet do Sporting LM.

Pontificavam entre outros Mário Albuquerque, um dos melhores basquetebolistas portugueses de todos os tempos, Nélson Serra, eleito atleta de Moçambique do Ano em 1972, Rui Pinheiro, Tomané e Luís Almeida. Todos estes jogadores transitaram para a equipa de Basquetebol do Sporting Clube de Portugal que ganhou uma série de troféus, começando com a Taça de Portugal em 1974/75 e o Campeonato Nacional em 1975/76, menos Luís Almeida que chegou a treinar com o Sporting mas acabou por não ficar. Ao responder à pergunta “Qual foi a melhor equipa da qual fez parte?”, Rui Pinheiro respondeu “a do Sporting Clube de Lourenço Marques, sem dúvida. Esperando não me esquecer de ninguém, a equipa era composta por, além de mim: Mário Albuquerque, Nelson Serra, Tomané, Victor Morgado, Terry Jonshon, João Romão, Luís Almeida, Belmiro Simango, Morais e Periquito.”

Jogadoras de basquet do Sporting LM, anos 50. Imagem do inigualável Francisco Velasco.

Outras modalidades

O Sporting Clube de Lourenço Marques teve ainda secções de Hóquei em Patins, onde Francisco Velasco, várias vezes Campeão Latino, Europeu e Mundial, foi treinador-jogador a partir de 1964; de Atletismo; de Natação, que treinava na piscina dos Velhos Colonos, hoje da Associação de Natação de Maputo; de Tiro, com uma carreira de tiro inaugurada em 1952, e ainda de Judo.

Convite para a inauguração da carreira de tiro do Sporting LM, 1952.

Palmarés de Futebol

Campeão Distrital de Lourenço Marques em 1922, 1930, 1933, 1938, 1940, 1943, 1948, 1953, e 1960
Campeão de Moçambique em 1960 e 1962

 

Referências

Jornal Sporting de 24 de Dezembro de 1971
O futebol português em Moçambique como memória social, Nuno Domingos, Cadernos de Estudos Africanos, 9/10 (2006) 113-127
Livro de ouro do Mundo Português – Moçambique, p. 57
Ver a Tábua Biográfica da Fotobiografia do Sporting Clube de Portugal, Rui Guedes, Publicações Dom Quixote – Intercultura, 1988.
No site do Maxaquene.
Ver Triplo V
Gazeta da comunidade chinesa de Moçambique, Nº 2, Verão 2003.
Ver entrevista.
Correio da Manhã de 4 de Dezembro de 2008
Expresso, Revista Única de 12 de Novembro de 2011
Jornal Sporting de 22 de Novembro de 2011
Expresso on-line 30 de novembro de 2011
Planeta Basket
Revista Tempo nº 83 de 9 Abril de 1972.
Ver o Armazém Leonino e o blogue Delagoa Bay
Ver entrevista no Planeta Basket
Ver a sua biografia
Ver o blogue Delagoa Bay

Abril 16, 2018

TORNEIO DE TÉNIS “TAÇA NALLY” EM LOURENÇO MARQUES, 1934

Filed under: 1930 anos, Bento Salema, José Aniceto da Silva — ABM @ 10:00 pm

Recorte d’O Ilustrado, 1 de Abril de 1934, Nº24, página 559.

 

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