THE DELAGOA BAY COMPANY

Janeiro 25, 2012

EUSÉBIO AOS 70: RETROSPECTIVA DA FIFA

Filed under: 2010 anos, Eusébio Ferreira da Silva, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 9:09 pm

Eusébio assinala o seu 70º aniversário hoje, 25 de Janeiro de 2012.

O sítio oficial da FIFA hoje publicou este texto, não assinado, que reproduzo em baixo.

Uma nota: não entendo bem como é que a história se encaixa (leia o exmo. Leitor em baixo) mas havia uma senhora em Lourenço Marques chamada Rute Malosso, ela ainda é viva e reside aqui em Portugal. Só havia uma família Malosso em Moçambique.

Título: Mais um golo do Pantera Negra

Em pleno agito cultural da década de 1960, os felinos estavam na moda entre a aristocracia europeia. O pintor espanhol Salvador Dalí não se separava de Babou, a sua jaguatirica de estimação; os tigres viraram presentes de luxo para socialites na Rússia; e dois excêntricos australianos transformaram Christian, um leão que logo ganharia fama internacional, em morador de uma badalada rua de Londres.

Um húngaro de 61 anos não tinha a menor intenção de aderir ao clube dos bichanos quando saiu da sua casa em Lisboa para cortar o cabelo no final da década de 60. Ao lado dele na barbearia, porém, estava sentado um antigo conhecido que exaltava uma pantera negra que havia visto durante uma viagem a Moçambique. Entusiasmado, o homem embarcou para Maputo cinco dias mais tarde. Lá chegando, encantou-se com o predador.

No entanto, a tal “pantera negra” fazia as suas vítimas em campos de futebol, e não na selva. O nome por trás do apelido era Eusébio. E o homem que estava à sua caça era o técnico do Benfica, Béla Guttmann. O húngaro havia recebido a dica do brasileiro José Carlos Bauer, a quem havia treinado no São Paulo alguns anos antes.

O caminho do garoto de 17 anos rumo ao Estádio da Luz, porém, não seria nada tranquilo. Eusébio jogava pelo Sporting Lourenço Marques, time da capital moçambicana que formava atletas para o tradicional Sporting Lisboa, que, por sua vez, já havia chegado a um acordo para contratar o atacante. No entanto, Guttmann foi ágil e rapidamente propôs um contrato que garantia ao humilde desconhecido o mesmo salário do ídolo Mário Coluna, meio-campista nascido em Moçambique que havia se firmado como um dos melhores jogadores da Europa pelo Benfica. Durante a negociação, o irmão de Eusébio exigiu o dobro. Guttmann aceitou prontamente.

O resto da história parece roteiro de filme de espião. Eusébio não cruzou o portão de embarque no Aeroporto Internacional de Maputo para entrar no avião que o levaria a Lisboa: foi conduzido pessoalmente por um automóvel a fim de evitar o risco de ser avistado por outras pessoas. Temendo uma tentativa de sequestro por parte do Sporting, o Benfica enviou o jovem para um lugar remoto no Algarve assim que ele desembarcou na capital portuguesa. Passou dez dias por lá. E caso as investigações do Sporting houvessem sido suficientemente minuciosas a ponto de checarem as listas de hóspedes dos hotéis do sul do país, não encontrariam o menor vestígio: Eusébio havia dado entrada usando o nome Ruth Malosso!

Esforço recompensado

Foi trabalhoso trazer o africano, mas as Águias logo perceberam que havia valido a pena. A ideia original era que Eusébio treinasse com os reservas, mas os planos mudaram depois do primeiro treino para a nova temporada, em junho de 1961. “Se tiver de ser eu que seja, mas alguém precisa sair para ele jogar”, declarou o camisa 9 e capitão benfiquista José Águas.

Águas, Mário Coluna, Joaquim Santana, José Augusto e Domiciano Cavém formavam um envolvente quinteto ofensivo que, cerca de duas semanas antes, havia levado o Benfica a uma vitória por 3 a 2 sobre o Barcelona na final da Copa dos Campeões. Como Guttmann justificaria que um deles fosse tirado da equipe titular às vésperas da decisão do Torneio Internacional de Paris contra o excepcional Santos de Pelé?

