THE DELAGOA BAY COMPANY

Dezembro 1, 2010

A ESCOLA INDUSTRIAL MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, por RUI BAPTISTA

Em seguida se reproduz um texto da autoria do Senhor Professor Rui Baptista, que leccionou naquele estabelecimento de ensino a gerações de estudantes.

A fachada da Escola Industrial em Lourenço Marques. Anteriormente, foi um templo maçónico. Hoje creio que é um instituto de ensino.

por Rui Baptista

Transcrevo um post por mim publicado, no passado em 27/10/2010, no blogue “De Rerum Natura” que mais não é do que uma singela homenagem a alunos da Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque de Lourenço Marques, dela amplamente credores pelo reconhecimento público de uma boa formação escolar – que lhes deu acesso a cursos de Engenharia – e cívica que pode e deve servir de exemplo à grande maioria dos alunos do ensino secundário actual.

A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

Mais vezes do que aquelas que a minha paciência suporta, algumas vozes tentam convencer a opinião pública da bondade do boom operado no actual sistema educativo que se traduziu em aumentos exponenciais de cidadãos de posse de diplomas de ensino superior.

Tudo isto seria digno de encómio, ou mesmo de orgulho nacional, não se desse o caso de na percentagem de licenciados se incluírem todos os indivíduos com um pergaminho ou simples cartolina com o imprimatur do Estado que os iguala em direitos e os desiguala em deveres, numa espécie de preito a um demérito que a ética deve reprovar, a justiça obriga a rejeitar e um estado de direito não pode legitimar. Aqueles valores percentuais só são possíveis pelo desconhecimento de uma simples regra da adição no ensino primário que diz que não se podem somar pêras com maçãs.

Há quem diga que a actual situação, na qual a bolsa dos pais conta mais que a massa cinzenta dos filhos, se deve a uma louvável democratização do ensino, que faz com que indivíduos que ontem trabalhavam nas obras possam hoje pensar no acesso à universidade. Pena é, no entanto e por outro lado, que, devido ao desemprego de diplomados em engenharia, estes, por vezes sem o suficiente know-how, sofram agora o pesadelo de terem que ir trabalhar para as obras.

Ora este statu quo fica a dever-se a uma coisa bem simples, que repousa menos no direito constitucional à educação e mais no novo-riquismo da democracia portuguesa, que foi reconhecida pelo ex-ministro da Educação David Justino quando lamentava o facto de, no pós-25 de Abril, “se ter morto o ensino técnico e profissional, tendo-se perdido, com isso, quase 30 anos” (Diário de Coimbra, 10/12/2003).

Por acreditar num ensino técnico devidamente dignificado me fiz seu defensor por várias vezes nos media (v.g., “A extinção dos liceus e escolas técnicas”, Diário de Coimbra, 26/07/2001). Mas ouçamos, sobre esta temática, a voz de Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harvard e festejado autor da Teoria das Inteligências Múltiplas:

“Chegou a hora de alargar a nossa noção do espectro dos talentos. A contribuição mais importante que a escola pode fazer para o desenvolvimento de uma criança, é ajudar a encaminhá-la para a área onde os seus talentos lhe sejam mais úteis, onde se sinta satisfeita e competente. É um objectivo que perdemos completamente de vista. Em vez disso, submetemos toda a gente a uma educação em que, se somos bem sucedidos, a pessoa fica preparada para ser professor universitário. E, ao longo do percurso, avaliamos toda a gente de acordo com esse estreito padrão de sucesso. Devíamos passar menos tempo a classificar as crianças e mais tempo a ajudá-las a identificar as suas competências e dons naturais, e a cultivá-los. Há centenas de maneiras de ser bem sucedido e muitas, muitas capacidades que nos ajudarão a lá chegar”.

