THE DELAGOA BAY COMPANY

Fevereiro 1, 2017

O CAMPEONATO DO MUNDO DE VELA VAURIEN EM LOURENÇO MARQUES, 1973

Foto generosamente cedida pelo Diogo Cabrita. Os demais documentos cortesia do grande atleta de Moçambique, Eduardo Horta.

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A organização de um campeonato mundial de vela em Moçambique (15 a 20 de Agosto de 1973) foi um sucesso e uma demonstração do talento e a capacidade de mobilização das pessoas que trabalhavam na área do desporto moçambicano antes da Independência, aliás confirmado quando muitas destas pessoas continuaram as suas carreiras mais tarde em Portugal e noutros países onde se radicaram.

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Algumas embarcações Flying Dutchman a sairem da doca do Clube Naval de Lourenço Marques, durante o Campeonato do Mundo de Vaurien, que foi disputado em Moçambique em 1973. Fotografia de Diogo Cabrita.

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Três sêlos alusivos ao Campeonato do Mundo de Vela – Vauriens, 1973.

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Carta de agradecimento a Eduardo Horta, enviado por Arcelino Mirandela da Costa, então Presidente da Comissão Organizadora do evento, pelo seu contributo para o seu sucesso.

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Carta do Comodoro Frederico Marques Mano, então Presidente do Clube Naval de Lourenço Marques, a solicitar o apoio de Eduardo Horta na logística do Campeonato do Mundo em Vauriens e no Campeonato Nacional (de Portugal) de Snipes.

Janeiro 7, 2017

O Delagoa Bay Company em 2017

Depois de um intervalo, e de um curto periodo em que esteve “fechado”, o The Delagoa Bay Company volta em 2017, de novo acessível a todos os que se derem à maçada de o ler. Aqui quase nada de novo, tudo mais ou menos na mesma, desde a sua abertura em 2010. Mais umas fotos, mais umas conversas ao desafio. À meia dúzia de apreciadores, saudações. Este ano há mais.

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Jovens sentadas na pista de atletismo do Estádio Salazar em Lourenço Marques, durante o Festival da Juventude, que assinala o encerramento do ano escolar em Moçambique, Junho de 1971. Foto gentilmente cedida pelo PPT.

Outubro 16, 2013

PÁRA-QUEDISTAS NO AERÓDROMO DA COSTA DO SOL, ABRIL DE 1974

Fotografia e textos de António Campos.

A foto, sem legendas, dos nossos heróis dentro dum Douglas C-47.

A foto, sem legendas, dos nossos heróis dentro dum Douglas C-47.

Avião: Douglas C-47 (versão militar do Dakota DC3); Local: Costa do Sol, a Norte de Lourenço Marques; Data: Mar/Abr 1974. 1º fila: 1- Carlos Boto, 2- Carlos Pacheco, 3- Raúl Curado, 4-?, 5-?, 6-?. 2ª Fila: 7- Carlos Abrantes, 8- Claudemiro Anjos, 9- Jorge Ribeiro, 10- António Jardino, 11- Victor Pacheco, 12- Fernando Manguinhas, 13 - ? 3ª Fila: 14 - ?, 15- Guerra, 16- ?, 17- Mike, 18- Gominho, 19- António Campos, 20-Ramos, 21- Vicotr Laranjeira?, 22- ?, 23- Roberto Velloza?

Avião: Douglas C-47 (versão militar do Dakota DC3); Local: Costa do Sol, a Norte de Lourenço Marques; Data: Março/Abril de 1974. 1º fila: 1- Carlos Boto, 2- Carlos Pacheco, 3- Raúl Curado, 4-?, 5- Manuel Martins, 6-?. 2ª Fila: 7- Carlos Abrantes, 8- Claudemiro Anjos, 9- Jorge Ribeiro, 10- António Jardino, 11- Victor Pacheco, 12- Fernando Manguinhas, 13 – ? 3ª Fila: 14 – ?, 15- Guerra, 16- ?, 17- Mike, 18- Gominho, 19- António Campos, 20-Ramos, 21- Victor Laranjeira?, 22- ?, 23- Roberto Velloza?