A justificativa apareceu quando o Benfica perdia por 5 a 0 — dois de Pelé, dois de Pepe e um de Coutinho. Guttmann soltou a fera e Eusébio anotou impressionantes três gols em 17 minutos, além de ter sofrido um pênalti desperdiçado por José Augusto. No dia seguinte, o rosto do tímido moçambicano que os torcedores do Benfica ainda não conheciam estava na capa da prestigiada revista France Football. A manchete da publicação francesa havia ignorado a vitória santista por 6 a 3 para estampar “Eusébio 3 x 2 Pelé”.

Ao final daquela temporada, Eusébio ostentava uma média de 1,4 gols por jogo na primeira divisão lusitana e, com o placar da final da Copa dos Campeões contra o Real Madrid empatado em 3 a 3, marcou duas vezes para garantir ao Benfica um surpreendente 5 a 3 e a manutenção do título continental. Era o início de uma lua de mel que duraria 15 anos, ao longo dos quais Eusébio conquistou 11 edições do Campeonato Português e cinco da Taça de Portugal, acumulando 638 gols em 614 partidas pelo time lisboeta.

A impressionante eficiência do atacante era fruto de um físico fenomenal. Eusébio corria cem metros em 10,8 segundos — o recorde mundial à época era apenas oito décimos de segundo mais rápido. Além disso, o craque possuía a força de um super-herói dos quadrinhos e o equilíbrio de uma bailarina, assim como uma poderosa impulsão que fazia com que o jogador de 1,75 m levasse a melhor sobre adversários muito mais altos. De acordo com o companheiro de seleção portuguesa Matateu, atacante que também nasceu em Moçambique, o pé direito de Eusébio tinha uma força comparável à dos punhos de Cassius Clay, o Muhammad Ali, pugilista nascido apenas oito dias antes do moçambicano e que também era idolatrado na África nos anos 1960, durante os quais venceu todas as suas 29 lutas, a maioria por nocaute.

Guttmann, por sua vez, preferia comparar a arma preferida do atacante a um famoso satélite soviético. “Ver a bola sair da chuteira de Eusébio era como assistir ao lançamento espacial do Sputnik”, explicou o húngaro. “Além de chutar forte, ele batia na bola com muita precisão. Também era incrivelmente rápido, explosivo e um grande driblador. Era um jogador completo. A contratação do Eusébio foi a maior vitória que o Benfica jamais conquistou contra o Sporting.”

Herói de duas nações

Embora as atuações de Eusébio pelo Benfica tenham dividido a cidade, o desempenho dele com outra camisa vermelha uniram um país. Ele assinalou 41 gols em 64 jogos pela seleção de Portugal e, embora tenha tido somente uma oportunidade de mostrar o seu irrepreensível talento em um grande torneio internacional, o atacante aproveitou a experiência ao máximo.

De fato, Eusébio brilhou na Copa do Mundo da FIFA Inglaterra 1966 marcando dois gols contra o Brasil na primeira fase e selando a eliminação do país que buscava o terceiro título mundial consecutivo, colocando Portugal nas quartas de final da competição. A equipe comandada pelo brasileiro Otto Glória enfrentava a Coreia do Norte e sofreu três gols nos primeiros 25 minutos, mas a atuação inspirada do craque garantiu a virada lusitana para 5 a 3. Na semifinal contra a Inglaterra, o técnico Alf Ramsey contava com dois ótimos zagueiros, Bobby Moore e Jack Charlton, mas estava tão preocupado que incumbiu Nobby Stiles da marcação individual de Eusébio. O português conseguiu chegar às redes, embora de pênalti, mas os ingleses venceram por 2 a 1.