E, se é verdade que o direito à educação está estabelecido pela Constituição, igual direito se perfila no que respeita à cultura física e à prática desportiva. Mas daí a defender que o acesso à universidade deve ser para todos, independentemente das suas capacidades de trabalho, apresenta o mesmo vício de forma que considerar que aos praticantes de futebol de menor aptidão físico-motora deve ser facultada a integração nas equipas profissionais dos maiores clubes da 1.ª Liga de futebol. Em mera hipótese, suponhamos que Eusébio, Figo e Cristiano Ronaldo tinham sido obrigados a desistir das suas competências, para utilizar a classificação de Gardner, “corporal-cinestésicas” em favor de exigências “lógico-matemáticas ou linguísticas”. Não seriam eles hoje indivíduos a aumentar os números do desemprego e do insucesso escolar, mesmo que escamoteados em dados estatísticos para inglês ver?

Por este facto, considero que colocar indivíduos no ensino técnico-profissional depois de terem falhado anos consecutivos num ensino direccionado para o ingresso em escolas de ensino superior desacredita aquele ensino tornando-o numa escolha de último recurso. Urge mudar a mentalidade de uma sociedade arreigada a padrões obsoletos de sucesso, regressando a um ensino que, a partir do 6.º ano de escolaridade, seja capaz de indicar ao aluno o caminho a seguir, segundo as suas capacidades avaliadas em testes de aptidão vocacional. E, além disso, não misturando numa mesma escola secundária alunos de “caneta” com alunos que necessitam de oficinas devidamente apetrechadas e professores com a necessária formação técnica.

Julgo ter conhecimento de causa por ter iniciado a minha carreira docente na Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque, da então Lourenço Marques, e ter-me deparado, décadas volvidas, com um “site” que homenageia o respectivo corpo docente em agradecimento dos seus alunos pela “formação recebida, quer como estudantes, quer como pessoas“. Reza essa homenagem:

“Naturalmente que, como em tudo, no respeitável corpo docente que ao longo dos anos leccionou na nossa escola, nem todos conseguiram ser populares, mas todos contribuíram, de uma forma ou de outra, para a nossa formação, quer como estudantes, quer como pessoas. Alguns deixaram a sua marca. (…) Ainda hoje, e eu faço notar isso aos meus filhos, eu sei o nome dos meus professores, e faço questão de realçar a sua competência. Pena que nem todos eles possam já tomar conhecimento de que também fazem parte da nossa saudade académica”.

É este ensino técnico, viveiro de profissionais de valor e de homens reconhecidos, que deve merecer o respeito dos cidadãos e o remorso de políticos que, em nome de uma sociedade sem classes, a transformaram numa sociedade desclassificada académica e profissionalmente. Só desta forma sairá reforçada uma educação, que não tenha como “única direcção a conveniência”, como escreveu Eça de Queiroz.

O Professor Rui Baptista reside na cidade de Coimbra e colabora regularmente no blogue De Rerum Natura.


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20 comentários »

  1. A antiga e saudosa Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque, da antiga Lourenço Marques, passou a ter o nome, depois da Independência, de Escola Industrial 1.º de Maio da cidade do Maputo.

    E porque este blogue (obra “histórica”de muito valor do meu Amigo António Botelho de Melo) assume características de dar a conhecer a riquíssima actividade gimnodesportiva moçambicana, reconheço a importância desta Escola em ter sido, também, viveiro de grandes nomes do desporto laurentino, moçambicano, nacional e até internacional, como, por exemplo, o hoquista Fernando Adrião em representação da camisola das quinas em diversos e ganhos Campeonatos Mundiais da Modalidade.

    De outro nome, embora sem a projecção deste, me recordo: um antigo aluno, Nêne (salvo erro), que veio jogar futebol para a equipa principal da Académica de Coimbra, transferido, passado pouco tempo, para o Sporting Clube de Portugal, tendo falecido prematuramente num infaustoso desastre de automóvel quando se deslocava, num pequeno percurso, de Coimbra para a Figueira da Foz.