OS VENCEDORES DO TORNEIO INDEPENDÊNCIA EM PÁRA-QUEDISMO, JUNHO DE 1975

Filed under: 1970 anos, António Campos, Flávio Carmelo, Mário Secca + — ABM @ 5:34 pm

Fotografias e texto de António Campos.

Torneio Independência Inhambane 29 Jun 1975 Avião: Cessna 206 Skywagon CR7-AKD (familiarmente tratado por Kilo Delta) Piloto: Carlos Costa (Betuka) Equipa vencedora -da esquerda para a direita: Flávio Carmelo, António Campos e Mário Secca, Camilo. Mário Secca faleceu no Brasil.

Torneio Independência, disputado em Inhambane a 29 de Junho de 1975 Avião: Cessna 206 Skywagon CR7-AKD (familiarmente tratado por Kilo Delta) Piloto: Carlos Costa (Betuka) Equipa vencedora -da esquerda para a direita: Flávio Carmelo, António Campos, Mário Secca e Camilo. Mário Secca já faleceu, no Brasil.

PÁRA-QUEDISTAS DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1970

Fotografias e texto de António Campos.

 

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De pé, da esquerda; António Campos e Claudemiro Anjos e Matos. Sentados: Jorge Ribeiro e Álvaro Gil. Atrás a equipar-se: Raúl Curado. À espera do Douglas C 47 para mais um salto na Costa do Sol. A regra era sempre, com disciplina militar: 6:30 rodas no ar. O voo que durava pouco mais de 5 minutos até ao início da largada, dependendo da direcção do vento e da pista utilizada, permitia-nos ainda assim assistir a um espectáculo vedado à maioria dos mortais. Apreciar do ar uma vista maravilhosa da nossa bela cidade ao raiar da aurora. Que aliás como outras, estiveram sempre associadas à nossa actividade e que nos ficaram para sempre gravadas no coração. As mulheres já tinham partido com os carros para a zona de saltos atrás das salinas, para trazer a malta de volta ao Aero Clube para arrumar o material e também dar boleia àqueles que trabalhavam como era o meu caso e que entrava às 7.30. Quem entrava às 8 tinha mais tempo mas mesmo assim apertado e que só o trânsito da praia para a baixa àquelas horas permitia.

 

 

Maio 22, 2012

CARTÃO DE SÓCIO DO CLUBE DE PESCA DESPORTIVA DE LOURENÇO MARQUES, 1971

Documento gentilmente cedido por D. Suzette Malosso.

 

Capa de BI de Sócio do Clube de Pesca de Lourenço Marques.

 

Interior do BI.

Maio 8, 2012

MANUELA ALVES, ATLETA DO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, ANOS 1970

Filed under: 1970 anos, ATLETISMO, Manuela Alves — ABM @ 9:30 pm

Fotografia da Colecção de Jorge Henriques Borges.

 

Manuela Alves, atleta do Desportivo.

O SPORT CLUBE DA MAXAQUENE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1970

Imagem e comentário gentilmente enviados pelo José Gonçalves.

 

Diz o José na nota que acompanhava esta imagem: ” no inicio dos anos sessenta não existia o futsal como hoje se pratica. Na altura (e, pelo menos, até aos anos oitenta, embora chegassem a coexistir) tínhamos o seu antecessor, o “futebol de salão”. E, nessa altura ainda não se organizavam torneios ou campeonatos, até porque os praticantes e as consequentes equipas eram “insuficientes”. Jogávamos entre nós, equipas de amigos. A malta (que tu conheces bem) que está identificada na foto formava uma das primeiras equipas de LM, jogando, normalmente, no velhinho campo dos Maristas. Para dar um ar mais “sério” à coisa meti-me a “fabricar” meia dúzia de emblemas – dos quais este (carinhosamente guardado pela minha mãe) será o único “sobrevivente”.”

Abril 1, 2012

A EQUIPA DE FUTEBOL DO BENFICA DE LOURENÇO MARQUES, 1975

Fotografia de Francisco Torres, que hoje (1 de Abril de 2012) completa 58 anos de idade.

 

A equipa de futebol do Benfica de Lourenço Marques. Aqui estão Octávio, Mussa, Rangel, Zaza e Paizinho, Artur Semedo, Dolo, Armando Rocha, Francisco Torres, Sansão e Sabino.