“O Eusébio era um jogador realmente magnífico”, afirmou Charlton. “Ele era muito veloz, forte, tinha um equilíbrio perfeito e era bom de bola. E sabia chutar, também. Para mim, ele era tão bom quanto o Pelé. O nosso técnico não havia posto marcação individual em ninguém. Ele não fez isso contra o (Wolfgang) Overath na final e nem contra o Pelé (no Mundial de 1970), então isso mostra o quanto ele respeitava o Eusébio.” Stiles também passou a respeitá-lo após os 90 minutos daquela noite de julho. O volante do Manchester United perdeu nada menos do que quatro quilos caçando Eusébio pelo gramado de Wembley.

Apesar da derrota para o selecionado britânico, o camisa 13 de Portugal se despediu do torneio em grande estilo. Na decisão do terceiro lugar, contra a União Soviética, Eusébio abriu o placar na vitória lusa por 2 a 1 e acabou na artilharia da competição com nove gols, recebendo a Chuteira de Ouro adidas. “Sempre tive muito orgulho de receber um prêmio”, comentou o atacante, cuja genialidade foi recompensada com a Bola de Ouro em 1965. “Porque não era só para mim, mas para Portugal e para toda a África.”

Além de fazer a alegria de torcedores portugueses e africanos, Eusébio jogou em times do Canadá, México e EUA antes de pendurar as chuteiras em 1979, encerrando uma carreira em que disputou 745 jogos com 733 gols comemorados.

Nesta quarta-feira, o mundo do futebol se une a Eusébio para comemorar mais uma vez. Hoje o craque completa 70 anos. Feliz aniversário, Pantera Negra!

(fim)

EUSÉBIO FAZ 70 ANOS DE IDADE HOJE: ENCORE

1966, o ano em que o nome de Eusébio catapultou para a cena mundial. Aqui, durante o Campeonato do Mundo na Grâ-Bretanha, o Rei está a ser analisado pelo médico da equipa nacional portuguesa, Silva Rocha.

EUSÉBIO FAZ SETENTA ANOS DE IDADE: PARABÉNS AO REI

Filed under: 2010 anos, Eusébio Ferreira da Silva, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 12:18 am

O Rei. O moçambicano mais conhecido em toda a história.

Cito parte de uma nota que João Tomé escreveu no jornal lisboeta Destak de hoje: ” O Pantera Negra cumpre amanhã 70 anos e é homenageado numa biografia escrita por João Malheiro e em emissões especiais das televisões.

João Malheiro, lança amanhã no Estádio da Luz, o livro ‘Eusébio’. Ao Destak, o autor indica que esta pretende ser uma «biografia popular e barata» do «maior jogador português de todos os tempos». Cavaco Silva e Luís Filipe Vieira assinam os textos de abertura e o prefácio é do maestro António Victorino d’Almeida. Para Malheiro, esta é «uma homenagem aos 70 anos daquele que é o meu ídolo de infância, com quem tenho uma grande amizade». «Tem ainda novos textos relativamente à biografia já existente», diz.

Entretanto, [em Portugal]a estação TVI terá amanhã no Jornal das 8, um especial com Judite de Sousa a entrevistar Eusébio no restaurante A Tia Matilde, onde almoça há 50 anos e a RTP terá às 21h outro especial com Cecília Carmo a entrevistar ‘O Rei’.

733 golos marcados por Eusébio em 745 jogos oficiais ao longo da sua carreira. O Rei distinguia-se pela velocidade e pelo remate brutal.”

Janeiro 18, 2012

BOTELHO DE MELO NA ASSEMBLEIA GERAL DO GRUPO DESPORTIVO DE BOANE, 1960

Foto muito gentilmente enviada por Henrique Santos e que restaurei cuidadosamente.

O meu pai chegou a Moçambique, que já conhecia, em meados de 1958, tendo primeiro residido cerca de dois anos em Boane. Já em Boane, a minha mãe deu à luz em 20 de Setembro de 1958 o meu irmão Fernando, o 6º filho. No final de Janeiro de 1960, nasci eu, em Lourenço Marques. Mas os meus pais ainda estavam a residir em Boane.

Boane é uma pequena vila situada a cerca de 30 quilómetros de Maputo, do outro lado de um fértil vale junto do qual passa o rio Umbelúzi a caminho da Baía. Junto da vila situa-se ainda um quartel militar, onde, até à Independência, se fazia a recruta militar.