    Nesse tempo, o desporto escolar, através da Mocidade Portuguesa, promovia campeonatos distritais, provinciais e nacionais. Em Loureço Marques grandes e emotivos eram os despiques que opunham a Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque, a Escola Comercial Dr. Azevedo e Silva e o Liceu Salazar.

    E por me ter sido dada a feliz oportunidade de recordar tempos muito felizes da minha docência, julgo que a mais sincera homenagem a prestar a estes jovens é dizer-lhes que, vindo para Portugal, onde fui professor no Liceu José Falcão de Coimbra e Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, recordo com respeitosa e mais intensa saudade os meus antigos alunos da antiga capital de Moçambique. Para todos, um grande e saudoso abraço.

    Comentar por Rui Baptista — Dezembro 2, 2010 @ 1:22 am

  2. Sobre a foto que está representada foi, até chegar a Escola
    Industrial,assim:

    Construida pela Maçonaria até o ESTADO NOVO e:

    Transformada depois numa escola Comercial e Industrial
    com o nome de ESCOLA TÈCNICA “SÁ DA BANDEIRA”
    Com a separação do Comércio e da Industria passou a
    ESCOLA INDUSTRIAL até 1974.

    Esta é, em poucas palavras, a história que, eu vivi com soudade,na minha juventude!!!!!!!

    Comentar por Renato Pericão — Dezembro 6, 2010 @ 3:40 pm

  3. Meu Caro Renato Pericão: Grato pela sua informação. Um abraço.

    Comentar por Rui Baptista — Dezembro 7, 2010 @ 12:58 am

  4. Frequentei a EIMA entre 1971 e 74, no curso de Artes Decorativas (era esse o nome, creio eu). Pouco, quase nada esqueci, desde as inundações nos dias de grande chuvada, até às arrufadas do “Cortiço”, a pastelaria que se situava mesmo na esquina em frente da porta principal, na Av. 24 de Julho. Tenho muitos nomes na memória. Curiosamente, na faixa à direita, vejo um nome, garradas Domingues, que deve pertencer a um familiar (pai?) de um antigo colega meu da General Machado. O que será feito dele?

    Comentar por Nuno Castelo-Branco — Dezembro 10, 2010 @ 2:03 pm

  5. Em aditamento à informação histórica desta ESCOLA, que nos foi dada pelo Renato Pericão, devo acrescentar que o projecto do edifício inicial, que hoje em dia constitui a frente voltada para a Av. 24 de Julho, é da autoria do Arqº COUTO MARTINS, então chefe do departamento de arquitetura da Câmara Municipal de LM e membro da Maçonaria. Este edifício foi inicialmente construído para ser a sede da Maçonaria. São também dele outros projectos, ainda hoje existentes na nossa cidade. A obra mais emblemática deste Arq. e que ainda hoje constitui um dos mais conhecidos postais de Moç. , é a Portaria do então Jardim Municipal Vasco da Gama, em estilo Manuelino. O estilo mais característico da sua arquitetura e que foi, por ele muito utilizado no 1º quartel do Séc. XX, era representado pelas fachadas principais dos edifícios com janelas circulares de aproximadamente 1 m de diâmetro que ainda hoje podem ser vistas, entre outras, numa casa de habitação na esquina da Rua General Botha e Afonso de Albuquerque (onde viveu a família do Mário Wilson e do Betinho, ambos desportistas de nomeada) e de uma moradia no Alto Maé, entre a Av. Pinheiro Chagas e Latino Coelho, em que aparecem as referidas janelas.