A EQUIPA DE FUTEBOL JÚNIORES DA ACADÉMICA DE LOURENÇO MARQUES, CAMPEÕES DE MOÇAMBIQUE EM 1970

Fotografia de Francisco Torres, que hoje (1 de Abril de 2012) completa 58 anos de idade.

 

A equipa de futebol da Académica de Lourenço Marques, campeões de Moçambique em Júniores, 1970. Faltam os nomes, quem souber por favor envie uma nota para aqui. De pé: P1, P2, P3, P4, P5, P6, P7 e P8. De joelhos: J1, J2, J3, J4, J5, J6, J7 e J8.

A EQUIPA DE FUTEBOL DO DESPORTIVO, 1976

Fotografia de Francisco Torres, que hoje (1 de Abril de 2012) completa 58 anos de idade.

 

A equipa de futebol do Desportivo em 1976. De pé. da esquerda: Nuro, Frederico, Miguel Santos, Calado e Hamide. De joelhos: Florêncio, Francisco Torres, Arnaldo, Totó, Urbano e Sitói.

Março 14, 2012

FALECEU FERNANDO NATIVIDADE, ANTIGO CORREDOR DE AUTOMÓVEL

Fernando Natividade, de farda, nas escadas de acesso ao DC10 que a LAM utilizou durante algum tempo. Foto cortesia do blogue Voando em Moçambique e Luisa Hinga.

Chegou uma nota indicando que Fernando Gomes Costa Natividade, que foi um conhecido corredor de automóveis em Moçambique nos anos 1960 e 1970, faleceu esta manhã no Hospital da Luz em Lisboa, após doença prolongada.

Competiu em Moçambique com um Cooper S.

Em 1969, Fernando Natividade competiu nos autódromos de Lourenço Marques (3 Horas de LM, 5 Dez, 1969) e de Kyalami, perto de Joanesburgo.

Foi também instrutor de mergulho e Presidente do Aeroclube.

Fez também pára-quedismo. Citando um seu contemporâneo, “o seu primeiro salto foi em queda livre, façanha essa que [até então] ninguém tinha feito em Moçambique.”

O semanário moçambicano Savana, que se publica em Maputo, fez a seguinte referência na sua edição de 16 de Março de 2012:

“Entre os que nos deixaram esta semana figura o piloto de aviação Fernando Natividade, também candidato a piloto de Fórmula 1 nos tempos. No seu notável CV, uma longa prisão às mãos do SNASP por crime que nunca chegou a saber qual era. O seu processo desapareceu misteriosamente. Como muitos outros…”

Fernando Natividade foi Comandante de Linha Aérea durante muitos anos.

Apresentam-se aqui as condolências aos seus familiares e amigos.

Março 10, 2012

MÁRIO COLUNA: RADIOGRAFIA DE UMA ESTRELA, PELA FIFA

O lendário Bobby Carlton cumprimenta o Sr. Mário Coluna num jogo no Estádio de Wembley entre o Benfica e o Manchester United, 29 de Maio de 1968, a 5ª final da Liga dos Campeões Europeus segundo o meu amigo Jorge Figueiredo. O Manchester United venceu esta partida por 4 a 1.

Excelente texto copiado do sítio da Fifa, ligeiramente editado.

Dados de Base

Nome: Mário Esteves Coluna
Data de nascimento: 6 de agosto de 1935
Local: Inhaca, Maputo (Moçambique)
Posição: médio
Clubes: Grupo Desportivo Lourenço Marques (1951-54), Benfica (1954-1970), Olympique Lyon (1970-71), Estrela de Portalegre (treinador-jogador, 1971/72)

Presença na Seleção Portuguesa: 57 jogos (oito golos)

Palmarés
Jogador:
– Dez Campeonatos Portugueses (1954/55, 1956/57, 1959/60, 1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68 e 1968/69)
– Seis Taças de Portugal (1954/55, 1956/57, 1958/59, 1961/62, 1963/64 e 1968/69)
– Duas Copa dos Campeões da UEFA (1960/61 and 1961/62)
– 3º lugar na Copa do Mundo da FIFA 1966