A Assembleia Geral do Grupo Desportivo de Boane, 1960. Da esquerda: S1, S2, S3 e Manuel Inácio Botelho de Melo (o meu pai). Segundo o Henrique, o meu pai estava aqui como vice-Presidente da AG. Quem souber quem são os outros colegas, por favor envie uma nota para aqui. Para ver a foto em tamanho gigante, prima duas vezes na imagem com o rato do seu computador.

Janeiro 9, 2012

SÉRGIO CRUZ, A ESTRELA DE MANICA, CAMPEÃO DE TÉNIS

Filed under: 1970 anos, 1980 anos, 2010 anos, Sérgio Cruz, TÉNIS DE MOÇAMBIQUE — ABM @ 10:41 pm

 

Nasceu em 31 de Agosto de 1954 na então bucólica Vila Manica, entre os mais belos cenários naturais que África pode proporcionar. E cresceu para se tornar num grande campeão de ténis, em Portugal, onde foi o nº1 entre 1978 e 1981, e internacionalmente. Sem dúvida um dos melhores senão o melhor tenista que Moçambique e Portugal tiveram até hoje.  Hoje com 57 anos, Sérgio Cruz é um conceituado treinador e consultor de ténis, baseado na Suíça, tendo treinado entre outros, Jim Courier, e trabalhado com Pete Sampras.

Mas não esqueceu nunca a sua terra natal e os seus encantos.

Aqui, a ligação ao seu sítio profissional na internet.

O jovem Sérgio em Manica.

 

O jovem futuro campeão posa com o seu melhor amigo.

 

Já adolescente, no court.

 

O campeão, durante um jogo.

 

Uma edição especial de uma raquete da Donnay. Se o exmo. Leitor olhar com cuidado, verá o nome do nosso campeão, "S.Cruz", inscrito.

 

 

CARLOS RAMOS, ÁRBITRO DE TÉNIS INTERNACIONAL

Filed under: 2010 anos, Carlos Ramos, TÉNIS DE MOÇAMBIQUE — ABM @ 9:44 pm

Carlos Ramos num torneio.

 

Cito o texto de Marta Talhão no Jornal Económico de dia 9 de Janeiro de 2012:

 

Em criança sonhava ser guarda-redes de futebol mas hoje, aos 40 anos, é o único árbitro do Mundo a ter dirigido as finais de singulares masculinos dos quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Open dos EUA. A infância foi passada entre o continente africano e Portugal.

Nascido em Lourenço Marques (actual Maputo) numa Moçambique à época colonizada pelos portugueses, teve o primeiro contacto com o ténis em Angola, onde passava férias. Sem família ligada ao ramo, poucas seriam as probabilidades de escolher a profissão no desporto, mas Carlos Ramos desde cedo revelou aptidão para contrariar as estatísticas.

“Completar o ‘Grand Slam de carreira’ foi especial, ainda que não considere comparável com um jogador que ganha esses quatro torneios. Mas não deixa de ser gratificante, em especial para um árbitro que não vem de um país do Grand Slam”, afirma Carlos Ramos ao Diário Económico, a partir da sua residência, em Lyon, França: é lá que vive desde 1996. Pelo menos quando não se encontra em parte incerta do globo a apertar a mão a Roger Federer, Rafael Nadal ou Novak Djokovic.

Quando era mais novo “sabia coisas como a tensão das cordas do [John] McEnroe” e, no Clube de Ténis do Jamor, chegou a treinar-se com os futuros campeões nacionais Emanuel Couto e Bernardo Mota. “Mas talvez não tivesse jeito suficiente”, admite, em tom descontraído. Acabou “mordido” pela arbitragem, ocupação que, aos 16 anos, escolhera como forma de pagar as aulas de ténis e as encordoações das raquetas porque, sublinha, “sempre quis ser o mais independente possível”. 

(fim)

 

Rafael Nadal a falar com Carlos Ramos.

 

Carlos Ramos e o seu colega árbitro Enique Molina, posam no Court 3 de Wimbledon no 1º dia do famoso torneio, 2011.