    Comentar por Augusto Martins — Janeiro 10, 2011 @ 12:46 pm

  6. Quero aqui deixar a minha concordancia naquilo que o Sr. Prof. Rui Batista menciona. Eu fiz a Primaria na Joao Belo, frequentei a Joaquim Araujo e 1974 ingressei na EIMA no curso de engenharia mecanica onde passei pelo 25 de Abril e indepencia e continuei ate 1976. A familia decediu ir para Portugal em Setembro desse ano.
    A minha irma foi para o Liceu Salazar e em Portugal continuou uma vida Academica onde se destaca principalmente como Dra. Prof. na Universidade do Porto.
    Ao contrario de mim que apos chegar a Portugal, por isto ou aquilo decedi que iria aprender uma arte com apenas 14 anos e meio de idade, e assim foi, fiz a aprendizagem de serralheiro mecanico em Aveiro, emigrei para a A. do Sul com 20 anos, mudei de arte aos 21 anos, e aos 27 montei uma empresa por conta propria, que ainda hoje existe. Resumindo, a qualidade dos ensinamentos escolares recebidos durante o meu tempo, foi de tal qualidade que me preparou para as necessidades basicas da vida, hoje em dia fico espantado com a falta de conhecimento geral da malta nova, desde matematica, ciencias, literatura, historia, filosofia e logica.
    Este exemplo meu explica o que o Sr. Prof. Batista diz, ter bastante qualificacao e justificacao.
    Ora bem, imagine-se se houvessem apenas catedraticos a trabalhar, quem tomaria conta das necessidades do dia a dia para fazer rolar as rodas da vida.
    Eu julgo que o sistema escolar hoje em dia nao se compara a preparacao que no meu caso particular tanto eu como a minha irma recebemos noutros tempos, esta modernizacao escolar parece-me que nasceu do nada, em vez de vir de uma evolucao gradual, isso em si implica uma lacuna muito grave no vacuo que fica quando nao se aproveta nada do que era positivo antigamente.
    Essas decisoes para tentar modernizar o sistema de ponta a ponta foram gravemente erradas, porque tudo na vida esta em constante evolucao gradual, e nao existe exemplo nenhum de mudancas radicais que tenham tido um efeito positivo permanente.
    Desculpem-me a falta de acentuacao, assim e’ por razoes de expediente devido ao teclado em ingles.
    Muito obrigado pela oportunidade.
    Jose Carlos M. Ferreira.

    Comentar por Ze' (gordo) Carlos — Março 8, 2011 @ 12:01 pm

    • Z Gordo

      Percebe-se perfeitamente tudo o que aqui est+a dito…obrigado. Por mim assino por baixo.

      Comentar por Antonio Botelho de Melo — Março 8, 2011 @ 2:26 pm

  7. Meu Caro José Carlos: De quando em vez, volto ao blogue para ver se e há novos comentários. Em boa hora o fiz por me ter deparado com o seu comentário.

    Continuo fiel à minha defesa do antigo ensino técnico pelo contributo que os seus diplomados deram ao desenvolvimento de Portugal e das suas antigas províncias ultramarinas. Uma das críticas feitas a este ensino era ser um ensino de classes desfavorecidas economicamente. Nem sempre, e nem isso seria condição de menos apreço.Bem pelo contrário!

    Trago à colação o caso do saudoso eng.Miguel Portugal, antigo director da EIMA , e do Prof. Palhares Falcão, docente de Filosofia dessa mesma Escola. Ambos tiveram filhos a estudarem e a diplomarem-se nesta Escola. Julgo que ambos se vieram a diplomar pelos Instituto Superior Técnico.

    Tenho merecido a honra de ser convidado para almoços de confraternização de antigos alunos da Escola Industrial que prosseguiram os seus estudos no Instituto Industrial de Lourenço Marques. Diplomados pela Escola Industrial e pelo Instituto Industrial estão bem colocados na vida profissional e, o que é mais importante, orgulhosos de um sistema de ensino exigente que bem os preparou para uma vida futura de inegável êxito.

    Eu próprio, tendo sido professor dessa Escola, do ensino liceal e da Universidade do Porto e da Universidade de Coimbra, recordo com especial carinho e muito orgulho esse tempo de “industrial” pelas provas de amizade recebida desses alunos de que guardo as melhores recordações.