Outros

– Além do futebol, Mário Coluna foi praticante de boxe, basquetebol e atletismo, tendo sido recordista nacional de salto em altura, com uma marca de 1,82 metros
-Regressou a Moçambique, onde foi Ministro do Desporto e presidente da Federação Moçambicana de Futebol
– Foi o primeiro treinador de Rui Costa no Benfica, antes de o médio se tornar uma das grandes estrelas do futebol português
– Depois de uma passagem mal sucedida por França, acabou a carreira como jogador-treinador no Estrela de Portalegre, em 1971/72

Esboço biográfico

O Alto-Maé tem algo de especial. Foi nesse bairro de Lourenço Marques, actual Maputo, a capital de Moçambique, que nasceram grandes nomes do futebol como Matateu, Vicente e Hilário e também foi aí que cresceu um jovem chamado Mário Esteves Coluna, que se viria a tornar num dos melhores futebolistas portugueses de todos os tempos.

Filho de pai português e mãe moçambicana, o jovem Mário não demorou a mostrar grandes capacidades físicas e queda para o desporto. Em pequeno, era perito a trepar árvores para apanhar manga ou cajú e, por isso, ouvia muitas reprimendas do pai, antigo guarda-redes e um dos fundadores do Grupo Desportivo Lourenço Marques.

E foi no Desportivo que Coluna abraçou o desporto. No basquetebol não passou da equipa de reservas, mas surpreendeu no atletismo, tornando-se recordista nacional do salto em altura.

Porém, a glória estava guardada para dentro das quatro linhas, para um avançado que, ainda adolescente, chamou a atenção dos três grandes clubes portugueses.

Tinha sido impedido de jogar pelo Desportivo numa digressão à África do Sul, por causa das leis do apartheid, mas no duelo da segunda mão, em casa, vingou-se e marcou os sete golos da vitória da sua equipa. Nada mau para um miúdo de 17 anos. Tão bom que recebeu, pouco depois, uma proposta do Futebol Clube do Porto, seguindo-se o Sporting, que dobrou o valor da oferta. Mas a vontade do pai e o facto do Desportivo ser uma filial do Benfica, traçaram-lhe o destino. E que destino…

Em 1954, com 19 anos, chega a Lisboa depois de uma incrível viagem de avião que durou qualquer coisa como 34 horas e que o levou até ao Lar do Jogador do Benfica, onde ficavam a viver os jogadores que não tinham casa própria. Coluna não gostou e os primeiros tempos não foram fáceis.

Tinha chegado com rótulo de estrela, mas ainda demorou um pouco a convencer o então técnico do Benfica, Otto Glória. Afinal, para a posição de ponta-de-lança já existia José Águas, mas o treinador brasileiro viu mais longe. Percebeu as qualidades de passe e a forte presença em campo do jovem e apostou que Coluna poderia vir a ser um grande médio. Aposta mais que ganha.

A estreia com a camisola encarnada aconteceu num amigável com o Futebol Clube do Porto e, no primeiro jogo oficial para o campeonato português, o ainda adolescente mostrou para o que vinha. Marcou dois golos na goleada (5-0) contra o Setúbal, os primeiros de muitos que viria a assinar durante as 16 épocas consecutivas que representou a equipa lisboeta, pela qual fez 677 jogos e marcou 150 golos oficiais.

E se os números não dizem tudo, os títulos mostram bem o que Coluna conseguiu no Benfica.

Até 1954/55, o Sporting dominava o futebol português, mas nas 16 épocas que se seguiram o Benfica somou nada mais nada menos do que dez títulos nacionais e seis Taças de Portugal, além de atingir a glória europeia, com Coluna a marcar um dos golos na conquista da primeira Taça dos Campeões Europeus, em 1960/61, frente ao Barcelona.

Quando, no final de 1960, chegou a Lisboa mais um jovem vindo de Moçambique, já Coluna era uma das grandes figuras do Benfica campeão europeu. Esse jovem também era natural de Lourenço Marques e dava pelo nome de Eusébio da Silva Ferreira. Chegou à capital portuguesa jovem, tímido e com uma carta no bolso para entregar a Coluna.

Afinal, as famílias de Coluna e Eusébio conheciam-se de Lourenço Marques e a mãe do Pantera Negra, preocupada com o bem-estar do filho em Lisboa, escreveu a Coluna a pedir que olhasse pelo jovem Eusébio. Foi o que fez aquele que, até hoje, se considera o “padrinho” de uma dos maiores avançados de todos os tempos do futebol mundial.