A EQUIPA DE BASQUET DO SPORTING DE QUELIMANE, ANOS 1970

Filed under: 1970 anos, BASQUET, Equipas de Quelimane — ABM @ 5:00 pm

Fotografia de Rui Andrade de Azevedo, endireitada…

Grato à Margarida Sá-Chaves, que sabia quase todos os nomes e que referiu: “Estes meninos deram-nos muitas alegrias”.

Os craques do basquet do Sporting de Quelimane, anos 1970. De pé, da esquerda: Rui Azevedo, Mário Jorge Durval, Paulo Patrício, Luís Oliveira, Zé Miguel (Galeria Ducal), P1 e Zeca Gonçalves (Treinador). De joelhos: Miguel Patrício, Henrique Santana, Rui Martins, Raul Milhais e Guterres. Se souber o nome que falta, mande uma nota para aqui.

ANTÓNIO DE SOUSA NEVES, FERNANDO E MÁRIO LAGE E JOSÉ MANUEL MADEIRA LEITÃO, ATLETISMO, 1947

Foto gentilmente cedida por António de Sousa Mendes e Pierre Yves Jeanrenaud, respectivamente filho e neto do Dr. Sousa Neves, presidente do GDLM em 1948-49.

António de Sousa Mendes comentou: “a nossa era uma equipa invencível. Nos torneios, nós costumávamos assegurar pelo menos as três primeiras posições. No primeiro ano eu venci os 83 metros barreiras e a seguir passei para a categoria de séniores. Na final dos 110 metros barreiras, na última barreira eu estava à frente dos meus concorrentes, composto pelos melhores corredores da cidade. Eu estava tão delirante e surpreendido que…tropecei na barreira. É a vida. Mas ganhei no salto em altura e na estafeta 4×100 metros.”

 

A equipa de Barreiras do Desportivo LM em 1947. De pé, da esquerda: José Manuel Madeira Leitão e Fernando Lage. De joelhos: António de Sousa Neves e Mário Lage. Para ver esta fotografia em tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

 

 

ANTÓNIO CORREA DE SOUSA NEVES, PRESIDENTE DO GRUPO DESPORTIVO LOURENÇO MARQUES, 1948

Foto gentilmente cedida por António de Sousa Neves e Pierre Yves Jeanrenaud, respectivamente filho e neto do Dr. Sousa Neves.

Em Lourenço Marques, o Dr. Sousa Neves foi advogado e político.

Num momento crucial de edificação do que é hoje o Desportivo, o Dr. Sousa Neves assumiu a direcção do Clube, levando a bom termo a construção da sua piscina, inaugurada em 24 de Julho de 1949.

O Dr. Sousa Neves, Presidente do Desportivo, aqui em 1948.

A CLASSE INFANTIL DA ASSOCIAÇÃO AFRICANA EM LOURENÇO MARQUES, 1959

Filed under: Uncategorized — ABM @ 4:02 pm

Foto de Álvaro Coimbra. Infelizmente perdi os dados dos nomes, ou sequer que desporto praticavam. A quem souber, peço que escreva para aqui com os detalhes dos jovens ou qualquer outra informação.

 

A classe infantil da Associação Africana em Lourenço Marques, 1959. Todos descalços.

 

A SELECÇÃO DE BASQUET DAS ESCOLAS INDUSTRIAL E COMERCIAL DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

A Selecção de basquet das Escolas Industrial e Comercial de Lourenço Marques. De pé, da esquerda: V. Agostinho, Bramão, Nelson Serra, Cató (Treinador), Vitor Morgado e Paulo de Carvalho. De joelhos: Carlos Pinto, Bicos, Marcelo de Sá, Calrão e J. Baronet.

FERNANDO ADRIÃO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: 1960 anos, Fernando Adrião, HÓQUEI MOÇAMBIQUE, Jorge Pauleta — ABM @ 3:17 pm

Fotografia de Carlos Barros no grupo Naturais de Lourenço Marques.

Fernando Adrião cumprimenta um jovem no campo. Por cima da cabeça de Adrião, Jorge Pauleta. Se conhecer mais pessoas na imagem, envie uma nota para aqui.