    Obrigado pelo seu testemunho pessoal. Um grande abraço para si envolvendo essa brava rapaziada que soube subir a pulso na vida e disso terem um orgulho que o actual facilitismo do sistema educativo não consente. Ou deve consentir com (falsos)licenciados a procurarem na política o seu sustento…

    Comentar por Rui Baptista — Março 10, 2011 @ 8:38 pm

  8. Abm
    Quanto à antiga Escola Técnica Sá da Bandeira, onde meu pai foi lá professor e eu fui aluno no Curso de Pintura Decorativa, que funcinava no lado esquerdo, na cave. No gabinete dos professores desse curso tinham nas paredes “portas falsas” e um tunel subterrâneo, que passava pela 24 de Julho e ía ao Clube de Trás-os-Montes, onde artistas tinham atelieres. Tanto o pintor Frederico Ayres (autor das pinturas da Catedral de Lourenço Marques) como o pintor Gustavo de Vasconcellos (autor do painel da empela lateral do edificio do Montepio) foram lá professores. Foram meus colegas o Malangatana (falecido recentemente) e o Macieira (autor da celebre pintura “Garrafão” de uma empena da baixa laurentina). Era voz corrente, que o mesmo tunel iria do Clube
    para a Escola Rebelo da Silva.
    Viriato

    Comentar por Viriato da Silveira — Abril 7, 2011 @ 10:32 pm

  9. O Viriato talvez conheça a minha mãe. Chegou a colaborar com o mestre Ayres e realizou a sua última exposição nos finais de 1973, na Casa Amarela (Pç. 7 de Março). Chama-se Ana Maria e pintava temas africanos, especialmente aqueles que diziam respeito à vida no interior. Pode ver alguns quadros no seguinte link:
    http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1241350.html

    Comentar por Nuno Castelo-Branco — Abril 8, 2011 @ 9:10 am

  10. Nuno Castelo Branco,
    Sim. Penso que conheci a mãe, Ana Maria, vi o link e tenho uma certa memória, mas os tempos passam
    pelas pessoas e deixam diferentes marcas todos os anos. Assim, de repente torna-se dificil recordar com a certeza lógica. Também das obras recordo, pelos jornais da época, pois estava nessa altura em Quelimane. Como ela está. Saudações.
    Viriato

    Comentar por Viriato Silveira — Abril 23, 2011 @ 4:31 pm

  11. Mais uma noite em que vou dormir aliviado…por tudo o que li, revivi e nos mata certas saudades. Prof. Rui Baptista, Engº Miguel Portugal, Prof. Palhares Falcão e tantos outros, que nos marcaram e ensinaram a seguir os trilhos difíceis da vida. A todos, o meu agradecimento, por todos os bons valores transmitidos. Como era diferente aquela mocidade! Duvido que grande parte da juventude actual, daqui a meio século, se pronuncie tão saudosa do seu passado escolar? Foi em 1955 que lá entrei e aqui li nomes de quem desde 1960 não mais voltei a ver, o Adolfo Figueiredo do tempo do Mesquita (em 1992 estive em sua casa em Johannesburg), ambos meus colegas de turma. Para todos, um Abração, (em especial para o Prof. Rui Baptista).

    Comentar por Adérito Rodrigues — Maio 23, 2011 @ 1:16 am

  12. Meu Caro Adérito: Quando, no passado dia 19 de Maio, se chega a octogenário, comove-se a gente com provas de amizade vindas de antigos alunos tornados nossos amigos.E que saudades dos tempos de uma Escola que disputava palmo a palmo os campeonatos desportivos com o Liceu Salazar e Escola Comercial. E que orgulhos nós, agora “cocuanas”,alunos e professores, tínhamos, e temos acicatado pela saudade de uma juventude, de uma “Mouzinho de Albuquerque” que nos continua a aprisionar nos seus velhinhos muros de dignidade e de exigência educativa.