Levou Eusébio a abrir a primeira conta num banco e, todos os meses, tratava das suas finanças até que o adolescente se tornou adulto e constituiu família. Juntos, dentro do campo, ajudaram o Benfica a conquistar o segundo título de campeão europeu.

Em 1961/62, a final da Taça dos Campeões Europeus colocou frente-a-frente o Benfica e o Real Madrid. Os espanhóis chegaram ao intervalo a vencer por 3-2, com três golos de Puskás, mas a reviravolta na segunda parte começou com um golo de Coluna, cabendo a Eusébio fazer o resto.

Aos 17 minutos do segundo tempo, o árbitro marcou uma grande penalidade a favor do Benfica e Coluna preparava-se para cobrar o castigo máximo quando ouviu a voz tímida de Eusébio: “Senhor Coluna, posso marcar o penálti?”. Assim mesmo, com a reverência do título de senhor, Coluna acedeu ao pedido e o Pantera Negra fez o 4-3, antes de bisar e fixar o resultado final em 5-3.

E no final desse jogo em Amesterdão, o jovem Eusébio tinha mais um favor a pedir ao “senhor Coluna”. Tímido, não teve coragem de pedir a camisola do seu grande ídolo Alfredo Dí Stefano e foi Coluna que se dirigiu ao hispano-argentino para pedir a camisola do Real Madrid que Eusébio guardou nos calções durante os festejos e que considera, até hoje, como um dos maiores troféus que conquistou no futebol.

Foi da base do Benfica bicampeão europeu – e que perdeu as três finais seguintes, sempre com Coluna como capitão – que se construiu a seleção portuguesa que viria a brilhar na Copa do Mundo da FIFA Inglaterra 1966. Germano era o capitão da equipa, mas como não era titular, a braçadeira foi entregue a Coluna que, em terras de Sua Majestade, mostrou a classe do costume no centro do terreno, ajudou Eusébio a sagrar-se o artilheiro da competição e levou Portugal ao terceiro lugar do Mundial, feito que ainda é, até hoje, o melhor da seleção das Quinas em Copas do Mundo.

Depois da epopeia inglesa, Coluna voltou para mais três épocas no Benfica, do qual se despediu em 1969/70 partindo para um ano ao serviço do Lyon. O regresso ao Estádio da Luz aconteceu em dezembro de 1970 para um jogo de homenagem frente a uma seleção mundial onde estavam nomes como Johan Cruyff e Bobby Moore, entre muitas outras vedetas. Alinhou 15 minutos com a camisola encarnada, saindo debaixo de uma enorme ovação. Estava previsto jogar alguns minutos pela outra equipa, mas recusou-se. Afinal, não conseguia defrontar o clube do coração.

Já era o Monstro Sagrado dos benfiquistas, o Didi Europeu como lhe chamavam os jornalistas brasileiros, ou, simplesmente, o Senhor Coluna como lhe chamava Eusébio.

(fim)

Fevereiro 19, 2012

GRAÇA GUIMARÃES, NADADORA DE ANGOLA, ANOS 1970

Filed under: 1970 anos, Graça Guimarães, NATAÇÃO ANGOLA — ABM @ 9:42 am

Fotografia do Jorge Manuel Barqueiro, restaurada.

Graça foi uma das campeãs de natação de Angola até meados dos anos 1970.

 

Graça Guimarães.

Fevereiro 11, 2012

CARLOS OLIVEIRA, CÂNDIDO PIMENTA, TAYOB E MATA, 1970

Fotografia de Cândido Pimenta, gentilmente cedida e restaurada por mim.

Para ver esta fotografia em tamanho maior, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

Balatazar Rebelo de Sousa, então Governador-Geral de Moçambique, aqui acompanhado por Eduardo Paixão, escritor e que foi Presidente do Desportivo, cumprimentam (da esquerda) Carlos Oliveira, Cândido Pimenta, Tayob e Mata, que neste dia vestiam as cores da Selecção de futebol de Lourenço Marques.