CONCENTRAÇÃO AUTOMÓVEL NA ÁFRICA DO SUL, 1972-73

Enviado pela Sra D. Ana Sampaio, com uma nota dizendo “desta feita, o meu pai não participou. Só o meu tio Alfredo Simões e a minha tia Natália Simões. Isto foi por volta dos anos 72/73 creio eu, na África do Sul.”

 

O texto publicado sobre o rali em Joanesburgo, cerca de 1972-1973.

Janeiro 7, 2012

MANUEL VALENTE BORREGO, PROFESSOR NA ESCOLA INDUSTRIAL, CAMPEÃO DE ESGRIMA E ATLETA OLÍMPICO

O cartaz oficial dos Jogos Olímpicos de Roma, 1960.

ao ver esta fotografia da equipa de esgrima da Associação dos Velhos Colonos de Moçambique, o meu caro Abel Lameiras, pelo Facebook, enviou-me uma preciosa nota referindo que “o mestre de oficinas de serralharia da Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque (EIMA), Manuel Valente Borrego, foi instrutor de esgrima na Beira e em Lourenço Marques. Valente Borrego fez parte da equipa de esgrima olimpica de Portugal.”

Não sabia nada sobre este assunto. E ainda que tecnicamente não seja sobre desporto de Moçambique, creio que tem interesse explorar um pouco este tópico.

O Prof. Manuel Valente Borrego numa jantarada do EIMA na Parede em 2005. Foto raptada pelo Abel Lameiras do sítio dos veteranos do EIMA.

Fui procurar alguma informação e encontrei o seguinte:

1. Numa listagem do pessoal docente da Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, 1969, aparecem os seguintes nomes na Oficina de Serralharia: “Mestre José Mendes, Contramestres António Gabriel Ribeiro e Manuel Valente Borrego”.

Lista 1 de 2. O corpo docente da Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, 1969.

Lista 2 de 2. Aqui se pode ver o nome do Prof. Manuel Valente Borrego, para além do nosso querido Prof. Rui Baptista e o Eng. Tomás Gouveia, pai da grande Dulce Gouveia.

2. Numa listagem dos títulos ganhos por atletas do Sporting Clube de Portugal, aparece a seguinte informação:

Campeonato Nacional, sabre, individual (3 títulos)
1958 – Manuel Valente Borrego
Campeonato Nacional, espada, individual (1 título)
1957 – Manuel Valente Borrego
Campeonato Nacional, florete, individual (2 títulos)
1957 – Manuel Valente Borrego
1958 – Manuel Valente Borrego
Campeonato Nacional, florete, equipas (2 títulos)
1957 – Manuel Valente Borrego, Santos Silva e Luís Ferreira
1958 – Manuel Valente Borrego, Santos Silva e Luís Ferreira

Recorte do jornal lisboeta "República", 16 de Abril de 1958.

3. Num sítio sobre atletas do Sporting de Portugal, aparece a seguinte informação:

Nome – Manuel Valente Borrego
Data de nascimento – 2 de Dezembro de 1934
Naturalidade – Aldeia do Bispo, Penamacor – Portugal
Posição – Esgrima
Nota – representou Portugal na modalidade de Esgrima, nos Jogos Olímpicos de 1960, realizados em Roma.

4. Quanto à sua participação nos Jogos Olímpicos de 1960, a participação portuguesa em esgrima está devidamente registada aqui, com referência ao Prof. Borrego e ainda à grande Regina Veloso, que foi uma figura incontornável do Desportivo.

Se alguém tiver dados ou fotografias do Prof. Borrego ou o contacto de algum familiar, agradecia que enviasse uma nota para aqui. Gostava muito de deixar registado nesta Casa mais informações sobre este campeão e atleta olímpico do esgrima que viveu muitos anos em Moçambique.

Manuel Valente Borrego foi também (do que li no seu grupo dos veteranos) um dos professores de trabalhos manuais mais apreciados no Externato Marques Agostinho em Lourenço Marques.