    Um abraço grato, meu bom amigo.

    P.S.: Vou mandar, via mail, este teu comentário ao Adolfo Figueiredo. E o que ele vai gostar de o ler!

    Comentar por Rui Baptista — Maio 23, 2011 @ 8:20 am

    • Caro Adérito:Foi com grande satisfação que li o teu comentário no post do Dr. Rui Baptista,que fez o favor de mo enviar por email.Depois de tantos anos, chegar ao contacto com um antigo colega que se lembra de nós e connosco partilhou os mesmos espaços e alegrias,sim ,porque olhando para o que vivemos no presente,naquele tempo só tivemos alegrias,é para mim muito agradável.Tudo de bom para ti. Um abraço amigo.

      Comentar por Adolfo Figueiredo — Maio 24, 2011 @ 2:49 pm

  13. Ficarei muito agradecido se tiverem a amabilidade de acolher a divulgação do meu blogue, exclusivamente dedicado à resenha histórica e actividades da Mocidade Portuguesa, tanto na Metrópole como no Ultramar.
    Os meus melhores cumprimentos.

    Comentar por Jorge Carvalho — Junho 27, 2011 @ 6:51 pm

  14. fui aluno nesta saudosa escola no periodo compreendido entre os anos 1967/1973, no curso de montador electricista e mais tarde na secção preparatória.
    se houver alguem que queira contactar-me,o meu enderêço segue abaixo , para terminar dizer que ainda continuo nesta terra maravilhosa.

    Comentar por josé paulo antónio — Setembro 28, 2011 @ 9:46 am

  15. O meu pai (Antonio Guilherme da Silva) e o meu tio (João Guilherme da Silva) foram alunos nesta escola. Julgo que terminaram os respectivos cursos por volta de 1944 ….

    Comentar por Filipa Silva Canelas — Maio 6, 2012 @ 1:57 pm

  16. É dificil, depois de tamanha ausência, entrar num site destes onde ouvimos falar e enaltecer “por baixo” o valor da educação, a disponibilidade da educação para todos e a importância que essa mesma educação teve para tantos e eventualmente para o sucesso de muitos que por lá passaram, que não posso de deixar aqui o meu o meu comentário e testemunho de aluno.
    Como comentário, concordo com tudo o que o professor Rui Batista disse, reiterando que é lamentavel que todos os “sábios” depois do 25 de Abril tenham produzido tanta alteração no ensino, de baixo do slogan “ensino para todos”, que hoje estão aflitos com o desemprego para todos. Não souberam ouvir quem tinha experiência. E continuam a não querer ou não saber ouvir.
    Professor Rui Batista, não tive oportunidade de ir a uma confraternização recente em sua homenagem, mas tentarei estar presente na próxima. O Conceição a isso me obrigará.
    Como testemunho relativo ao ensino na nossa Escola Industrial muito teria a dizer, mas julgo ser suficiente dizer o grato que estou a todos os meus professores entre 1958 e 1968, incluindo o Instituto Industrial, concluido naquele edificio.
    Um Saudoso Abraço,
    Jorge Esteves

    Comentar por Jorge Esteves — Maio 17, 2012 @ 7:37 pm

    • Caro José Esteves , só hoje tomei conhecimento deste seu comentário.Obrigado pelas suas palavras amigas.Um grande abraço. Rui Baptista

      Comentar por Rui Baptista — Setembro 4, 2012 @ 1:40 am

  17. Fui aluno na Escola Industrial de 1952 a 1954. De seguida fui para a Escola Comercial, onde completei o Curso Comercial em 1955. Voltei a Escola Industrial em 1958/1960 onde frequentei o curso de Pintura Decorativa. O Professor era o Eng. Sousa Pinto (?) e um dos colegas era o Malangatana. Belos tempos e gratas recordacoes.

    Comentar por Antonio Alberto Pires Cardoso — Maio 31, 2016 @ 12:31 pm


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