Janeiro 9, 2012

SÉRGIO CRUZ, A ESTRELA DE MANICA, CAMPEÃO DE TÉNIS

Filed under: 1970 anos, 1980 anos, 2010 anos, Sérgio Cruz, TÉNIS DE MOÇAMBIQUE — ABM @ 10:41 pm

 

Nasceu em 31 de Agosto de 1954 na então bucólica Vila Manica, entre os mais belos cenários naturais que África pode proporcionar. E cresceu para se tornar num grande campeão de ténis, em Portugal, onde foi o nº1 entre 1978 e 1981, e internacionalmente. Sem dúvida um dos melhores senão o melhor tenista que Moçambique e Portugal tiveram até hoje.  Hoje com 57 anos, Sérgio Cruz é um conceituado treinador e consultor de ténis, baseado na Suíça, tendo treinado entre outros, Jim Courier, e trabalhado com Pete Sampras.

Mas não esqueceu nunca a sua terra natal e os seus encantos.

Aqui, a ligação ao seu sítio profissional na internet.

O jovem Sérgio em Manica.

 

O jovem futuro campeão posa com o seu melhor amigo.

 

Já adolescente, no court.

 

O campeão, durante um jogo.

 

Uma edição especial de uma raquete da Donnay. Se o exmo. Leitor olhar com cuidado, verá o nome do nosso campeão, "S.Cruz", inscrito.

 

 

o nome em cima.

Filed under: 1970 anos, BASQUET, Equipas de Quelimane — ABM @ 5:00 pm

Fotografia de Rui Andrade de Azevedo, endireitada…

Grato à Margarida Sá-Chaves, que sabia quase todos os nomes e que referiu: “Estes meninos deram-nos muitas alegrias”.

Os craques do basquet do Sporting de Quelimane, anos 1970. De pé, da esquerda: Rui Azevedo, Mário Jorge Durval, Paulo Patrício, Luís Oliveira, Zé Miguel (Galeria Ducal), Cunha e Zeca Gonçalves (Treinador). De joelhos: Miguel Patrício, Henrique Santana, Rui Martins, Raul Milhais e Guterres.

CONCENTRAÇÃO AUTOMÓVEL NA ÁFRICA DO SUL, 1972-73

Enviado pela Sra D. Ana Sampaio, com uma nota dizendo “desta feita, o meu pai não participou. Só o meu tio Alfredo Simões e a minha tia Natália Simões. Isto foi por volta dos anos 72/73 creio eu, na África do Sul.”

 

O texto publicado sobre o rali em Joanesburgo, cerca de 1972-1973.

Janeiro 3, 2012

CARLOS LOPES BENTO EM PORTO AMÉLIA, 1973

Filed under: 1970 anos, Carlos Lopes Bento, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 10:20 pm

Foto de Carlos Lopes Bento.

 

Creio que Carlos Lopes Bento, no Estádio Municipal de Porto Amélia (hoje Pemba) em 1973.

VASCO ABREU (PAI) ATLETA, SÓCIO E DECANO DA FAMÍLIA ABREU DO DESPORTIVO

…. e piloto da DETA e da LAM até 1980.

Com D. Rute Abreu, pais de José, Rui, Vasco e Suzana Abreu, todos atletas do Desportivo.

E amigos para uma vida.

Foto e recorte restaurados por mim. Para ver as mesmas em tamanho máximo, prima na imagem que quiser ver duas vezes com o rato do seu computador.

Para mais dados sobre ele e a aviação em Moçambique, visite o excelente blogue Voando em Moçambique, gerido por Luisa Hinga e o Sr. Comdte José Vilhena.

Vasco Abreu, piloto da DETA/LAM e patriarca da Família Abreu no Desportivo. Aqui nos anos 1960.

Recorte do jornal Diário de Lourenço Marques, 10 de Novembro de 1973, dando notícia da chegada à cidade de mais um Boeing 737 para as então já denominadas Linhas Aéreas de Moçambique.

Janeiro 2, 2012

RUI NOVAIS LEITE MONTEIRO: CELEBRANDO UMA VIDA

Rui Novais Leite Monteiro, falecido em 30.12.2011, aqui em 2005.