Curiosa e lamentavelmente, não há nenhum registo sobre ele nos sítios das duas federações portuguesas de esgrima, nem no sítio do Comité Olímpico Português, nem tão pouco no sítio da Associação dos Atletas Olímpicos de Portugal. O sítio do Sporting Club de Portugal tem alguns dados, mas apenas o essencial.

Sobre isto apenas tenho um comentário: triste é o país que trata assim a memória dos seus campeões.

ANTÓNIO SALDANHA DE SOUSA NEVES, ATLETA DO DESPORTIVO, 1949

Fotografia gentilmente cedida por António Saldanha de Sousa Neves via o seu sobrinho e meu amigo Pierre Jeanrenaud.

O seu pai foi Presidente do Desportivo LM em 1948-49, quando foi construída a piscina do Clube.

Praticou atletismo por isso esta inserção estrá indexada no atletismo.

A piscina do Desportivo foi inaugurada no dia 34 de Julho de 1949. Foi paga com contribuições dos sócios do Clube e pela sua Rifa.

 

António de Sousa Neves.

 

O Cartão de Sócio-Atleta do Desportivo de António Saldanha de Sousa Neves, 1949.

Janeiro 6, 2012

ARNALDO PINTO DA GAMA E GONÇALO FEVEREIRO NO CENTRO HÍPICO, 1956

Filed under: 1950 anos, Arnaldo Pinto da Gama, Gonçalo Fevereiro, HIPISMO — ABM @ 11:13 pm

Fotografia gentilmente cedida por Arnaldo Pinto da Gama e restaurada por mim.

 

Cerimónia ocorrida durante a visita do Presidente Craveiro Lopes a Moçambique em 1956. No Centro Hípico em Lourenço Marques, o Presidente afixa uma medalha no colete do jovem Gonçalo Fevereiro. Atrás dele está Arnaldo Pinto da Gama.

A EQUIPA DE ESGRIMA DA ASSOCIAÇÃO DOS VELHOS COLONOS DE MOÇAMBIQUE, ANOS 60

Filed under: 1960 anos, Arnaldo Pinto da Gama, Equipa Velhos Colonos, ESGRIMA — ABM @ 10:58 pm

Foto de Arnaldo Pinto da Gama, restaurada.

A secção de esgrima da Associação dos Velhos Colonos de Moçambique na despedida do Tenente Lopes Praça. Creio que o Arnaldo é o mais jovem à frente do Sr. Tenente. Se alguém souber alguns dos outros nomes, escreva para aqui. Da Esquerda: P1, P2, Pitta Pereira, P4, P5, P6, P7, P8, António Marques, P10, P11, P12, P13 e P14. O mais pequeno é o Arnaldo (creio).

Uma nota adicional: ao ver esta fotografia, o meu caro Abel Lameiras, pelo Facebook, enviou-me uma preciosa nota dizendo “o mestre de oficinas de serralharia da Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque (EIMA), Manuel Valente Borrego, foi instructor de esgrima na Beira e em Lourenço Marques. Valente Borrego fez parte da equipa de esgrima olimpica de Portugal.”

Sobre o Professor Borrego elaborarei uma nota separada.

Janeiro 5, 2012

A EQUIPA DE FUTEBOL DO SPORTING CLUBE DE LOURENÇO MARQUES, 1956

Esta foto foi gentilmente enviada pela Amélia Sampaio (Cerqueira), com esta nota: “o afilhado do meu pai enviou-me agora esta foto que encontrou no álbum da mãe dele. Esta foto é de 1956, o último ano que o meu pai jogou como guarda-redes. Por esse ano já andava a treinar o Octávio de Sá para o substituir, e depois também o Hélder Silva. Se reparares há alguns jogadores nesta equipa que também estão noutra foto da equipa de 1960 aonde está o Eusébio. Não sei nomes, não me lembro (só tinha 6 anos na altura), só me lembro bem do Octávio de Sá porque como ia com o meu pai aos treinos, o Octávio brincava comigo e com o meu irmão.”

Para ver esta fotografia com o tamanho máximo, prima na imagem em baixo duas vezes com o rato do seu computador.