O nome de Rui Novais Leite Monteiro, que faleceu na passada sexta-feira aos 90 anos de idade, ficará para sempre associado à história da navegação aérea em Moçambique, em particular ao Aero Clube de Moçambique, de que foi um dos mais activos participantes. O seu apelido perdura em Moçambique hoje através do seu filho, Rui Monteiro.

Se o exmo. Leitor quiser saber mais sobre quem ele foi e o que fez, recomendo a consulta ao excelente blogue Voando em Moçambique, magnificamente mantido pela Sra. D. Luísa Hinga e Sr. José Vilhena, de quem copiei hoje uma excelente nota biográfica e duas fotografias, que reproduzo em seguida, com alguma edição minha e informação adicional referida pelo Sr. Coronel Manuel Bernardo numa nota que escreveu a 31.12.2011 no inigualável Macua Blogs.

Os rapazes do Aero Clube de Moçambique. Da esquerda: Jaime Fajardo, Paulo Cunha, John Murray, Artur Cardoso, Rui Monteiro e Rui Lacueva.

Rui Novais Leite Monteiro nasceu a 22 de Junho de 1921 em Moçambique e desde sempre ali residiu. Decano dos pilotos aviadores privados em Portugal à altura do seu falecimento, possuía mais de 3.500 horas de voo e 14.000 aterragens na sua longa carreira de piloto e de instrutor.

Vindo de Moçambique, onde nascera, em Portugal treinou e voou pela primeira vez a 09 de Setembro de 1939, desde logo a solo, num “pairador” Schulgleiter lançado por cabos elásticos no Monte Maria Dias (Algueirão-Sintra), na então Escola de Aviação Bartolomeu de Gusmão promovida pela Mocidade Portuguesa em parceria com o Aero Clube de Portugal.

Participou num curso com dezoito alunos e uma duração de quinze dias, dirigido pelo Dr. João Pinto Coelho e sendo seu instrutor o alemão Schurke (campeão do Mundo de Voo à Vela). O voo de Rui Monteiro teve a duração de 17 segundos. Foi brevetado como piloto privado em 1940 no Aero Clube de Braga, campo de aviação de Palmeira, tendo efectuado o seu primeiro voo a solo a 3 de Dezembro de 1939 num pequeno monomotor Taylor Cub J-2 de 40 cavalos, “CS-AAU”.

Foram seus instrutores Roberto Sameiro e Esteves de Aguiar, num curso igualmente promovido pela Mocidade Portuguesa, a título gracioso, mas com o compromisso de entrar como piloto miliciano da então Aeronáutica Militar. Foram seus colegas o Cte. Amado da Cunha (TAP), Manuel Cardoso, José Manuel Soares e Artur Zanha.

Regressado a Moçambique, aprendeu com os Comandantes Luís Branco e Jorge Veloso o voo nocturno, com o Coronel Armando Vieira os multimotores, com Artur Lacueva a acrobacia e com Júlio Lázaro a radiotelefonia.

Foi sócio, instrutor e presidente do Aero Clube de Moçambique (com sede em Lourenço Marques), instrutor e director das Escolas de Pilotagem dos Aero Clubes de Gaza (Xai-Xai), Inhambane e Vila Trigo de Morais. Pelas suas mãos passaram várias gerações de pilotos ali formados. Até há poucos anos, mantinha válida a sua licença de piloto privado, sendo o mais velho piloto Português ainda no activo.

Na então Lourenço Marques, colaborou activa e decisivamente na construção de 4.000 casas populares no bairro da Machava e também na Coop, durante 17 anos, tendo oferecido uma escola primária, considerada como das mais lindas da cidade e que foi construída nesse bairro. Durante a sua carreira profissional, esteve ligado a cerca de quarenta empresas.

O Coronel Manuel Bernardo, que o conheceu bem, referiu: “Rui Monteiro era um homem de raras qualidades de humildade, coragem e abnegação ao serviço dos outros, em todas as circunstâncias.”

Aquando da Independência, deixou Moçambique, tendo ir viver para a Linha do Estoril, em Portugal. Todo o seu património foi posteriormente nacionalizado.

Apesar dos vários convites que lhe foram posteriormente feitos, nunca mais regressou a Moçambique.

Da esquerda: Artur Cardoso, Marques Pinto, Dias, Férias, Pereira, Telmo Pereira e Rui Monteiro.