 

A equipa de futebol do Sporting Clube de Lourenço Marques em 1956. Peço ajuda com os nomes...

A EQUIPA DE FUTEBOL DO SPORTING CLUBE DE LOURENÇO MARQUES, 1959-1960

Foto do grande  Braga Borges por via da Sra D. Mirene Graça, leoa moçambicana.

A equipa de futebol do Sporting Clube de Lourenço Marques, Campeões Distritais de Júniores em 1959-1960 após ganharem por 2-0 ao Desportivo num jogo disputado no campo do Ferroviário. De pé, da esquerda: Elísio Pereira (Treinador) , Orlando , Bessa , Leitão , Sau, Saíde , James (capitão), Eusébio, Coelho, Braga Borges e Cambé (massagista). De joelhos: Sancho Martins, Roberto da Mata, Manuel António, Morais Alves, Eduardo e Madala.

Janeiro 4, 2012

A EQUIPA DE HÓQUEI DO FERROVIÁRIO DE NAMPULA EM 1954

Foto de Rui Aguilar Cerqueira no grupo dos Antigos Hoquistas de Lourenço Marques no Facebook, ligeiramente restaurada.

A equipa do Ferroviário de Nampula em 1954. De pé, da esquerda: Lino, Manecas e Camacho. De joelhos: Vate de Almeida, Abel Cerqueira e António Teixeira.

A EQUIPA DE HÓQUEI EM PATINS DO FERROVIÁRIO DE NAMPULA, 1956-57

Filed under: 1950 anos, Abel Cerqueira, Equipa CFM Nampula, HÓQUEI MOÇAMBIQUE — Etiquetas: — ABM @ 2:50 pm

Foto de Rui Aguilar Cerqueira no grupo dos Antigos Hoquistas de Lourenço Marques no Facebook, ligeiramente restaurada.

 

A equipa do Ferroviário de Nampula, época de 1956-1957. De pé, da esq.: Lino, Lodovina, Rocho. De joelhos: Vate Almeida, Abel Cerqueira, Almeida Pinto e Paulo.

OS CARTÕES DE ATLETA DE JOSÉ GUERREIRO MARTINS, ANOS 40 E 50

Fotografias gentilmente cedidas por José Guerreiro Martins.

 

1947-1949.

 

Não consigo ler o ano.

 

Este não consigo ler...

 

1951-1953.

Janeiro 3, 2012

A EQUIPA DE FUTEBOL DO 1º DE MAIO EM LOURENÇO MARQUES COM AMÁLIA RODRIGUES, 1951

Fotografia gentilmente cedida por José Guerreiro Martins e restaurada por mim.

Para os que não sabem, o Queirós ali em baixo de joelhos é o pai do Carlos Queirós, o que foi treinador da selecção portuguesa de futebol. Pois é.

Para ver esta fotografia no tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

E a seguir a mesma imagem, melhorada com os poderes mágicos da Carla Moreira Ribeiro.

A equipa de futebol do 1º de Maio com a Diva em Lourenço Marques, 1951. De pé, da esquerda: Abibe, Acácio, Evaristo, Amália Rodrigues, Pontes, Inácio e Costa. De joelhos: Queirós, Bonifácio, Merali, F. de Almeida e José Guerreiro Martins.

 

A mesma fotografia, magicamente trabalhada pela Carla Ribeiro Moreira. Kanimambo!

MANUEL BOTELHO DE MELO E JOSÉ GUERREIRO MARTINS NO 1º DE MAIO, 1961

Foto da Colecção de José Guerreiro Martins, gentilmente cedida.

Manuel Inácio Botelho de Melo e José Guerreiro Martins, no 1º de Maio de Lourenço Marques, 1961.

CARLOS LOPES BENTO EM PORTO AMÉLIA, 1973

Filed under: 1970 anos, Carlos Lopes Bento, FUTEBOL MOÇAMBIQUE — ABM @ 10:20 pm

Foto de Carlos Lopes Bento.

 

Creio que Carlos Lopes Bento, no Estádio Municipal de Porto Amélia (hoje Pemba) em 1973.

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