Em Portugal, pertenceu aos quadros directivos do Aero Clube de Portugal, onde foi Presidente do Conselho Fiscal, Vice-Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral respectivamente, clube que lhe atribuiu vários diplomas de honra. A Federação Aeronáutica Internacional (FAI) concedeu-lhe em 1990 o diploma Paul Tissandier, a Ordem dos Cavaleiros de Colombo e distinguiu-o com uma cruz por salvamento num desastre aéreo, com risco da própria vida.

Ficaram célebres os voos acrobáticos deste grande piloto Moçambicano, participante activo em todos os festivais aéreos que por todo o território de Moçambique se realizaram, tendo efectuado o seu último voo no dia 18 de Junho de 2006, com 85 anos de idade.

Membro activo das Forças Aéreas Voluntárias em Moçambique, foi um dos seus fundadores naquela então província portuguesa, durante os dez anos que durou a guerra que culminou com a Independência em 1975, tomando parte em inúmeros voos de busca e salvamento, transporte de feridos e de mantimentos, e principalmente em numerosos voos de Correio Aéreo.

Uma credencial de Rui Monteiro Pai, anos 1960.

Foi correspondente durante vários anos da Revista do Ar, onde publicou vários artigos sobre a Aviação em Moçambique.

Sobre Rui Monteiro pai, Fernando Lopes Subtil escreveu: “Uma grande perda para todos aqueles que como eu tiveram a sorte de terem sido seus alunos e amigos durante mais de 50 anos, uma grande perda para todos os que de uma forma ou de outra estiveram ligados ao Aeroclube de Moçambique e de Gaza, os meus sentimentos aos filhos e restante familia, um grande abraço ao Rui monteiro filho.”

Carmo Jardim escreveu: “Conheci-o muito bem tinha por ele o maior respeito como piloto e também como instrutor. À Família amiga um grande beijinho especial.”

Rui Monteiro Pai era casado com D. Aurita. Deixa cinco filhos (Ana Maria, Rogério, Deolinda, Maria José (Zé) e Rui jnr) e vários netos.

Junto-me a todos apresentando à sua Família as minhas condolências e celebro a memória de um homem que teve uma vida verdadeiramente excepcional.

Janeiro 1, 2012

A EQUIPA DE FUTEBOL DE SALÃO DA TEAL DISCOS, ANOS 1970

Fotografia de Carlos Monteiro.

 

A equipa de futebol de salão da Teal Discos - vasas. De pé, da esquerda: P1, Carlos Santos, Rui Feio, Arménio e Carlos Monteiro. De joelhos: Armando Rocha, J. Cruz e J. Carlos.

MUSSÁ TEMBE, PAULO SÁ SILVA E ANTÓNIO JOSÉ DE MORIAS, GINASTAS EM QUELIMANE, ANOS 1970

Filed under: 1970 anos, António José de Morais, GINÁSTICA, Mussá Tembe — ABM @ 6:31 pm

Foto de António José de Morais.

 

Mussá Tembe, Paulo Sá Silva, António José de Morais e P1. Se souber o nome que falta, ou mais algum detalhe, por favor envie uma nota para aqui.

EQUIPA DE MINI-BASQUET DE NAMPULA, ANOS 1970

Fotografia de Mário Lisboa.

se souber o nome da equipa ou mais detalhes, escreva uma nota para aqui.

Fotografia tirada em Nampula, anos 1970. De pé, da esquerda: João Carlos, Nito Peixe, Nandocas Marta da Cruz, Bic, Jorge Bravo, Camané Osório de Castro e Frank. De joelhos: Mário Lisboa, Carlos Conceição, Mário Narta da Cruz, Zé Duro e Rui Prata Ribeiro.

Dezembro 20, 2011

SUBIR AO OLIMPO, AGOSTO DE 1996: UMA CRÓNICA DE ABM

Este artigo, que escrevi numa noite de verão em 1996 quando, logo após os jogos olímpicos em Atlanta, alguma imprensa portuguesa se abateu sobre os alegados insucessos dos atletas portugueses naqueles jogos, foi publicado no Diário de Notícias de Lisboa em 5 de Agosto de 1996. Há maningue tempo mesmo.

Deve ser lido com uma pinta de ironia. Como não podia deixar de ser.

 

 

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